24 de dezembro de 2008

Feliz Natal



Senhor Jesus Cristo,
Vós sois o Menino que nasceu para nós,
Sois o Filho que nos foi dado por Deus-Pai.
Nesta noite de alegria, queremos proclamar
Que Vós sois o nosso Deus,
Sois o nosso Conselheiro admirável,
Sois o Príncipe da Paz!
Vós sois a Luz para todos os povos em trevas,
Sois o salvador de toda a Humanidade!
Glória a Deus nas alturas
E paz na terra aos homens por Ele amados.


"Feliz Natal para todos Vós"

22 de dezembro de 2008



Recebi este selo do blog Ecclesiae Dei . E como não devo deixa-lo ficar por aqui, vou escolher mais 3 blogs para entregar este selo "Este blog Caiu do Céu", e eles são:

Aos que entrego este selo, sigam as regras deste prémio:
- copiar o prémio e colocar no seu blog;
- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog;
- presentear 3 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam um prémio.


5 de dezembro de 2008

Blog de ouro

Recebi em duplicado este selo das amigas Ana Paula do blog Pequeno Gigante e Sandra do blog Teologar.
Obrigada amigas por esta lembrança, e que este Advento nos ajude a levar a luz de Jesus a todos aqueles que esperam a Sua vinda.
É minha tarefa escolher outros 5 blogs para entregar este selo de Ouro, e eles são:

Ecclesiae Dei ....Ecclesiae Dei
Sofia ...Via Cristo
Mari ...Gratidão
Paulo Costa ...Nos passos de Jesus
Paulo ...Confessio XXI

Estes foram os escolhidos por mim, porque eles são ouro sobre blog!!!
Aos ganhadores, sigam as regras deste prémio:

- copiar o prémio e colocar no seu blog;
- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog;
- presentear 5 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam um prémio.

As regras são só para quem as quiser seguir. Um abraço para todos!

22 de novembro de 2008

Cristo Rei do Universo


“Quando fizeram isso a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim” (Mateus 25, 31-46)

Celebramos hoje Jesus como “Rei do Universo”. Mas, Ele torna-se rei da nossa vida somente na medida em que fazemos essa opção real pelos oprimidos, e vivenciamos “a justiça do Reino do Céu”, tema central do Evangelho de Mateus. Num mundo que nos apresenta tantas outras opções “régias” - ou seja, opções que regem a nossa vida e manifestam o que são os nossos valores últimos, o texto  leva-nos a verificar se realmente Jesus é o Rei da nossa vida - se é o Evangelho d’Ele que as rege, ou se o título não passa de mais um dos rótulos vazios, sem consequências práticas, tão queridos dos arautos de uma religião intimista, sentimentalista e individual. Será que a utopia do Reino de Deus, o seguimento de Jesus até a Cruz, a prática da Justiça do Reino são os elementos que norteiam as nossas práticas, individuais e comunitárias? Se não, então Jesus Cristo ainda não se tornou Rei do nosso universo pessoal e eclesial. É o que nos questio o texto de hoje, que nos lembra que Jesus não é Rei conforme os padrões deste mundo, mas o Rei pobre e justo, tão esperado pelos oprimidos de todos os tempos. A sua proposta para a sociedade não é a confirmação de uma estrutura piramidal, conforme os modelos históricos, mas a sua mudança radical para que o mundo seja regido por princípios de solidariedade e justiça, de partilha e fraternidade. Ele é Rei, no sentido da esperança dos “pobres de Javé” do Antigo Testamento, tão bem retratada pelo profeta Segundo Zacarias: “O seu Rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento. Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, quebrará o arco de guerra. Anunciará paz a todas as nações, e o seu domínio irá de mar ao mar, do Rio Eufrates até os confins da terra” (Zc 9, 9s). Jesus será o nosso rei na medida em que vivemos esses valores da verdadeira Shalom, que inclui a paz, a não violência, a partilha e a justiça.

A crise actual no sistema financeiro mundial, com as suas cifras astronómicas de apoio aos bancos e banqueiros falidos - enquanto somente migalhas são destinadas aos bilhões e famintos e sofridos do mundo - demonstra bem como a sociedade actual é dominada pelos interesses do lucro e do capital, mesmo em países que se dizem cristãos. Estamos longe de um mundo onde Jesus Cristo seja realmente o Rei - regido pelos valores que Jesus encarnou na sua pessoa, projecto, ensinamento e opções, e que nós herdamos como discípulos d’Ele.

Fonte: Pe. Tomaz Hughes, SVD (adaptado)

9 de novembro de 2008

Basílica de São João de Latrão


Uma solenidade litúrgica especial, no dia 9 de Novembro, comemora a dedicação da Basílica de Latrão. Esta é considerada a igreja-mãe de todas as igrejas católicas, por ser a catedral do bispo de Roma, isto é o Papa patriarca do Ocidente. A igreja originária foi construída pelo imperador Constantino, durante o pontificado de papa Melquíades no séc. IV, no terreno doado por Fausta, esposa do Imperador. Nela foram realizados os quatro primeiros Concílios Ecuménicos realizados no Ocidente: em 1123 para resolver a questão das Investiduras, ou seja, provimento em algum cargo eclesiástico por parte do poder civil: em 1139, sobre questões disciplinares; em 1179 para tratar da forma de eleição do Papa; em 1215, sobre várias heresias e a reforma eclesial. Esta comemoração, lembra a importância de Roma onde se encontra o Chefe visível da Igreja de Jesus.

Santo Inácio de Antioquia, discípulo dos apóstolos, chama a Igreja de Roma de "cabeça da caridade", revelando a posição primacial, da sede romana e, portanto, também a de seu Bispo. E de Santo Ireneu o mais eloquente testemunho da antiguidade a favor da importância da sede romana. Assim ele se expressou no ano de 180: "A esta Igreja (romana) por sua preeminência mais poderosa, é necessário que se unam todas as Igrejas, isto é, os fiéis de todas as partes, pois nela se conservou sempre a tradição recebida dos apóstolos pelos cristãos de todas as partes". Recorda ainda a referida festa que em todas as sedes episcopais há Igreja Catedral onde se encontra a cátedra episcopal.

A Catedral por excelência é a do Papa em Roma, a Basílica de Latrão "Mãe e Mestra de todas as Igrejas", da urbe romana e do orbe católico. Tudo isto lembra,  a importância do Templo, lugar sagrado no qual se cultua de modo especial a Deus. É nele que se recebem os maiores favores divinos.

No Antigo Testamento o templo de Jerusalém era o sinal da presença do Ser Supremo entre os homens. Centro do culto a Javé para ele convergiam peregrinações de todas as partes para contemplar a face do Todo-Poderoso (Sl. 42,3). A Bíblia ensina que Deus está no céu (Sl 2,4; 103,19; 115,3), mas o templo é como que uma cópia fiel do palácio celeste, que o Omnipotente torna presente aqui na terra. Nele se desenrola o culto oficial. No Novo Testamento se tornou viva a doutrina de que cada baptizado é o templo vivo da Trindade de acordo com o ensinamento de Jesus: "Se alguém me ama, meu Pai o amará, viremos a ele e faremos nele nossa morada" (Jo 14,23). Paulo de Tarso firmaria esta verdade aos Coríntios: "Vós sois edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto, coloquei o alicerce e outro levanta o edifício….Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? " (1Co3,9-11.16-17).

O verdadeiro católico preza a Catedral do Papa, a Basílica de Latrão; tem carinho especial para com a Catedral de sua Diocese e para com a Igreja Paroquial, Matriz de todas as outras; lembrando sempre  que, sendo o templo vivo de Deus, deve ornamentar esta Casa Santa com as virtudes, cuidando de seu corpo e respeitando a dignidade de cada ser humano, criado à imagem e semelhança do Criador, estimando sobretudo o baptizado templo consagrado ao Espírito Santo

28 de outubro de 2008

Bispos encerram o Sínodo com uma mensagem poética sobre a Palavra de Deus



Durante a vigésimo primeira Congregação Geral celebrada nesta sexta-feira os pais sinodais votaram a favor da Mensagem final do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, no que, com uma linguagem evocadora e poética, ressaltam a centralidade da Palavra de Deus na vida do Cristão. 

