10 de julho de 2016
O Bom Samaritano
20 de setembro de 2008
Os últimos serão os primeiros

Mt.20,1-16
O centro da pregação de Jesus era O Reino de Deus (ou dos Céus, em Mateus, o que significa a mesma coisa). Mas, Jesus nunca define o Reino, sempre o descreve por meio de parábolas, para que o ouvinte se esforce por descobrir quais são os valores que tornam o Reino de Deus presente no meio de nós.
A parábola de hoje nasce no contexto da realidade agrícola do povo da Galileia. Era uma região rica, de terra boa, mas o seu povo era pobre, pois as terras estavam nas mãos de poucos, e a maioria trabalhava como arrendatários ou como assalariados temporários.
Para a comunidade de Mateus, a parábola tinha mais um sentido. Começavam a entrar pagãos na comunidade, e muitos cristãos de origem judaica tinham dificuldade em aceitá-los em pé de igualdade - eram “da última hora”. Mateus conta a parábola para ensinar que no Reino, experimentado através da comunidade, não pode haver discriminação entre cristãos de várias origens; por isso, “os últimos serão os primeiros”. O critério é a gratuidade de Deus Pai, pois tudo o que temos, recebemos d’Ele, e sendo todos filhos amados d’Ele, a comunidade cristã não pode discriminar pessoas, por qualquer motivo.
(adapt. Pe. Tomaz Hughes, SVD)
14 de julho de 2007
O Bom Samaritano

Foi um excomungado que se mostrou sensível ao drama do ferido e fez o que era preciso: parou, não perguntou pela identidade, mas deixou que falasse o coração, e este sugeriu-lhe o comportamento acertado; ao contrário do doutor da Lei que pretendia um serviço ao próximo bem controlado.
Nos gestos do Samaritano há toda uma liturgia da misericórdia divina, uma irrupção do amor, feita de atenção, delicadeza e improvisação, porque o inesperado faz parte da vida; e, fez ali o que podia. A intuição do amor levou-o aos primeiros gestos de compaixão.
19 de março de 2007
"Parábola do amor do Pai"

O Evangelho deste Domingo fala-nos da mais bela das parábolas que Jesus contou, vulgarmente chamada “parábola do filho pródigo”, mas deve ser chamada parábola do Pai Misericordioso” (parábola do amor do Pai).
Jesus conta esta parábola aos fariseus e escribas, aqueles que se consideravam os perfeitos, os impecáveis cumpridores da Lei, e que não aceitavam que Jesus se aproximasse dos publicanos e pecadores. Jesus quer dizer que Deus ama todos os homens de forma gratuita, não condicionada nem pelo poder nem pelo dinheiro. Deus está sempre do lado dos excluídos e desprotegidos. Jesus escandaliza os fariseus e ao escribas com este Deus, o Deus do amor, o Deus da gratuitidade, o Deus do perdão, o Deus da Misericórdia.
É motivo de Alegria ter um Pai que nos dê todo o seu Amor.
12 de março de 2007
Parábola da figueira

9 de março de 2007
As Parábolas

A parábola é essencialmente uma comparação desenvolvida sob a forma de história. O seu objectivo principal não é ensinar, mas levar os ouvintes a reflectir sobre o seu comportamento, levá-los a emitir um juízo sobre si próprios e, como consequência, a modificar esse comportamento. A parábola leva a julgarmo-nos a nós mesmos sem nos apercebermos.
Também podemos encontrar este género de histórias no Antigo Testamento. Por exemplo, David pecou quando tomou a mulher do seu oficial Urias e provocou a sua morte. O profeta Natan é encarregado de lhe fazer ver o seu pecado. Para isso conta-lhe uma história credível de forma que David não desconfie, é a história de um rico proprietário que rouba a única ovelha dum pobre. David exclama.«Esse homem merece a morte!», emitindo assim um juízo sobre si próprio. Assim Natan pode concluir: «Esse homem és tu!» (2Sam 12,1-15).
A parábola é, portanto, uma comparação simples. Os pormenores da história servem apenas para a tornar credível. Podemos tentar resumir uma parábola em duas frases: Assim como ... assim também... «Assim como este homem roubou ao roubar a ovelha do pobre, também tu, David....»
Jesus utiliza esta linguagem simples e bem conhecida de quem o escuta, para ser entendido. Jesus dizia as Suas parábolas aos judeus. Na comunidade, são dirigidas agora aos cristãos. Esta mudança de auditório implica muitas vezes uma mudança de sentido, expresso numa nova conclusão.
O contexto em que foram inseridas pelos evangelistas modifica-lhes, por vezes, o sentido.
Em Marcos e Lucas o capítulo das parábolas é colocado no começo da pregação de Jesus na Galileia : elas são uma maneira simples de apresentar o Reino de Deus.
Em Mateus encontramos as parábolas mais para o fim da pregação de Jesus, no momento em que as multidões já começam a abandonar-l’O: o seu sentido agora é outro: são o último aviso que Jesus lhes faz.
