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21 de dezembro de 2025

IV Domingo de Advento

 

SE APRENDÊSSEMOS
OS SINAIS DE TODOS
OS TEMPOS DA ESPERANÇA

Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento

E quando já nada mais esperar, que saiba ao menos quem espera por mim. E se até a fé vacilar, que saiba pelo menos que a vida tem sempre esse ponto que nos diz que vale a pena esperar mais um momento. Ninguém é novo demais para fazer o que nunca antes fora feito… ninguém é velho de mais para começar onde tudo acabou. Basta apenas folhear as palavras para que as letras encontrem outras tantas e tudo passa a ter um outro sentido. José abre um sentido novo, quando sonha o que ninguém antes sonhou? José apenas entrou no sonho de Deus. Só é este que nos interessa: aprender os tempos de Deus nos sinais de cada dia. 

Dinâmica Advento desta semana  aqui

(Paroquia de Espinho)

14 de dezembro de 2025

III Domingo de Advento

 

VEJO COM A RAIZ DA 
ESPERANÇA E COLHO
PALAVRAS NO DESERTO


Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento


É assim que tudo começa… no imenso deserto de quem nada tem, esta é a história de Israel, depois de todas as voltas da história, volta sempre ao deserto, só a fidelidade faz ver, só a fidelidade é aquele passo que abre caminhos para as palavras singelas e simples. E basta uma para fazer nova a história de uma humanidade inteira, que se julgava perdida. Por agora uma voz no deserto… um imenso deserto, tudo reduzido a uma voz no deserto… seca voz que rompe o ar árido e solta as palavras que podemos colher no coração que quer ver. O coração sempre deseja ver. Escuta a voz de João e possibilita o encontro com a alegria. Encontras a Palavra de Deus que te faz ver o presépio hoje… a casa onde Deus habita, a Palavra encarnada, Jesus, a verdadeira casa da esperança.


Dinâmica Advento desta semana  aqui 

(Paroquia de Espinho)


7 de dezembro de 2025

II Domingo Advento

 VEJO COM A RAIZ DA ESPERANÇA E COLHO PALAVRAS NO DESERTO


Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento

A Palavra, a grande Palavra, traz na sua raiz a esperança. A única que nos faz levantar do banco da amargura e, na esperança, dar um primeiro passo. Uma Palavra planta vida em pleno deserto. Escuta-a e a tua vida enche-se de vida. Um deserto habitado. Não procures uma felicidade imediata… esta não existe propriamente dita, nada a poderá dizer. Só uma Palavra, maior do que nós, abre a visão cheia de esperança e nos dá a alegria para permanecermos juntos. Em cada dádiva uma raiz de esperança com que vês a salvação dos dias. Nada está perdido… há um amor fiel e basta-nos isso, a fidelidade do amor que nos deixa começar agora mesmo. 


Dinâmica Advento desta semana aqui
(Paroquia de Espinho)

30 de novembro de 2025

I Domingo de Advento

 UM OLHAR MERGULHADO NA PROFUNDIDADE DA ESPERANÇA



Sou um peregrino do assombro… 
Vejo a Deus na esperança do meu hoje… 
Preparo a casa do advento 

O Natal está à porta. É à porta que se coloca a primeira marca… é à porta que damos o primeiro passo para entrar neste Natal. Uma casa tem sempre uma porta e esta abre para um lugar especial. Uma porta que abre para um caminho conjunto. Passar por ela é desejar ver o que habita dentro. São muitas as vezes que sentimos a necessidade de nos vermos por dentro, de ir bem dentro de nós… olhos mergulhados na profundidade da esperança abrem a porta desta casa e vêem o que não se vê superficialmente: o mistério do amor de Deus. Está à porta… não é um ladrão, mas o próprio Senhor que vem e vem para nos salvar.