“Os pontos cardeais do horizonte que queremos convidar a conhecer o povo de Deus e que expressaremos por meio de imagens, são quatro: A Voz divina, o Rosto, a Casa e o Caminho”, diz a mensagem, que utilizou um estilo inusualmente sugestivo e figurativo.
“A Voz divina ressona nas origens da criação", diz o texto, "dando origem às maravilhas do universo. É uma Voz que penetra depois na história, ferida pelo pecado humano e atormentada pela dor e pela morte". "É uma Voz que descende depois às páginas das Sagradas Escrituras que agora lemos na Igreja com a guia do Espírito Santo".
“O Rosto: É Jesus Cristo, que é Filho de Deus, eterno e infinito, mas também homem mortal, ligado a uma época histórica, a um povo e a uma terra”.
“É Ele quem desvela o 'sentido pleno' e unitário das Sagradas Escrituras, de modo que o cristianismo é uma religião cujo centro é uma pessoa, Jesus Cristo, revelador do Pai. Ele nos faz entender que também as Escrituras são 'carne', quer dizer palavras humanas que se devem compreender e estudar em seu modo de expressar-se, mas que custodiam a luz da verdade divina que solo com o Espírito Santo podemos viver e contemplar”.
O terceiro ponto cardeal é "a Casa da palavra divina, quer dizer a Igreja", que "assenta-se em quatro colunas ideais: O ensino, quer dizer ler e compreender aBíblia no anúncio efetuado a todos... a fração do pão, ou seja a Eucaristia, fonte e culminação da vida e da missão da Igreja", já que "os fiéis estão convidados a nutrir-se na liturgia na mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo"; asorações... a Lectio divina, a leitura orante das Sagradas Escrituras capazes de levar, na meditação, na oração, na contemplação, ao encontro com Cristo, palavra de Deus vivo; a comunhão fraternal, porque para ser verdadeiros cristãos não basta ser 'os que escutam a palavra de Deus', mas também 'os que a cumprem'".
A última imagem do mapa espiritual é "o caminho pelo que se dirige a palavra de Deus". 
"A palavra de Deus –dizem os pais sinodais- deve rodar pelos caminhos do mundo que hoje são também os da comunicação informática, televisiva e virtual. A Bíblia deve entrar nas famílias, nas escolas e nos ambientes culturais".
"Sua riqueza simbólica, poética e narrativa faz dela um baluarte de beleza tanto para a fé como para a cultura, em um mundo freqüentemente destroçado pela fealdade e a maldade", adiciona a mensagem final.
"A Bíblia também apresenta o hálito de dor que sobe da terra, sai ao encontro dos oprimidos e do lamento dos infelizes. Tem como cume a cruz onde Cristo, só e abandonado vive a tragédia do sofrimento mais atroz e da morte. Precisamente por essa presença do Filho de Deus, a escuridão do mal e da morte se ilumina com a luz pascal e a esperança da glória". 
Finalmente, dirigindo-se aos fiéis do mundo, os pais sinodais dizem: "Vos confiamos a Deus e à palavra de sua graça. Com a mesma expressão de São Paulo em seu discurso de adeus aos chefes da Igreja de Efeso, também nós, os pais sinodais, confiamos aos fiéis das comunidades pulverizadas por toda a face da terra à palavra divina, que é julgamento mas sobre tudo graça". (fonte:ACI)

26 de outubro de 2008

«Amarás o teu próximo como a ti mesmo»


O estudo da Lei de Moisés tinha levado a um número indeterminável de normas, somavam um total de 613 as prescrições, mandamentos e proibições que os escribas observavam do Antigo Testamento. Por isso, não é de estranhar que alguns fariseus tenham tentado confundir Jesus, questionando-o e assim encontrarem um pretexto para o acusar, demonstrando que Jesus não sabe interpretar a Lei e por tal não é digno de crédito. Dirigindo-se ao “Mestre” perguntaram-lhe qual é o mandamento mais importante dentre tantos.


Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; e o segundo que Jesus relaciona intimamente a este primeiro é: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.


Não interessa qual deles é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles. E a origem está no Amor.

Mas talvez  seja bom determo-nos num detalhe que muitas vezes nós nem nos apercebemos e que sem uma boa compreensão deste detalhe, inclusive a sua prática, ficamos impedidos de praticar o mandamento que o próprio Jesus nos pediu.


Já paramos para pensar se nos amamos a nós mesmo? Nos dias que correm mais do que nunca, vemos tantas pessoas magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, tristes, amargas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente. Na  sociedade em que vivemos, um grande número de pessoas não se ama, não gostam delas mesmas, não se sentem satisfeitas com elas mesmas; Odeiam seu jeito de ser, odeiam seu corpo, etc. E estas pessoas  todas nem sabem que isto é com certeza a raiz de muitos dos problemas das suas vidas: é falta de amor-próprio.

Ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim, nós só podemos dar amor ao nosso próximo se aceitarmos esse amor de Deus na nossa vida e consequentemente nos amarmos.

Que todos nós saibamos acolher o amor imenso que Deus tem por cada um de nós, para que assim possamos amá-lo, amar a nós mesmos e assim, cheios de amor, amar de coração sincero o nosso próximo.

Não interessa qual dos mandamentos é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles.

E a origem de todos eles está no Amor.

11 de outubro de 2008

Somos chamados ao banquete


Mt 22,1-14

A liturgia deste domingo utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim, que Deus quer oferecer a todos os seus filhos e filhas.Na nossa vida corrente, quando queremos homenagear alguém ou celebrar um grande acontecimento, fazemos um banquete. Porque o comer e o beber juntos, em ambiente fraterno, é fonte de muita alegria e felicidade, é que o povo bíblico deu ao banquete um valor sagrado. Ele é símbolo da Aliança e entra nos grandes acontecimentos dos povos e da relação de Israel com Deus. A própria eucaristia foi instituída no interior de um banquete. À eucaristia chamamos “sagrado banquete”.

          Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus, na sua própria casa, vai oferecer a todos os povos. Isto significa que Deus tem, para nós, um projecto de vida, de amor e de festa, porque somos pessoas amadas por Ele, com um amor eterno e incondicional. É importante que tomemos consciência desta realidade, para que ela projecte luz, serenidade e confiança na nossa vida quotidiana. A nós, basta-nos aceitar o convite de Deus para participar neste “banquete”, isto é, basta-nos aceitar viver em comunhão com Ele, para que, na nossa vida, saibamos dar prioridade ao amor, testemunhar os valores do Reino e construir, aqui e agora, um mundo novo, onde brote a justiça, a solidariedade, o amor e a partilha, a todos os níveis.
          O evangelho utiliza também a imagem do “banquete” como exemplo, para designar a felicidade escatológica, isto é, aquele felicidade eterna, a que somos chamados no fim da nossa vida sobre a terra, e que começa desde agora e aqui. Esta felicidade advém-nos da participação no “banquete” celeste oferecido a todos, mulheres e homens, pobres e ricos, cristãos e pagãos, pecadores e fiéis. É um banquete universal! Não há nenhuma condição humana, que nos possa impedir de ter acesso a este “banquete”, se nós quisermos “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus. A opção pela participação no “banquete”, que fizemos no dia do nosso baptismo, é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.
(reflexão: irmã Deolinda Serralheiro)

28 de setembro de 2008

Fazer a vontade do Pai!


Mateus 21, 28-32 

A parábola de Jesus é sobre o procedimento de dois irmãos. O pai, que era dono de uma vinha, chamou um deles e mandou que fosse trabalhar na vinha. Um dos filhos respondeu que ia, mas não foi. O pai chamou então o segundo e deu a mesma ordem: que fosse trabalhar na vinha. Ele respondeu “não quero”; mas logo se arrependeu, e foi trabalhar. Jesus fez então a pergunta: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” E a resposta unânime foi: “o último”. E Jesus concluiu, tirando a grande lição que queria tirar: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no Reino de Deus. Porque veio a vós João, no caminho da justiça, e não crestes nele; ao passo que os publicanos e as meretrizes creram nele; vós, porém, nem mesmo diante de tais exemplos, vos arrependestes para nele crerdes” (Cfr Mt 21,28-32). O importante é fazer a vontade de Deus. Ele é que dá ao justo a força da graça para fazer o bem; e Ele é que dá ao pecador a penitência do coração para que deixe o pecado. Por isso, é possível que alguém caminhe por muito tempo no erro e no pecado, e um dia reencontre o caminho do bem. A alegria da conversão! Que nunca nos venha o desânimo por termos caído no pecado. A misericórdia de Deus está para nos receber de volta. Como também nunca nos vamos deixar adormecer na tranquilidade de estarmos a fazer o bem, como se nos tivéssemos tornado impecáveis. Há sempre o perigo da tentação e da queda. Temos que nos manter vigilantes, para perseverarmos hoje, amanhã e sempre. “Aquele que perseverar até o fim, estará salvo”, como está escrito no Evangelho (Mt 10,22; 24,13). O que Deus quer de nós é a nossa paz; e a nossa felicidade, então, consiste em fazer a vontade de Deus. Sempre! Dante, na Divina Comédia, tem um verso particularmente bonito. E o verso 85 do canto III do Paraíso. O Divino Poeta está perguntando a uma alma bem-aventurada se não lhe vem às vezes a vontade de pedir a Deus que lhe dê um lugar mais alto do que esse em que está no Céu. A resposta é que ali ninguém quer outra coisa, senão aquilo que a vontade de Deus lhe deu. Nessa vontade é que se encontra a sua paz: “Na vontade de Deus, a nossa paz”, como poderíamos traduzir livremente o belo verso. Aliás esse verso foi o que teve mais votos numa pesquisa internacional que se fez sobre qual seria o verso mais belo de Dante. Nunca encontraríamos a paz fora da vontade de Deus. Essa vontade é cheia de luz e de amor. Nela encontraremos a luz, encontraremos o amor, encontraremos a paz.

