21 de Novembro de 2009

Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.


“O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele a glória e poder através dos séculos” (Ap 5,12; 1,6). Estas palavras são da Antífona de Entrada da Solenidade de hoje e dão o sentido profundo desta celebração de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Uma pergunta que pode vir – deveria vir! – ao nosso coração é esta: Jesus é Rei? Como pode ser Rei, num mundo paganizado, num mundo pós-cristão, num mundo que esqueceu Deus, num mundo que ridiculariza a Igreja por pregar o Evangelho e suas exigências?... Pelo menos do Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo o mundo não quer saber... Como, então, Jesus pode ser Rei de um mundo que não aceita ser o seu reinado?

E, no entanto, hoje, no último domingo deste ano litúrgico de 2009, ao final de um ciclo de tempo, voltamo-nos para o Cristo, e o proclamamos Rei: Rei de nossas vidas, Rei da história, Rei do cosmo, Rei do universo. A Igreja canta, neste dia, na sua oração: “Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe,/ Soberano e Senhor das nações!/ Ó Juiz, só a vós é devido/ julgar mentes, julgar corações”.

Um Rei frágil como um Cordeiro imolado

O texto do Apocalipse citado no início desta meditação dá o sentido da realeza de Jesus: ele é o Cordeiro que foi imolado. É Rei não porque é prepotente, não porque manda em tudo, até suprimir nossa liberdade e nossa consciência.

É Rei porque nos ama, Rei porque se fez um de nós, Rei porque por nós sofreu, morreu e ressuscitou, Rei porque nos dá a vida. Ele é aquele Filho do Homem da primeira leitura: “Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. Com efeito, o reinado de Cristo não tem as características dos reinados do mundo.

Traços do nosso Rei

(1) Ele é Rei não porque se distancia de nós, mas precisamente porque se fez “Filho do homem”, solidário connosco em tudo. Ele experimentou nossas pobrezas e limitações; ele caminhou pelas nossas estradas, derramou o nosso suor, angustiou-se com nossas angústias e experimentou tantos dos nossos medos. Ele morreu como nós, de morte humana, tão igual à nossa. Ele reina pela solidariedade.

(2) Ele é Rei porque nos serviu: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Serviu com toda a sua existência, serviu dando sempre e em tudo a vida por nós, por amor de nós. Ele reina pelo amor.

(3) Ele é Rei porque tudo foi criado pelo Pai “através dele e para ele” (Cl 1,15); tudo caminha para ele e, nele, tudo aparecerá na sua verdade: “Quem é da verdade, ouve a minha voz”. É nele que o mundo será julgado. A televisão, os modismos, os sabichões de plantão podem dizer o que quiserem, ensinarem a verdade que lhes forem conveniente... mas, ao final, somente o que passar pelo teste de cruz do Senhor resistirá. O resto, é resto: não passa de palha. Ele reina pela verdade.

(4) Ele é Rei porque é o único que pode garantir nossa vida; pode fazer-nos felizes agora e pode nos dar a vitória sobre a morte por toda a eternidade: “Jesus Cristo é a testemunha fiel e verdadeira, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra”. Ele reina pela vida.

A Verdade na simplicidade do Rei

Sim, Jesus é Rei: “Eu sou Rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo!” Mas seu Reino nada tem a ver com o triunfalismo dos reinos humanos – de direita ou de esquerda!

Nunca nos esqueçamos que aquele que entrou em Jerusalém como Rei, veio num burrico, símbolo de mansidão e serviço. Como coroa teve os espinhos; como ceptro, uma cana; como manto, um farrapo escarlate; como trono, a cruz. Se quisermos compreender a realeza de Cristo, é necessário não esquecer isso! A marca e o critério da realeza de Cristo é e será sempre, a cruz!

Hoje, assistimos, impressionados, à paganização do mundo, e perguntamos: onde está a realeza do Cristo? – Onde sempre esteve: na cruz: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

O Reino de Jesus não é segundo o modelo deste mundo, não se impõe por guardas, pela força, pelas armas: meu Reino não é daqui! É um Reino que vem do mundo do amor e da misericórdia de Deus, não das loucuras megalomaníacas dos seres humanos.

E, no entanto, o Reino está no mundo: “Cumpriu-se o tempo; o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15); “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demónio, então o Reino de Deus já chegou para vós” (Lc 11,20). O Reino que Jesus trouxe deve expandir-se no mundo!