Dinâmica Advento desta semana  aqui  
(Paroquia de Espinho)

12 de dezembro de 2021

III Domingo de Advento


MARIA LEVANTOU-SE

e dirigiu-se à pressa para a montanha



A pressa de Maria é feita de diligência. Missão e partilha. A gratuidade faz caminho em nós e faz-nos caminhar. Sem calcular os riscos, porque há uma alegria para partilhar. Difícil é guardar um segredo. Maria guarda a espada que lhe trespassará o coração e desvela a alegria do dom de Deus, que faz dela e da sua prima mães. A pressa de Maria não é a nossa. Nós corremos para cumprir tarefas e pelas urgências de cumprir horários, cuidando de preencher o dia, para nos mantermos ocupados. Maria tem pressa de partilhar, de viver a missão que Deus lhe confia: ser a Mãe do Seu Filho, sendo mãe de todos. Maria tem pressa em não perder uma oportunidade para amar. É o tempo da oração de ação de graças.

Dinâmica Advento desta semana aqui

5 de dezembro de 2021

II Domingo Advento

Disse-lhe o anjo:
MARIA, NÃO TEMAS…


O medo assalta-nos muitas vezes ao longo da vida. Desfoca a visão, endurece o coração e dificulta toda a proximidade. Esta é a hora de vencer o medo.
Maria recebe o anúncio do Anjo e teme. Não pelo seu futuro. Esse ela sabe que está nas mãos de Deus. Maria teme, sim, pelos passos a dar. Como viver o excesso da missão que lhe é confiada? É que só temos o mínimo dos dias para viver. Permanecer unidos à graça. Fácil será sempre apostar tudo em nós e nas nossas soluções. Fácil será pensar que vencemos o medo com a coragem. Maria não tem diante de si o abismo da morte, mas a vertigem do amor excessivo de Deus. Só o amor vence. É o tempo da oração de súplica.
É o tempo do silêncio para acolher. O ruído excessivo distrai. Não deixa que se toque o essencial, o mínimo de cada dia, tão sagrado que se escapa facilmente a quem desejar fazer da vida um comércio.

Dinâmica Advento

28 de novembro de 2021

I Domingo Advento

O ANJO GABRIEL FOI
ENVIADO POR DEUS




Um anjo, um amigo, um acontecimento ou família…
Deus fala. E todo o coração disponível acolhe uma palavra excessiva, transbordante, que traz dentro de si uma missão maior do que o tempo. Estranha linguagem e de difícil perceção. Quem está habituado a escutar, a aguardar dentro de si cada palavra, artigo ou interjeição é que poderá ficar grávido. Maria ficou. A sua vocação era a de ser Mãe. Não de um filho para si, mas para o mundo. Uma palavra em excesso,
que faz possível a encarnação do excessivo amor de Deus.
Esta é a hora de escutar o Anjo, seja quem for, que traz uma vocação. É tempo da oração em silêncio. Pedimos a Maria pelo seu sim. Será sempre uma transgressão fazer do Natal aquilo que ele é. Tu também és Natal. Não nos excessos do consumo. Na vocação de dar ao mundo uma pessoa nova.
Oramos ao Senhor pelo teu sim.