(adapt.Pe. Lucas de Paula Almeida)

 

- A que grupo pertencemos?


Ao primeiro, ao segundo? Ou um pouco de cada? Ou seria melhor que fôssemos como o terceiro filho, do qual a parábola não fala: aquele que diz "Sim" e vai mesmo!

20 de setembro de 2008

Os últimos serão os primeiros


Mt.20,1-16

O centro da pregação de Jesus era O Reino de Deus (ou dos Céus, em Mateus, o que significa a mesma coisa). Mas, Jesus nunca define o Reino, sempre o descreve por meio de parábolas, para que o ouvinte se esforce por descobrir quais são os valores que tornam o Reino de Deus presente no meio de nós.

A parábola de hoje nasce no contexto da realidade agrícola do povo da Galileia. Era uma região rica, de terra boa, mas o seu povo era pobre, pois as terras estavam nas mãos de poucos, e a maioria trabalhava como arrendatários ou como assalariados temporários.

Para a comunidade de Mateus, a parábola tinha mais um sentido. Começavam a entrar pagãos na comunidade, e muitos cristãos de origem judaica tinham dificuldade em aceitá-los em pé de igualdade - eram “da última hora”. Mateus conta a parábola para ensinar que no Reino, experimentado através da comunidade, não pode haver discriminação entre cristãos de várias origens; por isso, “os últimos serão os primeiros”. O critério é a gratuidade de Deus Pai, pois tudo o que temos, recebemos d’Ele, e sendo todos filhos amados d’Ele, a comunidade cristã não pode discriminar pessoas, por qualquer motivo.

(adapt. Pe. Tomaz Hughes, SVD)

14 de setembro de 2008

Exaltação da Santa Cruz

Foi no ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas constantinianas de Jerusalém, a do Martyrium ou Ad Crucem no Gólgota, foi construída sobre o Monte do Gólgota, e a do Anástasis, isto é Ressurreição, foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e foi ressuscitado pelo poder de Deus, sendo celebrada pela primeira vez a festa em honra da Santa Cruz, estas basílicas foram construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena.

Quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa e a partir do século VII comemora-se a recuperação da preciosa relíquia pelo imperador Heráclio em 628. Os historiadores contam que o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao patriarca Zacaria, no dia 3 de Maio de 630 tendo sido a Festa da Exaltação da Santa Cruz também a ser celebrada no Ocidente.


A celebração actual tem um significado bem maior do que o encontro pela piedosa mãe do imperador Constantino, Santa Helena. A festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus. Cristo, encarnado na sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. Assim a cruz torna-se o símbolo e o compêndio da religião cristã.

3 de agosto de 2008

Partilhar o Pão

Tendo-se retirado para um lugar deserto, Jesus é seguido pela multidão.
Ao entardecer os discípulos sugerem que a multidão seja enviada para comprar comida.
Jesus, porém, apresenta-lhes outra solução: "Vós mesmos dai-lhes de comer". Há uma compreensão comum de que Jesus fez os pães multiplicarem-se. Contudo, ao ser tentado pelo demónio, após seu baptismo, Jesus rejeitou transformar pedras em pães (Mt 4,3-4). Assim também não cabe a Jesus transformar pão em pães, multiplicando-os. Jesus fez um gesto de partilha, com o que tocou os corações de todos. Assim todos aqueles que tinham algum alimento o partilharam também, e todos ficaram saciados. O milagre de Jesus é tocar os corações, comunicando-lhes seu amor solidário e fraterno.
Jesus abençoa os pães e peixes que os discípulos lhe trazem. Abençoar significa redireccionar a Deus aquilo que é de Deus. Significa desvincularmo-nos dos bens em nossa posse, colocando-os ao alcance de todos. A bênção liberta também o coração, e a generosidade leva à partilha e à saciedade de todos.
A partilha é a expressão do amor de Jesus. Nada nos deve separar deste amor (como nos diz S.Paulo) que se manifesta hoje nas pessoas e comunidades que buscam a justiça e consolidam a fraternidade.Eis o grande milagre da vida. Deus dá em abundância para todos. Basta que saibamos colher o dom de Deus e reparti-lo entre todos. Dá para todos ficarem satisfeitos e ainda sobrar para os que vêm depois de nós. O grande milagre não é multiplicar os pães e os peixes, mas repartir o pão e o peixe que cada um tem, entre todos os outros. E sobram doze cestos cheios! Exactamente o número das doze tribos do povo de Deus... É esse o povo que Jesus veio formar e, com ele, fundar um mundo novo, uma nova sociedade e uma nova história. Um povo que celebra o banquete da vida, superando o banquete da morte.
(Adapt. Homilia prof diácono Miguel Teodoro)

As práticas características do Jubileu III



*Indulgência
“A Indulgência é a remissão, perante Deus da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada (=perdoados quanto à culpa); remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela acção da Igreja que, enquanto dispensadora (=ministra) da redenção distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”
“A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberte em parte ou totalmente da pena temporal devida pelos pecados. Todo o fiel pode obter para si mesmo ou aplicar pelos defuntos, à maneira de sufrágio, as indulgências tanto parciais como plenárias”
A indulgência é assim definida no Código de Direito Canónico (Cf.cân.992) e no Catecismo da igreja Católica (n.1471).


A indulgência é um dos sinais que caracterizam o Ano Jubilar. Nela se manifesta a plenitude da misericórdia do Pai, que vem ao encontro dos filhos, com o Seu amor feito perdão, não só das culpas, como dos danos (=penas), causados por elas. (cf.IM9).
A indulgência é a misericórdia do Pai, administrada pela Igreja, através sobretudo do Sacramento da Reconciliação.
A Igreja, que recebeu de Jesus Cristo o poder de perdoar em Seu nome (Mt.16,19; Jo.20,23) é, no mundo, a presença viva do amor de Deus.
Pelo pecado, os fiéis auto-«excomungam-se», afastando-se da comunhão com Cristo e com a Igreja, que é «Comunhão de Santos».
Obter (=ganhar) a indulgência significa entrar, ou aprofundar, ou regressar a esta «Comunhão de Santos», que é a Igreja; ou seja, abrir-se totalmente ou abrir-se de novo aos outros.

Para entender esta doutrina e esta prática da Igreja no que respeita às «indulgências» é necessário lembrar que o pecado tem uma dupla consequência.
O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus (=graça de Deus), e por isso torna-nos incapazes da vida eterna, a esta privação chama-se “pena eterna” do pecado.
Todo o pecado, mesmo o venial, provoca uma perturbação como que uma transgressão da lei divina e um desprezo da amizade de Deus, oferecida em Cristo a todos os homens, que precisa de purificação seja nesta vida, seja depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama a “pena temporal” do pecado.

O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus (através do Sacramento da Reconciliação e Penitência) implicam a abolição das penas eternas do pecado.
Mas o processo não acaba aqui, pois, subsistem as penas temporais as quais provocam uma desordem quer a nível pessoal que a nível social (=danos), o homem precisa de ser curado dos efeitos negativos do pecado (restos e penas do pecado). Para uma cura completa o pecador precisa de percorrer uma caminhada de purificação. Neste percurso o homem é interpelado em ordem à sua conversão profunda, a uma real mudança de vida, que diminui progressivamente o mal interior.

A indulgência só tem sentido nesta total renovação interior e conversão do coração. Pois a indulgência é concedida ao pecador arrependido para remissão da pena temporal devida pelos seus pecados já perdoados quanto à culpa.

