Vencer o mal, deixando-se derrotar pelo mal
Um pedaço de barro onde é soprado um hálito de vida para que se faça um interlocutor, digno corresponsável, feito assim para que assim, na sua imensa fragilidade, se disponha a acolher a fragilidade do outro. Quanto mais acolhe, mais toda essa fragilidade é transformadora da condição de servo em amigo. É assim que somos tratados, quando ajoelhados aos pés dos irmãos, não servos, mas amigos que sabem tudo e sabem a única coisa que é precisa para se viver já pleno. Ajoelhados, vivemos por antecipação, a grande condição de vencer o mal. Este exige um salário altíssimo, até toda a nossa liberdade nos faz escravos de um apetite qualquer. Só quem vive para servir é que serve para viver, é que é livre, por que é capaz de dispor totalmente de si para amar o outro naquilo em que ele nada tem que se ame. E quando todos dizem que se morre, apenas se derrota o mal.
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