Dinâmica Advento 2021

27 de novembro de 2016

Tempo de Vigiar


A Casa dos Sonhos
«Vamos com alegria para a casa do Senhor!».
Assim canta a Igreja hoje no Salmo Responsorial ao proclamar a alegria de ir ao encontro de Deus, descobrindo que Ele veio primeiro ao nosso encontro e tomando consciência que este desejo de caminhar até Ele é já sinal do Seu amor que no mais íntimo de nós mesmos, nos impele a conhecê-lo e amá-lo.
Por isso, revestidos desta alegria, estamos a iniciar um novo Ano Litúrgico. Começar uma etapa nova é sempre motivo para dar graças a Deus pelo dom do tempo que nos é oferecido como oportunidade de sermos mais e melhor. Mas é também tempo para estabelecer propósitos e compromissos para este tempo novo que se inicia. Quantas mudanças desejamos na nossa vida e atá já dissemos: ‘um dia hei-de começar a fazer assim’; ‘tenho de melhorar neste ou naquele aspecto mas estou a ver qual a melhor oportunidade’. Ora, é precisamente agora o tempo e a oportunidade! Deixemos as palavras de Paulo ganharem forma e concretização na nossa vida: «Chegou a hora de nos levantarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que quando abraçámos a fé». Um novo ano litúrgico é uma estrada nova aberta diante de nós. Deixemos o Espírito de Deus agir em nós e operar as maravilhas do Seu amor. Assim, a nossa vida será um rasto de luz que aponta a certeza da espera que hoje iniciamos.
O Ano Litúrgico abre com o tempo de Advento, tempo da alegre espera Daquele que sabemos que vem. A nossa espera é uma espera marcada pela alegria, porque não é uma esperança desencarnada e alienada da realidade, mas precisamente fundada no evento da Encarnação do Verbo. Como dizia esta manhã o papa Francisco na oração do Angelus: «Que este tempo seja sempre tempo de esperança! A esperança verdadeira, fundada na fidelidade de Deus e na nossa responsabilidade».
O Senhor vem! Esta esperança é uma certeza, pois Ele já veio, vem e virá. Já veio na humildade e na fragilidade da nossa natureza, assumindo a nossa humanidade no recém-nascido do presépio de Belém. Vem, porque em cada dia não cessa de vir ao nosso encontro e de operar as maravilhas do Seu amor. Virá no esplendor da Sua glória, como proclamamos no Credo da nossa fé, para instaurar os novos céus e a nova terra. Alegremo-nos e exultemos porque o Senhor vem. E quem espera alguém, prepara a casa e tudo aquilo que é necessário para acolher bem aquele que chega. Por isso, preparemos o nosso coração, pois esse é o lugar onde hoje Jesus quer nascer para nos forjar na escola da arte de amar e nos tornar instrumentos da Sua misericórdia.

Ano Liturgico


Demos início a um novo ano litúrgico, este ano é Ano A.
O ano litúrgico divide-se em duas grandes partes: Mistério da Encarnação e Mistério da redenção.
No tempo em que celebramos o Mistério da Encarnação recordamos a Encarnação do Filho de Deus, que se fez em carne, para nos vir dizer de maneira mais fácil de ser compreendida a Palavra de Deus.
Este tempo está dividido em duas partes: Advento e Natal.
O Advento é o tempo de preparação para o Natal, é um tempo de espera por Aquele que há-de vir, o Messias.
O tempo de Advento são as quatro semanas que antecedem o Natal, a 25 de Dezembro, assim divididas: as 3 primeiras semanas, são de preparação para o encontro que um dia teremos com o Senhor, é assim um tempo de preparação para a nossa morte, um tempo de conversão, de escuta e de oração, como ao longo do Antigo Testamento os profetas recomendavam ao povo que fizesse, enquanto esperava a vinda do Messias. Na última semana, preparamos a celebração festiva do nascimento de Jesus, o presépio, a missa do dia de Natal.
O tempo de Natal começa normalmente com a Missa do Galo, à meia noite de 24 para 25 de Dezembro. No Domingo seguinte, comemora-se o dia da Sagrada Família e oito dias depois do Natal, 1 de Janeiro, comemora-se Santa Maria, Mãe de Deus. No dia 6 de Janeiro é a Epifania do Senhor, ou Dia de Reis, que nos países onde não é feriado se celebra no Domingo a seguir ao dia 1. O Domingo seguinte é aquele em que se celebra o Baptismo do Senhor, encerrando o tempo de Natal e dando início ao Tempo Comum.
Note-se ainda que 6 de Dezembro é o dia em que a Igreja comemora São Nicolau, a que alguns chamam Pai Natal
No dia 8 de Dezembro comemora-se a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.
Os oito dias anteriores ao Natal são dedicados à Senhora do Ó. As antífonas do Evangelho da Oração de Véspera iniciam-se por Ó, nestes dias. São os dias de espera pelo parto. Sob a denominação de Senhora do Ó, Maria é representada grávida.
Depois do parto, Maria, Mãe de Deus, é representada a amamentar, sob a denominação de Nossa Senhora do Leite.
No dia 26 de Dezembro é comemorado Santo Estêvão que segundo a tradição terá sido o primeiro mártir cristão.
O dia 27 de Dezembro é dedicado ao evangelista do Amor, São João.