29 de julho de 2008

As práticas características do Jubileu II


*Peregrinação

O homem é por natureza um «ser caminhante», interrogando-se constantemente de onde vem e para onde vai. Na história da Salvação, a peregrinação é uma experiência privilegiada, tanto para o pode de Israel como para a Igreja.

No Antigo Testamento encontramos muitas experiências de peregrinação: Abraão deixa a sua terra, Ur, para ir para outra que o Senhor lhe havia de indicar; a caminhada que o povo de Israel faz através do deserto, depois da saída do Egipto em direcção à Terra Prometida; o regresso do exílio na Babilónia.
Desde sempre os israelitas deram grande sentido às peregrinações, e sempre deram privilégio à peregrinação na celebração das três festas principais do ano judaico. A Lei prescrevia aos judeus três peregrinações por ano; a festa do ázimos (Páscoa), a festa das colheitas (Pentecostes) e a festa das tendas (Outono), conforme encontramos no Deuteronómio 16,16.
Também Jesus se fez peregrino desde muito cedo, acompanhando Maria e José, à cidade santa de Jerusalém. (Lc.2,41). Esta cidade era o lugar santo por excelência no tempo de Jesus, para onde Ele peregrinou muitas vezes. Jesus sabia que viera do Pai e caminhava para o Pai, era «peregrino de Deus». Jesus apresenta-se como o CAMINHO para o Pai: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (Jo.14,6). Ele é ao mesmo tempo Caminhante e Caminho: caminhante do Pai e caminho para o Pai.


Cada cristão e a Igreja, tendo como exemplo Jesus, devem procurar ser: caminhantes do Pai e caminho ara o Pai; «templos» visíveis de Deus, a caminho do templo invisível , que é Deus-Pai. «nós somos o templo de Deus vivo»(2Cor.6,16).

A peregrinação é um exercício de ascese(=penitência) activa, de arrependimento pelas faltas humanas, de vigilância constante sobre a própria fragilidade, de preparação interior para a conversão do coração.
Através da vigilância, do jejum, da oração, o peregrino avança pelo caminho da perfeição cristã, esforçando-se por chegar, com a ajuda e a graça de Deus, «ao estado de homem perfeito, à medida da estatura perfeita de Cristo»(Ef.4,13;IM7)

A peregrinação tem um ritual próprio, que se desenvolve em diversas etapas, com quatro momentos principais: a partida, o caminho, a visita e o regresso.
- a partida, torna manifesta a decisão de avançar até à meta e conseguir
os objectivos espirituais da vocação baptismal.
- o caminho, conduz à solidariedade com os irmãos e à preparação para
o encontro com o Senhor
- a visita ao Santuário convida à escuta da Palavra de Deus e à
celebração sacramental.
- o regresso, recorda a missão no mundo, como testemunha da salvação
e construtor da paz.


Deve ser feito todo o esforço para que a peregrinação não perca o significado fundamental e ao mesmo tempo a sua meta:
o encontro com Deus, o encontro com a Palavra de Deus, o encontro com a Igreja, o encontro na reconciliação, o encontro eucarístico com Cristo, o encontro com a caridade, o encontro com a humanidade, o encontro connosco mesmo, o encontro cósmico com Deus, o encontro com Maria, a Mãe do Senhor.


Todo o cristão se deve pôr a caminho, seguindo os passos de Jesus Cristo para o encontro com Deus. E sempre que não possa ser feita esta peregrinação fisicamente, deslocando-se aos santuários jubilares designados pelo Papa e pelos Bispos, é dever de todo cristão fazer a sua caminhada numa peregrinação interior

22 de julho de 2008

As práticas caracteristicas do Jubileu I


O ser humano usa símbolos, procura sinais, faz gestos, para dar sentido àquilo que não pode explicar por palavras, que não pode tocar ou que não pode ver. Quando queremos transmitir uma experiência interior, servimo-nos da linguagem simbólica. O homem não pode viver sem símbolos. Também na celebração do Ano Jubilar há sinais e símbolos que nos ajudam a ter presentes a reconciliação, o perdão e a partilha, imperativos deste ano de misericórdia. Entre esses sinais destacam-se:

*a Porta Santa
*a Peregrinação
*a Indulgência


*Porta Santa

A Porta Santa evoca a passagem do pecado à graça, que cada cristão é chamado a realizar, Jesus disse: «Eu sou a porta»(Jo.10,7), para nos dizer que ninguém chega ao Pai senão por Ele. Jesus é a Porta pela qual o Pai veio Ter com os homens para que os homens passem por Ele para se encontrarem com o Pai. A necessidade e a urgência de “passarmos” permanentemente do que vamos sendo, àquilo que o Senhor quer e espera de nós.
«Portas Santas» são as basílicas patriarcais romanas: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo.
As portas das catedrais e as igrejas, não sendo «santas» no sentido das tradições, são-no, simbolicamente para aqueles que as atravessam: sendo portas vulgares dão para a «Porta» verdadeira que é Jesus Cristo.

No Jubileu do ano 2000, a Porta Santa na Basílica de S. Pedro em Roma, foi aberta na noite de Natal de 1999. À hora em que os cristãos recordavam o nascimento histórico de Jesus em Belém da Judeia, o Papa João Paulo II, à frente de todos, «passou» a porta santa. Ao atravessar a porta, mostrou à Igreja e ao Mundo o Santo Evangelho, fonte de vida e de esperança para o 3º milénio.

Também como em todo o Ano Jubilar, há neste Ano Paulino sinais e símbolos que atestam a fé e favorecem a devoção dos fiéis. O Papa Bento XVI, no dia 28 de Junho de 2008, abriu uma “Porta Paulina” (simétrica à Porta Santa) na Basílica papal de S. Paulo na Via Ostiense, dando assim início às peregrinações a locais escolhidos (12 em Roma) e foi acesa a "Chama Paulina" que arderá ao longo de todo o ano.

17 de julho de 2008

Os Anos Santos na vida da Igreja


O jubileu chama-se vulgarmente Ano Santo; não só porque começa, decorre e termina com ritos sagrados solenes, mas também porque se destina a promover a santidade dos costumes e tempo durante o qual se pode lucrar a indulgência jubilar.
Sobre a origem e a história dos jubileus existem alguns documentos. O papa Paulo VI sintetizou o seu nascimento e a sua institucionalização do seguinte modo: «A partir do Sec. II, peregrinos vinham a Roma ver e venerar os “troféus” dos dois Apóstolos Pedro e Paulo e peregrinavam até à Igreja Romana. No Sec. IV, a vinda a Roma torna-se a principal forma de peregrinação no Ocidente, paralela e convergente, na sua ideia religiosa que se fazia a Jerusalém, no Oriente, onde se guardava o sepulcro do Senhor. Na Idade Média, Roma é a meta dos peregrinos piedosos que vêm das diversas partes da Europa, e também peregrinos que chegam do Oriente. Esta ideia de peregrinação desenvolveu-se nos Sec. XII e XIII, enriquecida com novos motivos de religiosidade e de piedade popular, imprimindo um conteúdo mais profundo à antiga ideia que a Igreja recebera da tradição, “da peregrinação por amor de Deus”.
Deste modo, nasce o jubileu, fruto de uma maturação doutrinal, bíblica e teológica, que tem a sua manifestação pública no jubileu proclamado no ano de 1220, pelo papa Honório III para peregrinação ao túmulo de São Tomás Becket, que depois converge para Roma, para as basílicas de S. Pedro e S. Paulo, no grande movimento popular e penitencial do ano de 1300, proclamado pelo papa Bonifácio VIII.»
O jubileu romano de 1300 representou o início e o modelo dos jubileus que, mais tarde se seguiram. A partir do séc. XV a celebração do jubileu passa a fixar-se de vinte e cinco em vinte e cinco anos, exceptuando-se algumas interrupções.
É no Jubileu de 1500 que se inicia a prática da abertura das portas santas das quatro basílicas romanas. Desde então várias inovações se têm feito na forma de celebrar o jubileu., sendo as mais importantes aquelas que tinham que ver com a pregação do perdão dos pecados, com o modo de lucrar as indulgências e com a assistência aos peregrinos.
No século XX, os papas Leão XIII celebra o de 1 900, Pio XI o de 1925 ( no final surge a Festa de Cristo Rei).
Pio XII o de 1950 e faz a solene proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora).
No jubileu de 1975 o Papa Paulo VI proclama que o revigorar a Igreja nos caminhos da renovação e a reconciliação entre todos os cristãos são uns dos objectivos centrais do Ano Santo.
O Papa João Paulo II proclama que o Jubileu de 2000, se celebrará não só em Roma, mas também fora de Roma, para que todos os fiéis possam beneficiar deste ano santo para assinalar o aniversário do nascimento de Jesus Cristo e a passagem do Milénio.
E foi a 28 de Junho de 2007 que Bento XVI anunciou a celebração de um ano jubilar dedicado ao Apóstolo São Paulo: "É para mim uma felicidade anunciar oficialmente que ao Apóstolo Paulo dedicaremos um especial Ano jubilar, desde 28 de Junho de 2008 até 29 de Junho de 2009, por ocasião do bimilenário do seu nascimento, inserido pelos historiadores entre os anos 7 e 10 d.C."

