2 de abril de 2007

A Passagem

Vem de longe a celebração da Páscoa dos Hebreus. Resulta de uma fusão da festa da primavera dos nómadas (pastores) – rito do cordeiro – com a festa da primavera da população sedentária (agricultores) – a semana dos ázimos -.
O sentido geral destas festas arcaicas era o de renovação, regeneração, vida nova,…
O importante é que o Povo de Israel transformou estas festas: em vez de «sacralizar» os acontecimentos cósmicos e vitais, vai com elas celebrar o memorial de acontecimentos históricos fundamentais na sua história de Povo de Deus: a intervenção de Javé na libertação da escravidão do Egipto, fazendo dele o «Seu» Povo, contraindo com ele uma aliança. A esta festa os judeus dão o nome de «Pessah» . Israel celebra a sua libertação da servidão, a saída do Egipto, no seguimento da imolação do cordeiro pascal. É o renovar do laço que une Deus ao Seu Povo.

A Páscoa cristã renova a Páscoa judaica, porque pela Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Deus faz uma Nova e definitiva Aliança, Ele é o Cordeiro da Nova Aliança.
Jesus Cristo é a nova Páscoa, Ele instituiu um novo memorial em função do Acontecimento Pascal que Ele cumpre e realiza na Sua pessoa.
A Igreja nascida da Páscoa,
através dos séculos
vive permanentemente da Páscoa
e celebra-a.


A Páscoa é uma festa móvel do calendário. A sua data foi fixada pelo Concílio de Niceia, em 325, no primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da Primavera, o que a faz celebrar num dos domingos entre 22 de Março e 25 de Abril.

Tomemos 2007 como exemplo:
21 de Março equinócio da Primavera
02 de Abril Lua cheia (a primeira depois do equinócio)
08 de Abril Páscoa (primeiro Domingo depois da Lua cheia)

1 comentário:

ERute disse...

Gostei da explicação!

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