No dia 28 de Dezembro comemoram-se os Santos Inocentes, aqueles que morreram por ordem do rei Herodes que, deste modo, tentava matar Jesus.

20 de dezembro de 2015

O EMBARAÇO DOS “SEM”


...Hoje somos convidados a passar por esta porta, pela porta da misericórdia e passar por aqui, não é só um deixar-se olhar, como os nossos pais primeiros, no jardim onde primeiramente deveriam escutar o convite de Deus para a confiança. Eles não escutaram e esconderam-se por vergonha, para depois aparecerem na acusação de um ao outro. Passar pela porta da misericórdia é sobretudo um deixar-se olhar na confiança de um perdão que nos faz enviados a todos os que vivem embaraçados pela sua condição. Maria deixou-se olhar por Deus, porque em Deus experimentou um olhar que em nada era embaraçador ou dominar. Maria experimentou o olhar gracioso de Deus, casto e respeitoso, pronto a responder por aquela que na sua humildade deixou Deus fazer maravilhas....(artpinto)

17 de dezembro de 2015

Senhora do Ó: tempo de gravidez e esperança



A liturgia católica evoca a partir do dia 17, Nossa Senhora do Ó.
“Esta evocação refere-se a Nossa Senhora de expectação, da esperança”

Deus iniciou pela Virgem Maria a obra da redenção humana, ao preservar de toda a mancha do pecado aquela que viria a ser a Mãe de Cristo (cf. Col. 8/12). É pois, com toda a naturalidade, que celebramos, nos primeiros dias do Advento, a solenidade da Imaculada, preparação radical da Virgem para a vinda do Salvador e feliz aurora da lgreja (cf. Marialis Cultus, 3).
As afirmações que melhor exprimem a fé da lgreja para com a Mãe de Deus encontram-se nos dias 17 a 24 de Dezembro: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus ( 20/12); Bendita sejais, ó Virgem Maria, porque em vós se há-de cumprir a palavra do Senhor ( 21/12); Senhor, que no seio da bem-aventurada Virgem Maria quisestes realizar o grande mistério da Encarnação do Verbo ( 17/12); Deus eterno e omnipotente, ao aproximar-se o nascimento do vosso Filho, fazei-nos sentir a abundância da vossa misericórdia, que O fez encarnar no seio da Virgem Maria ( 23/12). A minha alma glorifica o Senhor, porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas ( 22/12).
Mas é sobretudo no 4º. Domingo do Advento que a presença da Virgem atinge a sua máxima expressão, nas leituras bíblicas, nas orações e na bela antífona da comunhão: Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho chamado Emanuel (4º. Dom. Adv).
A presença de Maria na liturgia do Advento tem um profundo sentido de exemplaridade. Assim como Deus pôs os olhos na humildade da sua serva, do mesmo modo os põe em cada crente que a imita. A exemplaridade de Maria há-de ser ponto de referência para a lgreja e para cada crente que, em continuidade com ela, têm a missão de preparar o mundo para a última vinda de Cristo Salvador.
Na aurora dos novos tempos, foi em Maria que a promessa feita por Deus aos patriarcas e aos profetas se transformou em Dom. Nos nossos, que são os últimos, há-de ser através de cada homem e de cada mulher que vivam à maneira de Maria, que Deus apressará a última vinda do seu Filho, e nos dará a graça de alcançarmos a herança do céu, onde, com a criação inteira, cantaremos eternamente a glória do Senhor.