11 de julho de 2008

A tradição do"Jubileu"no Antigo Testamento II


Ano Jubilar
O ano jubilar era idêntico ao “ano sabático”, cuja celebração tinha lugar de cinquenta em cinquenta anos.
Esta celebração judaica toma o seu nome do instrumento musical utilizado para anunciar o início do ano jubilar através das cidades e aldeias. O instrumento musical era o yôbel, que em hebraico significa chifre de carneiro, que servia de trombeta para anunciar.
Não se sabe com segurança porque é que se fixava o jubileu de cinquenta em cinquenta anos, talvez relacionado com o ano sabático que ocorria de sete em sete anos. No fim de sete anos sabáticos (7x7) (Lev.25,8), ao quinquagésimo ano (Lev.25,11), celebrava-se o jubileu, o qual se considerava o complemento ou até a sua realização mais perfeita.
A celebração do ano do jubileu anunciava-se ao toque solene do yôbel no décimo dia do sétimo mês (de 15 de Setembro a 15 de Outubro), isto é, no dia 25 de Setembro, em que todos os anos os judeus celebram o Yom Kippur «dia da expiação».
Era para realçar o sentido religioso do ano jubilar que a sua abertura coincidia com a abertura do Yom Kippur, o grande dia da expiação(Lv.16), o único momento em que o sumo sacerdote entrava na parte mais secreta do Templo para pedir a Deus a remissão das culpas cometidas durante o ano por toda a comunidade.
Há três grandes prescrições relativas à celebração do jubileu hebraico.
*A primeira era comum ao ano sabático: obrigava os hebreus a não trabalhar nem cultivar, devia-se deixar o terreno inculto, vivendo-se apenas dos proventos espontâneos do solo. O problema era grave porque o jubileu vinha depois de um ano sabático, o que perfazia dois anos sem colheitas, mas aqui a providência divina é relacionada com o ano anterior, o sexto, que «produzirá uma colheita para os três anos». Lv.25, 20-21«Se disserdes: `Que comeremos no sétimo ano, pois não podemos semear nem colher as nossas colheitas? ´ Então, Eu vos concederei a minha bênção no sexto ano, de tal forma que produzirá a colheita de três anos.»
*Segunda prescrição, obrigava a libertação dos escravos hebreus, todo aquele que se tivesse tornado escravo por insolubilidade, deveria de ser libertado, ao sétimo ano ficavam livres das suas dívidas e entravam na posse das suas terras no Ano Jubilar.
*A terceira prescrevia o regresso dos bens da terra à posse do seu antigo dono, o qual anteriormente tivesse sido obrigado a vender por necessidade.
Estas prescrições além de um valor social também tinham um profundo significado religioso e moral. A libertação dos escravos, recordava que o Senhor os tinha libertado da escravatura do Egipto, quanto à entrega das terras, também, o Senhor os tinha conduzido até à terra prometida.
Parece que nunca se chegou a pôr em prática plenamente (Jer.34,8-16), porque criava sem dúvida problemas de transacções comerciais. De facto, a instituição do jubileu hebraico foi mais o desejo de um regresso às origens, em que entre os hebreus não existiam latifundiários e pessoas sem nada, em que todos eram livres e independentes. Era um regresso à sua dignidade original de propriedade exclusiva do Senhor.
Antes de tudo, as prescrições do ano jubilar concentram-se nos direitos da pessoa humana, a quem ninguém pode impor o peso da usura e da escravidão; pois, diante do Senhor, todos são iguais e devem ser respeitados pela sua dignidade.

8 de julho de 2008

A tradição do "Jubileu" no Antigo Testamento


“Ano de graça do Senhor”
É necessário partir da perspectiva do Antigo Testamento para compreender melhor a mensagem de Jesus e o que nos quis dizer ao referir-se ao “ano de graça do Senhor”.
É Jesus que nos diz: “Investigai as Escrituras, são elas que dão testemunho a meu favor” (Jo.5,39) e exemplificou como é necessário explicar os factos e as palavras por Ele protagonizados indo «à Lei de Moisés, aos profetas e aos salmos» (Lc.24,46 ; 24,27).
Nas palavras de Jesus que anunciam o «ano da graça do Senhor» (Lc.4, 16-21) podemos entender como que um convite para aprofundar o sentido que possui o Jubileu bíblico que conhecemos pelo Antigo Testamento. A isto também nos convida a Carta Apostólica Tertio Millennio Adveniente quando nos diz: «..torna-se compreensível o uso dos jubileus que começou no Antigo Testamento e continua na história da Igreja» (TMA11) e ainda: «as palavras e as obras de Jesus são por isso o cumprimento de toda a tradição dos jubileus do Antigo Testamento»(TMA 12)
Vamos, então, procurar descobrir o Jubileu bíblico e o seu significado na tradição do Antigo Testamento.

­Ano sabático
Falemos em primeiro lugar do «ano sabático» e depois do «ano jubilar», o Jubileu propriamente dito, para o qual passaram os principais valores do «ano sabático»

É sabido que o jubileu era um tempo dedicado de modo particular a Deus. Tinha lugar de sete em sete anos, segundo a Lei de Moisés: o sétimo era o “ano sabático”, durante o qual se deixava descansar a terra, eram libertados os escravos e se perdoava todas as dívidas. E tudo deveria ser feito em honra de Deus. Nos livros do Êxodo (23, 10-11), do Levítico (25, 1-28) e do Deuteronómio (15,1-18) encontramos as prescrições pormenorizadas para o cumprimento do «ano sabático».
O ano sabático servia para lembrar àquele povo que o Senhor velava para que os bens da terra estivessem bem distribuídos entre os filhos de Israel, tal como o Senhor tinha ordenado à entrada da terra prometida. (Jos.13).
Na origem deste ano sabático está o próprio Sábado, a principal instituição religiosa hebraica.
O Sábado está relacionado com a criação do mundo, é com o Sábado que termina o hino a Deus criador (Gn. 2,1-3), toda a obra que Deus havia feito é abençoada e santificada no sétimo dia, é consagrada a Deus na oração de um povo que se reúne neste dia, para louvar o Criador de todas as coisas.
Recordemos o terceiro mandamento da lei de Deus. “Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar... o sétimo é o Sábado consagrado ao Senhor”(Ex.20,8-10)
“O sétimo dia é de descanso completo, consagrado ao Senhor”(Ex.31,17)
“O Senhor teu Deus te mandou guardar o dia de Sábado” (Dt.5,15)
Mas a esta interpretação meramente legalista do Sábado, foi-lhe dada uma dimensão libertadora por Jesus.
“O Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado” (Mc.2,27)
“é permitido no Sábado fazer o bem em vez do mal, salvar uma vida em vez de destruí-la” (cf.Mc.3,4)
“prefiro a misericórdia ao sacrifício.. o Filho do Homem até do Sábado é Senhor” (Mt.12,7-8)
Jesus dá um sentido humano ao Sábado, alivia a pessoa de um peso desumano e liberta o Sábado de embaraços e acrescentos que o impedem de ser um dia do serviço fraterno e do louvor ao Senhor da Criação.
Assim a autentica liberdade do homem para amar a Deus, permite-lhe tomar consciência da sua condição humana, como ser criado por Deus “à Sua imagem e semelhança”.
Nós cristãos deveremos reconhecer que não temos dado grande atenção a este dia santificado por Deus e destinado a prestar-lhe culto na Antiga Aliança.
Para o Domingo cristão passaram as prerrogativas do Sábado hebreu, mas necessitamos de conhecer melhor o alcance do Sábado hebreu para valorizar os nossos tempos festivos e, em concreto, o Jubileu.

Ano sabático
Um ano sabático não é senão um ano inteiro dotado das prescrições do Sábado e vivido como ele. O ano sabático era celebrado em cada sétimo ano, contando os anos como se contavam os dias da semana.