Onde ele está? Onde estiverem o amor, a verdade, a piedade, a justiça, a solidariedade, a paz. O Reino do Cristo deve penetrar todos os âmbitos de nossa existência: a economia, as relações comerciais, os mercados financeiros, as relações entre pessoas e povos, nossa vida afectiva, nossa moral pessoal e comunitária.

Só a ti, Senhor, a realeza! Tu és o nosso Rei!

Celebrar Jesus Cristo Rei do Universo é proclamar diante do mundo que somente Cristo é o sentido último de tudo e de todos, que somente Cristo é definitivo e absoluto.

Proclamá-lo Rei é dizer que não nos submetemos a nada nem a ninguém, a não ser ao Cristo; é afirmar que tudo o mais é relativo e menos importante quando confrontado com o único necessário, que é o Reino que Jesus veio trazer.

Num mundo que deseja esvaziar o Evangelho, tornando Jesus alguém inofensivo e insípido, um deus de barro, vazio e sem utilidade, proclamar Jesus como Rei é rejeitar o projecto pagão do mundo actual e proclamar: “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele a glória e poder através dos séculos”. Amém (Ap 5,12; 1,6).


http://www.padrehenrique.com/

17 de Outubro de 2009

“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir ..."

“O Filho do homem não veio para ser servido,

mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

O trabalho solidário faz parte essencialmente da vida do cristão. Como cristãos não buscamos “lucro” ou grandes vitórias apoteóticas. Estamos ao serviço do Senhor em todas as circunstâncias da nossa vida. Não importa o nosso cargo e o que fazemos, mas sim o “como fazemos”.

Para sermos grandes deveremos ser servos de todos. Parece que esta afirmação não interessa muito num mundo de competição onde as relações comerciais sufocam tremendamente as relações de fraternidade e solidariedade. Só seremos felizes se a nossa vida estiver a ajudar a construir a felicidade de nossos irmãos.

Quando seguimos a Cristo de verdade, teremos que beber do seu cálice. Vamos passar pelo desprezo do mundo, pela solidão do seguimento, aparentemente seremos derrotados várias vezes.

O que nos irá guiar é a luz do amor de Deus que sentimos no fundo de nosso coração. É é esta luz que deve ser a referência da nossa vida. A felicidade que Deus nos transmite é muito maior que as alegrias momentâneas que alimentam a sociedade moderna.

Somos desafiados a olhar para dentro de nosso coração e sairmos de nosso próprio egoísmo.

O serviço do cristão acontece dentro da humildade e da fé. Somos simples instrumentos do verdadeiro “Dínamo” que produz amor e felicidade. Todo o cristão baptizado é missionário.

O nosso baptismo é um compromisso de entrega ao amor de Deus que se expande na nossa vida. Somos convidados a transmitir as verdades fundamentais da nossa fé a todas as pessoas que nos rodeiam, especialmente através do nosso testemunho.

Como cristãos devemos ser reconhecidos pela alegria de termos encontrado o amor de Deus em nós e devemos anunciar este amor a todos, inclusive aos que já são baptizados.

“Fazei Senhor Jesus que nos possamos sentir evangelizadores dos nossos irmãos a partir da alegria de nossa experiência convosco”.

adap.EI GIRIBONE (Ordem dos Carmelitas Descalços)

11 de Outubro de 2009

A única coisa necessária


    Falta-te uma coisa só: a única que permanece, que é verdadeiramente boa, que está acima da lei, que a lei não dá nem contém, e que é própria daqueles que possuem a verdadeira vida. Numa palavra, aquele que tinha observado integralmente a lei desde a meninice e que tinha falado de si de modo tão presunçoso e orgulhoso, não conseguiu obter aquela única coisa que só o Salvador pode dar, necessária para obter a vida eterna que desejava; mas retirou-se triste, desencorajado pelas exigências daquela vida eterna em vista da qual tinha vindo interrogar o Mestre. Não a desejava seriamente como as palavras o sugeriam, mas pretendia tão só fazer alarde de boa vontade. Certamente teria sido solícito em fazer tantas coisas, mas não estava disposto a cumprir aquela que é a única e exclusiva obra de salvação, para a qual era débil e indolente. Como disse Jesus a Marta, que se preocupava com muitas coisas e se distraía e agitava para o servir, acusando ainda a irmã de ociosa porque em vez de a ajudar ficava sentada a seus pés, extática como uma discípula: "Preocupas-te com muitas coisas; Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada" (cf. Lc 10, 41-42). Do mesmo modo, recomenda também a este homem que ponha de lado qualquer outra preocupação terrena para se prender à única coisa necessária, permanecendo no amor d'Aquele que lhe oferecia a vida eterna.
    Homilário Patrístico -(Clemente de Alexandria, Do opúsculo Que rico poderá salvar-se?, 5, 10)