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A liturgia católica evoca a partir de amanhã, dia 17, Nossa Senhora do Ó. “Esta evocação refere-se a Nossa Senhora de expectação, da esperança”, elucida Frei Lopes Morgado da Fraternidade do Centro Bíblico. As Antífonas do Ó são evocadas na liturgia das horas, as vésperas, preparando a última semana da caminhada do Advento para o Natal. Correspondem a pequenas orações que invocam Jesus Cristo.
Cada antífona começa com “Ó”, que sendo redondo sugere um ventre grávido, ou seja, a última fase de gestação de um bebé. “Supõe-se que uma semana antes do Natal Maria estaria já com um ventre bem visível, daí que o Ó redondo da letra fosse evocado também ao ventre redondo de Nossa Senhora”, explica Frei Lopes Morgado.
A liturgia do Advento pretende tornar evidente a esperança de Nossa Senhora, porque este tempo é de esperança. “Fica mais visível nesta última semana” e cantando a antífona do Ó, “estamos sempre a cantar a Cristo”. A última antífona do dia 23 é “Ó Emanuel”, evocando precisamente “o nascimento de Jesus”, sublinha o membro da Fraternidade do Centro Bíblico.
“Nesta altura toda a humanidade se volta para Maria, não porque ela é melhor que as outras mas porque ela carrega em si o Messias prometido"

12 de dezembro de 2015

João Batista:o profeta da preparação


São Lucas conta-nos com detalhe o anúncio do nascimento de João (Lc 1, 5-25).
O anúncio do nascimento de João é solene. Realiza-se no marco litúrgico do templo. 
Desde a designação do nome do menino, "João", que significa "Yahvé é favorável", tudo é concreta preparação divina do instrumento que o Senhor elegeu.
Sua chegada não passará despercebida e muitos se alegrarão com seu nascimento (Lc 1, 14); abster-se-á de vinho e bebidas embriagantes, será um menino consagrado e, como prescreve o livro dos Números (6, 1), não beberá vinho nem licor fermentado. João já sinal de sua vocação de asceta. O Espírito habita nele desde o seio de sua mãe. A sua vocação de asceta une-se à guia de seu povo (Lc 1, 17).
Precederá o Messias, papel que Malaquias (3, 23) atribuía a Elias. Sua circuncisão, facto característica, mostra também a eleição divina: ninguém em sua parentela tem o nome de João (Lc 1, 61), mas o Senhor quer que seja chamado assim mudando os costumes. O Senhor é quem o escolheu, é ele quem dirige tudo e guia seu povo.

O nascimento de João é motivo de um admirável poema (Benedictus) que, por sua vez, é ação de graças e descrição do futuro papel do menino. A Igreja canta esta poema todos os dias no final das Laudes reavivando sua ação de graças pela salvação que Deus lhe deu e em reconhecimento porque João continua mostrando-lhe "o caminho da paz".
O papel do precursor é muito precioso: prepara os caminhos do Senhor (Is 40, 3), dá a seu povo o "conhecimento da salvação. Todo o afã especulativo e contemplativo de Israel é conhecer a salvação, as maravilhas do desígnio de Deus sobre seu povo. O conhecimento dessa salvação provoca nele a ação de graças, a bênção, a proclamação dos benefícios de Deus que se expressa no "Bendito seja o Senhor, Deus de Israel".
Esta é a forma tradicional de oração de ação de graças que admira os desígnios de Deus. A salvação é a remissão dos pecados, obra da misericordiosa ternura de nosso Deus (Lc 1, 77-78). 
João deverá, pois, anunciar um batismo no Espírito para remissão dos pecados. Mas este batismo não terá apenas esse efeito. Será iluminação. A misericordiosa ternura de Deus enviará o Messias que, segundo duas passagens de Isaías (9, 1 e 42, 7), retomadas por Cristo (Jo 8, 12), "iluminará os que jazem entre as trevas e sombra da morte" (Lc 1, 79).O papel de João, "preparar o caminho do Senhor". Ele o sabe e designa a si mesmo, referindo-se a Isaías (40, 3), como a voz que clama no deserto: "Preparai o caminho do Senhor". Mais positivamente ainda, deverá mostrar àquele que está no meio dos homens, mas que estes não o conhecem (Jo 1, 26) e a quem chama, quando o vê chegar: "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29).João corresponde e quer corresponder ao que foi dito e previsto sobre ele. Deve dar testemunho da presença do Messias. O modo de chamá-lo indica que o que Messias representa para ele: o "Cordeiro de Deus”. 
O Levítico, no capítulo 14, descreve a imolação do cordeiro em expiação pela impureza legal. Ao ler esta passagem, João, o evangelista, pensa no servidor de Yahvé, descrito por Isaías no capítulo 53, que carrega sobre si os pecados de Israel. João Batista, ao mostrar a Cristo a seus discípulos, o vê como a verdadeira Páscoa que supera a do Êxodo (12, 1) e da qual o universo obterá a salvação. Toda a grandeza de João Batista vem de sua humildade e ocultamento: "É preciso que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3, 30).