30 de junho de 2008

Ano Paulino


Faz dois mil anos nasceu, em Tarso, o último apóstolo: São Paulo.
Em qualquer lugar no mundo, os cristãos comemoram seu nascimento, comemoraram a sua vida, a sua criação epistolar e nós cristãos somos chamados para continuar o seu trabalho de missionário em cada espaço de nossas vidas, em cada gesto, em cada palavra.
Este Jubileu, a começar a 28 de Junho de 2008 dará lugar a uma série de celebrações litúrgicas, de eventos culturais e ecuménicos em honra dos dois mil anos do nascimento de São Paulo. Haverá iniciativas pastorais e sociais, a nível mundial, todas elas inspiradas na espiritualidade paulina.
A celebração deste Ano Santo terá uma dimensão ecuménica sem igual, fazendo uma chamada urgente à comunhão de todos os cristãos para que por meio da reflexão e do estudo das cartas de São Paulo, nós sejamos um povo unido.
Por ocasião da união da igreja irmã Ortodoxa nesta Celebração Paulina, o Papa Bento XVI, disse: “Estes encontros e estas iniciativas não constituem somente um intercâmbio de cortesia entre igrejas, querem expressar o compromisso delas para fazer todo o possível para apressar o tempo de comunhão total entre o Oriente e o Ocidente cristão.”
Assim como o Apóstolo das Gentes, se dedicou a partilhar e a espalhar a Boa Nova, nós temos que estar conscientes da necessidade de nos empenharmos, sem descanso, a seguir os passos do Apóstolo São Paulo, levando o Evangelho de Jesus Cristo a toda a parte.
Nós pedimos para que ele nos proteja e nos guie durante este Ano Jubilar que festejamos em sua honra e que, tal como ele, sejamos cegamente apaixonados por Jesus Cristo e nos comprometamos a partilhar de Sua Palavra com todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.

29 de junho de 2008

Solenidade São Pedro e São Paulo


A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

Depois da Virgem Santíssima e de São João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de Junho, há: 25 de Janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de Fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de Novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes.

Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma.

São Pedro e São Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.
(conf.Catolicanet)

22 de junho de 2008

Evangelho segundo São Mateus


Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a língua falada por Jesus. O texto actual reflecte tradições hebraicas, mas ao mesmo tempo testemunha uma redacção grega. O vocabulário e as tradições fazem pensar em crentes ligados ao ambiente judaico; apesar disso, não se pode afirmar, sem mais, a sua origem palestiniana. Geralmente pensa-se que foi escrito na Síria, talvez em Antioquia ou na Fenícia, onde viviam muitos judeus, por deixar entrever uma polémica declarada contra o judaísmo farisaico. Atendendo a elementos internos e externos ao livro, o actual texto pode datar-se dos anos 80-90, ou seja, algum tempo após a destruição de Jerusalém.


Do seu autor, este livro nada diz; mas a mais antiga tradição eclesiástica atribui-o ao apóstolo Mateus, um dos Doze, identificado com Levi, cobrador de impostos (9,9-13; 10,3). Pelo conhecimento que mostra das Escrituras e das tradições judaicas, pela força interpelativa da mensagem sobre os chefes religiosos do seu povo, pelo perfil de Jesus apresentado como Mestre, o autor deste Evangelho era, com certeza, um letrado judeu tornado cristão, um mestre na arte de ensinar e de fazer compreender o mistério do Reino do Céu, o tesouro da Boa-Nova anunciada por Jesus, o Messias, Filho de Deus.

Mateus recorre a fontes comuns a Mc e Lc, mas apresenta uma narração muito diferente, quer pela amplitude dos elementos próprios, quer pela liberdade com que trata materiais comuns. O conhecimento dos processos e os modos próprios de escrever de Mateus são de grande importância para a compreensão do livro actual: compilação de palavras e de factos, de “discursos” e de milagres; recurso a certos números (7, 3, 2); paralelismo sinonímico e antitético; estilo hierático e catequético; citações da Escritura, etc..

Poderemos dividir este Evangelho em três partes.
I. Evangelho da Infância de Jesus (1,1-2,23);
II. Anúncio do Reino do Céu (3,1-25,46);
III. Paixão e Ressurreição de Jesus (26,1-28,20).

7 de junho de 2008

São Mateus Apóstolo


Apóstolo de Cristo escritor do primeiro dos três evangelhos sinópticos. Em hebraico é o mesmo que Matias ou Matatias, significando presente (mathath) de Javé (Iah) ou dom de Deus, de acordo com o seu próprio Evangelho (9:9-13), seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galiléia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano a serviço de Herodes Antipas. Era publicano, ou seja, cobrador de impostos, justamente a classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Da sua actividade após o Pentecostes, conhece-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de primeiro evangelho, nele se dá mais enfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréia em sua Historia ecclesiae (História da igreja), a única referência histórica a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II. Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes menos credíveis, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno (1080), onde até hoje se encontram e sejam consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. Apóstolo e evangelista, pela tradição ele pregou pela Judéia, Etiópia e Pérsia e a igreja romana celebra sua festa em 21 de Setembro, e a grega em 16 de Novembro e seu símbolo como evangelista é o anjo.

31 de maio de 2008

Nossa Senhora da Visitação


Maio é o mês dedicado à particular devoção de Nossa Senhora. A Igreja o encerra com a Festa da Visitação da Virgem Maria à santa prima Isabel, que simboliza o cumprimento dos tempos. Antes ocorria em 02 de Julho, data do regresso de Maria, uma semana depois do nascimento e do rito da imposição do nome de São João Baptista.

A referência mais antiga da invocação de Nossa Senhora da Visitação pertence a Ordem franciscana, que assim a festejavam desde 1263, na Itália. Em 1441, o Papa Urbano VI instituiu esta festa, pois a Igreja do Ocidente necessitava da intercessão de Maria, para recuperar a paz e união do clero dividido pelo grande cisma.

A Bíblia narra que Maria viajou para a casa da família de Zacarias logo após a anunciação do Anjo, que lhe dissera "vossa prima Isabel, também conceberá um filho na sua idade avançada. E este é agora o sexto mês dela, que foi dita estéril; nada é impossível para Deus". (Lc 1, 26, 37). Já concebida pelo Espírito Santo, a puríssima Virgem foi levar sua ajuda e apoio à parenta mãe do precursor do Messias Salvador.

O encontro das duas Mães é a verdadeira explosão de salvação, de alegria e de louvor ao Criador. Dele resultou a oração da Ave Maria e o cântico do "Magnificat", rezados e entoados por toda a cristandade aos longos destes dois mil anos.

24 de maio de 2008

O Reino dos Céus


A partir deste domingo, voltamos a celebrar o TEMPO COMUM, que recomeça com o 8.º Domingo do Tempo Comum.
Depois do tempo quaresmal, semana santa e tempo pascal, celebrações que giram em volta de “Morte e Ressurreição de Jesus, damos início à segunda parte do Tempo Comum
Neste tempo litúrgico, damos continuidade à celebração do mistério de Cristo. Em cada domingo, fazemos memória dos relatos da vida pública de Jesus. Celebrando diferentes acontecimentos narrados na Sagrada Escritura, este ano de 2008, a Igreja dedica-o ao chamado Ano Litúrgico A.


As meditações deste referido ano litúrgico são do Evangelho de São Mateus
Este Evangelho é chamado o Evangelho do Reino, pois este ocupa um lugar central no livro de Mateus, sendo falado por 51 vezes, quase sempre com a expressão Reino dos Céus, devido ao costume judaico de evitar, por respeito, o uso do nome de Deus. Jesus anuncia-o em primeiro lugar a Israel.

O Reino de Deus inicia-se com a chegada de Jesus, pois ele vem instaurar esse Reino. O plano divino primitivo, ao criar a humanidade foi quebrado pelo pecado do homem. O seu restabelecimento dá-se por uma nova intervenção divina levada a cabo pela obra redentora de Jesus, através da intervenção soberana e misericordiosa de Deus na vida do povo para o salvar.
Entre a primeira vinda de Cristo na encarnação e a segunda vinda (Parusia), neste tempo intermediário, o reinado de Deus estende-se sobre a terra com avanços e retrocessos parciais. Neste tempo desenvolve-se a Igreja. Só com a segunda vinda será instaurado e consumado na sua plenitude o Reino de Deus.