4 de Outubro de 2009

S.Francisco de Assis



S. Francisco e o Sermão
das aves

Certo dia, Francisco saiu para uma missão. Entre Cannara e Bevagna, num local silvestre, onde havia um pequeno descampado e ao redor muitas árvores de todas as espécies.
Em cima das árvores, voando em revoadas e espalhadas pelo chão no descampado, muitas aves, que cantavam e se confraternizavam com grande alarido.
O Santo falou a seus discípulos: "Esperem um momento, vou pregar às nossas irmãzinhas aves!"
Entrou no campo indo de encontro às aves que estavam no chão. E mal começou a pregar, as que estavam nas árvores desceram. Nenhuma se mexia, embora andando ele passasse perto e mesmo chegasse a roçar nelas com a extremidade de sua veste! E dizia às aves:

"Minhas irmãzinhas aves, vocês devem muito a DEUS, o CRIADOR, e por isso, em todo lugar que estiverem devem louva-LO, porque ELE lhes permitiu que voassem para onde quisessem, livremente, da mesma forma que devem agradecer o alimento que ELE lhes dá, sem que para isso tenham que trabalhar; agradeçam ainda a bela voz que o SENHOR lhes proporciona, que lhes permitem realizar lindas entonações! Vejam, minhas queridas irmãzinhas, vocês não semeiam e não ceifam. É DEUS quem lhes apascenta, quem lhes dá os rios e as fontes, para saciar a sede; quem lhes dá os montes e os vales, para o seu refúgio e lazer, assim como lhes dá as árvores altas, para fazerem os ninhos. Embora não saibam fiar e nem coser, DEUS lhes concede admiráveis vestimentas para todas vocês e seus filhos, porque ELE lhes ama muito e quer o bem estar de vocês. Por isso, minhas irmãzinhas, não sejam ingratas, procurem sempre se esforçarem em louvar a DEUS."

Acabando de dizer-lhes estas palavras, todas as aves num gesto quase uniforme, começaram a abrir os bicos e esticar os pescoços, à medida que abriam as asas e inclinavam reverentemente a cabeça até a terra, cantando, demonstrando assim que Francisco lhes havia proporcionado uma grande satisfação!

Finalmente, São Francisco lhes fez o Sinal da Cruz e deu-lhes licença de se retirarem. Então, todas aquelas aves se levantaram no ar com um maravilhoso canto, e logo se dividiram em revoadas e desapareceram atrás das colinas e das matas.

Conta-se que, dias depois, o Santo foi em companhia de Frei Massau a um lugarejo chamado Alviano, entre Orte e Orvieto. Pararam na praça do Mercado e como sempre, cantaram uma melodia com versos que convidavam a conversão do coração, com a finalidade de reunir o povo. Depois começou a pregar. Entardecia. As andorinhas que ainda hoje fazem ninho nos altos muros e nas torres das construções, voavam de um lado para outro em ciclo contínuo, cantando forte e de modo quase uníssono. Os habitantes do lugarejo que se comprimiam ao redor para ouvir a palavra dele, não estavam conseguindo entender quase nada, porque o barulho das andorinhas era muito intenso. Então, Francisco com a maior tranqüilidade, olhou para elas e com muita doçura disse:

"Irmãs andorinhas, parece-me que agora é minha vez de falar. Já cantaram e falaram bastante! Escutem, pois, a palavra de DEUS e fiquem silenciosas enquanto eu falo!"

Elas pararam e fizeram um grande silêncio, por todo o tempo que ele falou.

3 de Outubro de 2009

Não separe o homem o que Deus uniu


O projeto criador (Gn 2,18) leva o homem a sair de sua solidão para unir-se à sua mulher como um só ser (Gn 2,24). Dois seres que completam-se. Quem se casa forma parte inseparável da outra pessoa. É por isso que a sociedade sagrada da família escapa ao arbítrio de leis humanas, que nunca poderão sobrepor-se à lei divina do matrimônio monogâmico e indissolúvel.
Não pretendamos corrigir um desentendimento do casal com um mal maior: a separação.
A melhor maneira de ser útil à sociedade não é ceder às suas fraquezas. Já em Ml 2,16 Deus apresenta o repúdio como "uma iniquidade". O próprio equilíbrio emocional dos filhos exige a fidelidade dos pais na unidade inquebrantável ("Gaudium et Spes",48).