Durante o Advento, a grande figura do Batista apresenta-se viva para nós. O próprio Cristo, retomando o texto de Malaquias (3,1), fala-nos de João como "mensageiro" (4); João designa a si mesmo como tal. São Lucas descreve João como um pregador que chama à conversão absoluta e exige a renovação: "Que os vales se levantem, que montes e colinas se abaixem, que o torcido se endireite, e o escabroso se iguale. Será revelada a glória do Senhor e todos os homens a verão juntos". Assim se expressava Isaías (40, 5-6) num poema tomado por Lucas para mostrar a obra de João. Trata-se de uma renovação, de uma mudança, de uma conversão que reside, sobretudo, num esforço para voltar à caridade, ao amor aos outros (Lc 3, 10-14). 
Lucas resume numa frase toda a atividade de João: 
"Anunciava ao povo a Boa Notícia" (Lc 3, 18).


Preparar os caminhos do Senhor, anunciar a Boa Notícia, é o papel de João e ele nos exorta a que nos empenhemos. (adap.Acidigital)

5 de dezembro de 2015

Isaías, o profeta

        


As leituras do Advento colocam-nos em contato com Isaías. Os textos evangélicos não dizem nada da personalidade do profeta Isaías, mas é citado frequentemente. Podemos até mesmo dizer que podemos advinha-lo presente nas palavras de Cristo.
É o profeta por excelência do tempo da espera, da esperança.

O profeta não é conhecido por outra coisa além de suas obras, mas estas são tão características que através delas podemos adivinhar e amar a sua pessoa. Surpreendente proximidade desta grande figura do século VIII antes de Cristo, que sentimos no meio de nós, quotidianamente, dominando-nos desde sua altura espiritual.
Isaías viveu em uma época de esplendor e prosperidade. Rara vez os reinos de Judá e Samaria haviam conhecido tal otimismo e sua posição política lhes permite sonhos ambiciosos. Sua religiosidade atribui a Deus a fortuna política e a religião espera dele novos sucessos. Em meio deste frágil paraíso, Isaías vai erguer-se valorosamente e cumprir sua missão: mostrar a seu povo a ruína que o espera por sua negligência. 

Pertencente sem dúvida à aristocracia de Jerusalém, alimentado pela literatura de seus predecessores, principalmente Amós e Oséias, Isaías prevê como eles, inspirado por seu Deus, o que será a história de seu país. Superando a situação presente na qual se misturam covardias e compromissos, vê o castigo futuro que direcionará os caminhos tortuosos. Isaías foi arrebatado pelo Senhor "no ano da morte do rei Ozias", por volta do ano 740, quando estava no templo, com os lábios purificados por uma brasa trazida por um serafim (Is 6, 113). A partir deste momento, Isaías já não se pertence. Não porque seja um simples instrumento passivo nas mãos de Yahvé; ao contrário, todo seu dinamismo vai ser colocado a serviço de seu Deus, convertendo-se em seu mensageiro. Mensageiro terrível que anuncia o despojo de Israel ao que só lhe restará um pequeno sopro de vida. 