A vinda do Reino é objecto da proclamação de João Batista, de Jesus, dos doze, da Boa Nova, da oração dos discípulos (cap. 3-4 e 9 10). É uma realidade esperada e ao mesmo tempo presente. Ele já veio à terra e torna-se visível na vida de Jesus e também na do povo messiânico, é a Igreja fundada e convocado por Ele.
A Igreja é o começo visível do Reino definitivo e perfeito de Deus nos céus, a que todos são chamados, mas só serão finalmente escolhidos se tiverem respondido com generosidade e fidelidade ao chamamento divino. O Reino será dado como herança aos que acolherem o Filho do Homem com fé e amor.
Jesus limitou a Israel a missão que lhe cabia desempenhar durante a sua vida terrena. Após a ressurreição o próprio Jesus irá às nações na pessoa de seus mensageiros e os trará ao Reino.

Em Mateus, Jesus explica o Reino de Deus em cinco discursos, ora se dirige às multidões (3) ora aos doze (2) e ora aos discípulos (4 e 5). Os fundamentos do Reino estão nos cap. 5 e 7, as normas para ser proclamado pelos missionários no cap. 10, a sua natureza exposta por meio de parábolas no cap. 13, as condições da comunidade no cap. 18 e a sua consumação no fim dos tempos nos cap. 24 e 25.

O Sermão da Montanha é um programa de vida, pois reúne o ensinamento de Jesus, indicando a seus seguidores como se deve viver não simplesmente em conformidade com uma série de normas mas revolucionando por dentro a própria atitude e a própria mentalidade. Este é o caminho que dá entrada no reino de Deus.

17 de maio de 2008

Santíssima Trindade

Poderemos dizer que a confissão de um Deus único em três pessoas é o mais próprio e especifico da fé cristã. A profissão de fé monoteísta une-nos ao judaísmo e ao islamismo, enquanto que a interpretação da unidade de Deus como unidade na trindade nos distingue de ambas as religiões.
O Deus dos cristãos é uma família de três pessoas que se foram dando a conhecer ao longo da história. Podemos como que falar do tempo de Deus Pai (Antiga Aliança), o tempo de Jesus Cristo (Nova Aliança) e o tempo do Espírito Santo ( Igreja) .
Deus Pai foi-se revelando, o Filho de Deus incarnou, o Espírito Santo foi enviado.
A doutrina trinitária é o resultado de uma lenta e laboriosa elaboração de determinadas experiências históricas, desenvolvidas em quatro fases.
Na primeira, a Trindade é «narrada» com simplicidade pelos primeiros cristãos a partir da sua experiência de fé.
Na segunda, a Trindade é «contestada», pois não é fácil acreditar que Deus é um e três. Uns teólogos (Sabélio) afirmavam que eram modos diferentes que Deus tinha para se manifestar às criaturas. Outros teólogos (Ario) afirmavam que o Filho e o Espírito Santo são criaturas semelhantes a Deus mas nunca iguais a Deus.
Terceira fase, a Trindade é «professada». As heresias levaram os cristãos a reflectir sobre o mistério. O Concilio de Niceia (ano 323) proclamou que o Filho é «da mesma natureza» que o Pai. E acrescentou: «Cremos no «Espírito Santo». O Concílio de Constantinopla (ano 381) completou este Credo com a afirmação: «E cremos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, procede do Pai e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória».
Na quarta fase, a Trindade é «reflectida». Depois dos Concílios terem elaborado um Credo, que ainda hoje se recita na Eucaristia, chegou o momento da «inteligência da fé». Como disse Santo Agostinho, «procuremos compreender isto (…) de maneira que, embora não consigamos de todo, pelo menos não digamos nada que seja indigno».

A Trindade é um mistério. Costumamos dizer que em Deus existe uma única natureza e três pessoas distintas.
Afirma-se que o Pai não foi gerado, o Filho foi gerado e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Temos porém de reconhecer a impotência da nossa linguagem para falar da Santíssima Trindade. Servimo-nos a maior parte das vezes de palavras mais ou menos abstractas para falar do mistério de Deus, que é Amor, porém, a melhor atitude é a de contemplação do Mistério

10 de maio de 2008

Pentecostes


Pentecostes significa cinquenta dias depois da Páscoa. Páscoa que já era para os judeus a festa da libertação e o Pentecostes a festa do término da colheita, e por isso tinha um sentido de agradecimento, de alegria pela abundância dos celeiros.

Com o decorrer do tempo a Festa de Pentecostes passou a comemorar a promulgação da Lei de Moisés. Por isso, a esta festa acorriam a Jerusalém muitos peregrinos, para agradecer nesse dia a aliança de Deus com a humanidade, com o povo eleito, era um dia de abundância de frutos.

Com a Ressurreição do Cristo, a Páscoa, a Ascensão e Pentecostes são três tempos de um mesmo mistério: o mistério do Cristo Ressuscitado, que acontece historicamente na Páscoa, se confirma na glória da Ascensão e chega à plenitude na descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, constituindo-os em novo povo de Deus, a comunidade cristã.

Pentecostes é a festa do Divino Espírito Santo. Pentecostes é a festa da Igreja divina e humana, santa e pecadora, eterna e temporal, corpo místico do Cristo, formado e vivificado pelo Espírito de Deus.

Que Deus nos ajude a pedir os dons do Espírito Santo. Que Deus nos ajude a assimilar os dons da SABEDORIA, da INTELIGÊNCIA, do CONSELHO, da FORTALEZA, da CIÊNCIA, PIEDADE e do TEMOR de DEUS.
O ESPÍRITO SANTO, fez os apóstolos compreenderem o mistério de Jesus e de sua missão. E deu-lhes a coragem e a lucidez de serem as testemunhas da Ressurreição e do Reino de Deus na terra. O Espírito Santo é o advogado da Igreja, tendo Jesus como cabeça, e como corpo, os discípulos do Senhor. A Igreja celebra a festa de Pentecostes como a data de sua instituição solene.

Em cada solenidade de Pentecostes, a Santa Igreja reaviva o Espírito que nos foi dado como dom de Deus. Assim, reanimados e fortalecidos, seremos a semente germinadora do Reino de Deus, levando à plenitude a vida nova recebida pela fé e pelo Baptismo.


“Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra!”

8 de maio de 2008

Depois da Ascensão



Nos dias a seguir à Ascensão, os apóstolos viviam com grandes receios e refugiavam-se em oração constante. Com eles estavam outros discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, que desde o primeiro momento esteve sempre presente.


A missão: A missão é o testemunho que os apóstolos devem dar da Boa Nova de Jesus. Não basta pregar, é necessário ser testemunha. Devem testemunhar o que viram e ouviram durante o tempo que acompanharam a vida pública de Jesus. Ser testemunhas da sua Vida, da sua Mensagem, sobretudo darem testemunho do seu Mistério Pascal. É esta a Boa Nova que os apóstolos devem espalhar em Jerusalém em toda a Judeia, Samaria até aos confins da terra.

Os doze: O grupo dos apóstolos depois da morte de Judas ficou reduzido a onze. O facto de Jesus ter escolhido 12 apóstolos é significativo. Simbolizando, possivelmente esse número, as 12 tribos de Israel. Os apóstolos decidiram repor esse número, para isso, fazem a escolha de Matias, tirando à sorte de acordo com o precedente bíblico. Em Act. 1,22 Lucas afirma que Judas deve ser substituído por alguém que tenha testemunhado todo o ministério público de Jesus. É este grupo de doze que irá constituir o órgão que governará a primeira Igreja organizada de Jerusalém.