Oração
Liberte-me, Senhor, do poder do egoísmo. Ajude-me a
compreender o plano de amor que o Senhor traçou para
mim na família que constituí por vocação. Que eu, com a
luz do Espírito Santo, saiba honrar o papel que me compete
na construção do meu lar. Que desapareça em mim toda
discórdia maligna, toda tentação de arruinar meu lar com a
falta de equilíbrio diante dos revezes da vida. Que o mal
não possa separar o que o Senhor uniu para o bem. Que a
presença do Senhor conserve o amor que tudo suporta,
que santifica e faz a família ser inteiramente do Senhor.
Amém.

26 de Setembro de 2009

Quem não é contra nós é por nós.

João disse-lhe: Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demónios em teu nome, e lho proibimos.

Esse alguém que expulsava demónios em nome de Jesus não pertencia ao grupo dos 12 e, portanto, segundo eles, não poderia fazer aquilo. Uma demonstração de ciúmes por parte de Pedro e do grupo seguidor directo do Mestre. Aquele exorcismo, feito por um desconhecido, para os apóstolos era como uma forma de concorrência. Os discípulos sentiram-se com ciúmes como acontece tantas vezes nas nossas comunidades, quando vem alguém de fora nem sempre o acolhimento é feito da forma de Jesus. Os discípulos talvez se julgassem detentores exclusivos da missão de expulsar demónios, não admitindo a participação de outros.

Infelizmente, no meio de nós que pregamos a inclusão, que denunciamos a exclusão, que incentivamos o acolhimento, sem o perceber, podemos ter ciúmes de algum cristão talentoso que aparece na nossa comunidade, e se destaca de forma impressionante.

Por que isto? Por que acontece? Porque somos humanos.

Mais, a atitude do mestre diante da explicação de João, foi como sempre: serena, tranquila, firme, justa e de extrema tolerância em relação ao exorcista anónimo que usou o seu nome para fazer o bem. Jesus não está a ver aquele acontecimento pelo lado da concorrência, mais sim, pelo lado da confluência do bem, muito embora aquele indivíduo não tenha sido catequizado ou chamado por Ele. Por isso Jesus desaprova a proibição que lhe fora imposta pelos seus discípulos. Porque se alguém de fato, foi capaz de realizar um milagre, invocando o nome de Jesus, é porque esse alguém está em sintonia com Jesus.

Se Jesus hoje aparecesse de repente numa das nossas comunidades, certamente iria fazer um inflamável discurso corrigindo muitas coisinhas indevidas para não dizer erradas que andam acontecendo no nosso convívio. Uma delas é o modo fechado com que nossas comunidades operam, dificultando a entrada de novos cristãos de boa vontade que querem partilhar seus talentos dados por Deus para o crescimento da Igreja e para o bem do reino de Deus.

adapt: http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/

10 de Junho de 2009

Santo Anjo da Guarda de Portugal


Os Anjos que fazem parte desse mundo invisível, a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos mais conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho àcerca da existência dos Anjos.
Mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação, os Anjos estão encarregados da Guarda dos homens (Mt. 18, 10: Act. 12,3) e da protecção da Igreja (Ap. 12, 1-9). A fé cristã crê também que cada nação em particular tem um Anjo encarregado de velar por ela.

Desde tempos muito recuados que no nosso país se conservou e fomentou a devoção ao Anjo da Guarda de Portugal.
Esta devoção ganhou especial incremento depois que se divulgou a tríplice aparição do Anjo da Guarda de Portugal aos Três Pastorinhos de Fátima.
Talvez por isso, Pio XII mandou inserir esta memória no nosso calendário litúrgico.
Passamos muitas vezes pela vida como se nada mais existisse, além do mundo material. Talvez por isso, o nosso viver é tão cheio de materialismo, e não nos recordamos dos Anjos que nos protegem e ajudam.
Peçamos humildemente perdão ao Senhor desta indelicadeza de não aproveitarmos as preciosas ajudas que Ele nos oferece para a salvação.
E prometamos andar mais despertos, de hoje em diante.