O início da obra de Isaías, que originará a lenda do boi e do asno no presépio, marcam seu pensamento e seu papel. Yahvé é todo para Israel, mas Israel, mais estúpido que o boi que conhece seu dono, ignora seu Deus (Is 1, 2-3). 
(adapt. acidigital)


Isaias o profeta do advento

29 de novembro de 2015

Primeiro Domingo Advento


Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas
e, na terra, angústia entre as nações,
aterradas (‘aporía = dificuldade para passar; falta, privação; necessidade, pobreza, apuro, sem meios, sem saída ou caminho que conduz ao nada) com o rugido e a agitação do mar.
Os homens morrerão (os homens perderão o sentido) de pavor,
na expectativa do que vai suceder ao universo,
pois as forças celestes serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem,
com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima.
Tende cuidado convosco,
não suceda que os vossos corações se tornem pesados (Baretwsin = carregado, pesado, fechado; estar pesado de embriagado, insensível)
pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida,
e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra.
Portanto, vigiai e orai (deómenoi = oração; suplica, ligar-se) em todo o tempo (kairw = propício) em todo o tempo,
para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer
e comparecer diante do Filho do homem».


Há que levantar a cabeça para ver mais longe, porque de cabeça caída ficamos fechados e cismados com tudo aquilo que nos aconteceu ou perdemos. Há que levantar a cabeça para conseguir ver um futuro inaudito. Este implica um coração limpo, leve, nada carregado pelo ideário do consumismo natalício ou pela dureza do negar-se a ver o sem saída de todas as saídas a que normalmente nos propomos. Orar: fazer-se disponível para a todo o momento acolher aquele que nos acolhe, mesmo antes de sabermos que em tudo procuramos uns braços que nos acolham. Oremos para que vivamos sempre ligados aos acontecimentos que semeiam em nós momentos de Primavera permanente (nascimento) (artpinto)

28 de novembro de 2015

Advento


Assim como a Páscoa tem um tempo de preparação, tem também o Natal um tempo litúrgico que o prepara, que recebeu o nome de Advento (=vinda). Como a Quaresma, é então o Advento um tempo forte na Igreja, com acentos litúrgicos especiais. Tem ele duas características, marcadas por dois momentos. O primeiro vai do primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro. Neste primeiro momento, a liturgia nos fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã, aí presentes os temas do julgamento final, da vigilância, da missão de João Batista etc.. Costuma-se chamar esse primeiro momento de Advento escatológico. Já o segundo momento vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro. É como que a "semana santa" do Natal. Nesse período, conhecido também como advento natalício, a liturgia vai nos falar mais diretamente da primeira vinda do Senhor, no Natal, tendo aí presente sempre a Virgem Maria.

No Advento temos quatro domingos, o terceiro chamado "Gaudete", isto é, domingo da alegria, já por ele como que antecipando as alegrias do Natal. Nesse domingo, a antífona de entrada, tomada de Fl 4,4-5, vai dizer: “Alegrai-vos, o Senhor está perto”. Além disso, no Ano B, a segunda leitura (1Ts 5,16-24) é uma exortação à alegria e à ação de graças, e, no Ano C, a segunda leitura vai ser o próprio texto de Fl 4,4-7. A cor litúrgica do domingo “Gaudete” pode ser o rosa.
Podemos dizer que os quatro domingos do Advento simbolizam os quatro grandes períodos em que Deus preparou a humanidade, de maneira progressiva, para a grande obra da redenção em Cristo. Esses quatro períodos são: 1º) O tempo que vai de Adão a Noé - 2º) O tempo de Noé a Abraão - 3º) O tempo de Abraão a Moisés - e 4º) O tempo que vai de Moisés a Cristo. Com Abraão começa, historicamente, a caminhada da salvação (Cf. Gn 12).