1 de maio de 2008

Dia da Ascensão

Actos 1,1-11

O livro Actos dos Apóstolos começa com um prólogo (vers. 1-2) que relaciona os “Actos” com o Evangelho de Lucas– quer na referência ao mesmo Teófilo a quem o Evangelho era dedicado, quer na alusão a Jesus, aos seus ensinamentos e à sua acção no mundo (tema central do mesmo Evangelho). Neste prólogo são, também, apresentados os protagonistas do livro – o Espírito Santo e os apóstolos, ambos vinculados com Jesus.Depois da apresentação inicial, vem o tema da despedida de Jesus (vers. 3-8). O autor começa por fazer referência aos “quarenta dias” que mediaram entre a ressurreição e a ascensão, durante os quais Jesus falou aos discípulos “a respeito do Reino de Deus” . O número quarenta é, certamente, um número simbólico: é o número que define o tempo necessário para que um discípulo possa aprender e repetir as lições do mestre. Aqui define, portanto, o tempo simbólico de iniciação ao ensinamento do Ressuscitado.As palavras de despedida de Jesus (vers. 4-8) sublinham dois aspectos: a vinda do Espírito e o testemunho que os discípulos vão ser chamados a dar “até aos confins do mundo”. Temos aqui resumida a experiência missionária da comunidade de Lucas: o Espírito irá derramar-se sobre a comunidade crente e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo, desde Jerusalém a Roma. Na realidade, trata-se do programa que Lucas vai apresentar ao longo do livro, posto na boca de Jesus ressuscitado. O autor quer mostrar com a sua obra que o testemunho e a pregação da Igreja estão entroncados no próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito.O último tema é o da ascensão (vers. 9-11). Evidentemente, esta passagem necessita de ser interpretada para que, através da roupagem dos símbolos, a mensagem apareça com toda a claridade.Temos, em primeiro lugar, a elevação de Jesus ao céu (vers. 9a). Não estamos a falar de uma pessoa que, literalmente, descola da terra e começa a elevar-se; estamos a falar de um sentido teológico (não é o “repórter”, mas sim o “teólogo” a falar): a ascensão é uma forma de expressar simbolicamente que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões supra-terrenas; é a forma literária de descrever o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória da comunhão com o Pai.Temos, depois, a nuvem (vers. 9b) que subtrai Jesus aos olhos dos discípulos. Pairando a meio caminho entre o céu e a terra, a nuvem é, no Antigo Testamento, um símbolo privilegiado para exprimir a presença do divino (cf. Ex 13,21.22; 14,19.24; 24,15b-18; 40,34-38). Céu e terra, presença e ausência, sombra e luz, divino e humano, são dimensões aqui sugeridas a propósito de Cristo ressuscitado, elevado à glória do Pai, mas que continua a caminhar com os discípulos.Temos, ainda, os discípulos a olhar para o céu (vers. 10a). Significa a expectativa dessa comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projecto de libertação do homem e do mundo.Temos, finalmente, os dois homens vestidos de branco (vers. 10b). O branco sugere o mundo de Deus – o que indica que o seu testemunho vem de Deus. Eles convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a obra libertadora de Jesus; agora, é a comunidade dos discípulos que tem de continuar, na história, a obra de Jesus, embora com a esperança posta na segunda e definitiva vinda do Senhor.O sentido fundamental da ascensão, não é que fiquemos a admirar a elevação de Jesus; mas é convidar-nos a seguir o caminho de Jesus, olhando para o futuro e entregando-nos à realização do seu projecto de salvação no meio do mundo. (Adap. Eclesia.pt)

«Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra».

26 de abril de 2008

Depois da Ressurreição VIII

Pedro e João na Samaria (Actos 8)
A segunda parte deste relato mostra a autoridade especial dos Apóstolos.
Nos Actos, o baptismo na água e o dom do Espírito Santo estão intimamente associados, mas não são idênticos: havia pessoas que podiam baptizar, mas só os Apóstolos, representados por Pedro e João, podiam conceder o Espírito Santo, o que faziam pondo as mãos sobre os convertidos samaritanos (8,16-17).

Nos samaritanos, o equivalente do «Pentecostes», no que se refere à manifestação extraordinária do Espírito, deu-se no momento da imposição das mãos por Pedro e João. Não se trata de falar em línguas nem doutros sinais exteriores espectaculares. Mas 8,18 deixa-se entender que algo semelhante aconteceu, pois Simão pôde «ver que o Espírito Santo era dado pela imposição das mãos dos Apóstolos».

Enquanto em Act.2 e 10, o Espírito Santo vem primeiro sobre um grupo antes de ser recebido por cada um no baptismo, em Act. 8,16, o processo é inverso. Certas pessoas foram primeiro baptizadas por Filipe e só depois, graças à imposição das mãos dos apóstolos, fazem colectivamente a experiência de uma manifestação do Espírito Santo, semelhante à do Pentecostes.

Talvez a manifestação extraordinária em Act. 8, para além de marcar a inauguração da missão e da implantação da Igreja em novas etapas, tenha um outro significado, relativo ao grupo apostólico. Talvez confirme a importância que Lucas atribui ao grupo dos Doze.

Quanto a Simão, o Mago, «viu» que Pedro e João tinham o poder de conceder o Espírito Santo, tentou adquirir o mesmo poder para si próprio (8, 18-19) ( daqui o termo simonia, para designar a compra ou venda de um cargo espiritual ou coisas santas ). Pedro aplicou um castigo severo a Simão pela sua presunção, embora nos Actos se afirme que Simão se arrependeu (8,20-24).

24 de abril de 2008

Depois da Ressurreição VII


Filipe leva o Evangelho à Samaria
Após ter apresentado em 2,1-41 o nascimento da Igreja em Jerusalém, Lucas descreve a seguir , até ao fim do capítulo 7, como se exerce aí o testemunho apostólico, como realização da primeira etapa anunciada em 1,8:«Sereis minhas testemunhas em Jerusalém».
O capítulo 8 dá-nos conta do conjunto da actividade missionária desenvolvida fora de Jerusalém.
Para Lucas a morte de Estevão e a perseguição que se lhe seguiu tiveram consequências positivas: o anunciar do evangelho desde Jerusalém até à Judeia e à Samaria.
Com efeito, a «etapa Jerusalém» está terminada, como explica o início do capítulo 8. Perseguida, a Igreja de Jerusalém tem de dispersar «pelas terras da Judeia e Samaria» (8,1).
A evangelização encontra nesta dispersão a oportunidade de se estender fora de Jerusalém. Tendo os Apóstolos ficado aí (8,1b), a evangelização será feita no princípio sem eles. Na Judeia e na Samaria, é Filipe, um dos Sete mandatados pelos apóstolos, que terá o papel central. A maior parte de Act.8 descreve a sua actividade missionária.
Filipe pregou numa «cidade da Samaria» (8,5), diz-se que fez muitas curas em Samaria (8,4-7), os habitantes desta região eram particularmente receptivos a esse tipo de milagres, pois durante algum tempo tinham-se deixado cativar por um praticante de artes mágicas, ou mago, chamado Simão (8,9). Os samaritanos viam em Simão, o Mago, poderes divinos, mas as curas feitas por Filipe foram mais numerosas e impressionantes o que fez com que muitos se convertessem. Também Simão acreditou em Filipe e na Boa Nova do Reino de Deus, tendo-se convertido e recebeu o baptismo juntamente com homens e mulheres da região.(8,12-13).

19 de abril de 2008

Depois da Ressurreição VI

Instituição dos Sete (Act.6, 1-7)
Os Doze convocam a assembleia (v.2a), que propõem uma solução, motivando (vv 2b-4) e sugerindo o processo a seguir (v3). E são os Doze que consolidam a escolha da comunidade (v6).
A comunidade aceita a sugestão dos Apóstolos (v5) e escolhe entre eles aqueles que melhor iriam representar o grupo helenista e de seguida apresenta-os aos Doze.
Este episódio, como podemos constatar, centra-se alternadamente na comunidade e nos Doze Apóstolos.
6,1 A comunidade dá conta da situação crítica.
6,2-4 Os doze sugerem uma proposta de solução.
6,5 A comunidade aceita a proposta e executa-a.
6,6 Os doze confirmam e executam a escolha.


A prioridade dos dozeEsta solução proposta pelos doze, é fundamentada na necessidade que existe dos apóstolos não «descurar a Palavra de Deus para servirem às mesas» (v2b), mas permanecerem «assíduos à oração e ao serviço da Palavra» (v4).
Vemos aqui a dupla função dos Apóstolos: proferir as orações e fazer catequese.
A pregação apostólica é essencialmente voltada para o exterior. Pois os doze têm que ser testemunhas da ressurreição até aos confins do mundo, não esquecendo o ensino apostólico no Templo e nas casas, tanto junto dos cristãos como dos não-cristãos. Para os Doze trata-se de uma prioridade e apesar disso o outro «serviço», o das mesas, não é sacrificado.
Não podendo deixar-se encerrar num dilema ou a evangelização ou serviço aos pobres, a fé ou a caridade, a comunidade opta pela sua repartição.


Os Sete
A comunidade escolheu então sete homens do grupo dos gregos (Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau), e os apóstolos encarregaram-nos solenemente da tarefa impondo-lhes as mãos*. Os sete homens têm sido considerados como os primeiros diáconos**, a ordem clerical encarregada de cuidar dos pobres e doentes na Igreja dos primeiros tempos. Em especial, Estevão e Filipe, desempenharam um papel particularmente activo nos primeiros tempos do cristianismo.


*Imposição das mãos, este gesto com raízes no Antigo Testamento, ocorre muitas vezes nos Actos como:
- Introdução num ministério da comunidade (6,6)
- Transmissão do Espírito em ligação com o baptismo (19,6)
- No momento de alguma cura (28,8)
- No envio em missão (13,3)

**Diácono, nome que radica da palavra diakonia que quer dizer serviço.