Os quatro domingos simbolizam também as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Aqui se pode ver a harmonia entre tempo histórico e tempo cósmico, principalmente quando vistos à luz do tempo litúrgico. Também a coroa do Advento, ou grinalda, em sua forma circular, com suas quatro velas, quer chamar nossa atenção, já no início do Ano Litúrgico, para o mistério de Deus que nele vamos celebrar. A cor verde dos ramos da coroa (pinheiro, principalmente), fala do mistério cristão, que nunca perde o seu verdor, e simboliza então a esperança e a vida eterna. No simbolismo das velas podemos ver não um sentido quantitativo da luz, mas o crescendo de sua intensidade, à medida que se aproxima o Natal. Por isso não são acesas já as quatro velas desde o início do Advento, mas no primeiro domingo acende-se uma; no segundo, duas; no terceiro, três; e no quarto domingo, quatro.

Três personagens bíblicos marcam o tempo do Advento, como se vê pelos textos bíblicos da liturgia. São eles: o profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Mãe de Deus. Não é o Advento tempo penitencial, no sentido próprio e litúrgico, mas tempo de vigilância, de expectativa, de moderação, de sobriedade e de esperança. Por isso, a cor roxa não é muito apropriada para o Advento, podendo ser substituída pelo azul claro ou violeta, por exemplo, mas entendendo que a cor oficial é o roxo.

Mesmo sem ter uma data fixa de início, todos podem saber, sem dificuldade, quando se inicia o Advento, pois ele tem uma referência: 30 de novembro. Se, porém, 30 de novembro não for domingo, então o Advento começa no domingo mais próximo, na prática o domingo que fica entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. Não nos esqueçamos de que com o Advento iniciamos não só o ciclo do Natal, mas também o novo Ano Litúrgico.


Nos domingos do Advento canta-se o Aleluia, mas não se canta o Glória. O fato de cantarmos o Aleluia mostra o carácter não penitencial do Advento, carácter que predominou no passado, tendo ressonâncias ainda hoje com a cor roxa, oficial, mas que, ao que tudo indica, será mudado no futuro. Já a omissão do Glória explica-se pelo comentário oficial às Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, quando diz: “no Natal, o canto dos anjos deve ressoar como algo de inteiramente novo”. Se cantássemos então o Glória no Advento, no Natal tal canto não seria novidade.

23 de dezembro de 2006

O Presépio




Diante de Jesus nascido, a atitude de quem, ao longo do Advento,

velou, escutou, se comprometeu e foi solidário

é a de

adorar

o Filho de Deus, o Salvador.

IV DOMINGO DO ADVENTO



Nossa atitude desta semana: Ser Solidário

Ser solidário é partilhar com aqueles que precisam.
Para quem se inspira no Evangelho, a solidariedade é a consequência lógica da Encarnação. Pois se Deus é solidário connosco, também é natural que em todo o lugar e em todo o tempo os homens sejam solidários.
O tempo de Advento é o tempo oferecido aos crentes para imitar Deus na sua solidariedade
.

Oração

Senhor
Como Maria,também a nossa alma te fala
E glorifica
Por teres feito grandes coisas por nós.
(Adaptado da proposta da Mensagem n.381)

16 de dezembro de 2006

O Presépio

Moveram-se os profetas, José e Maria, os pastores,... e nós também!

III DOMINGO DO ADVENTO


Nossa atitude desta semana:
Comprometer-se

O Natal é uma festa que gera movimento.
Moveram-se os profetas, José e Maria, os pastores, os reis Magos.
Deus veio para mudar a face da terra. Para tirar o homem das suas debilidades, para o ajudar a edificar a paz e a justiça, para lhe ensinar os caminhos da felicidade, para lhe fazer compreender que todo o ser humano nasceu à imagem de Deus.
O Advento não é tempo para ficar parado à espera que algo aconteça, pois a atitude mais activa é esperar por Cristo e comprometer-se com Ele.


Oração

Senhor
Como poderei preparar-me e preparar a tua vinda?
Como poderei ajudar os outros a prepararem-se?
Dá-me forças para ser uma pessoa solidária,Aberta e disposta a acolher todos os que batem à minha porta.

9 de dezembro de 2006