Um amor que transforma
Salva-me de morrer sem ter vivido
Salva-me de morrer sem ter vivido
Quando os olhos se vão fechado e apagando a luz da casa, há uma outra
que se acende e faz ver claro o que antes parecia nem sequer existir.
As paredes estão frágeis e os dias parecem longos para tanto que se tem
para viver no pouco que agora parece sempre muito. Esta é a hora em
que tudo se transforma. Há um amor assim. Há um amor que faz novas
todas as coisas e faz de cada pessoa uma cartografia por descobrir.
Ninguém é um planisfério, mas todos trazemos as ferramentas para dar
vida a quem não tem vida. Devemos essa vida a todos. Ela foi-nos
dada… dada… e sempre que é tomada, ela falha-nos com tudo o que
precisamos para viver na alegria de quem se dá. Há um momento em
que tudo se dá, ressuscitador, em que vivemos ressuscitados. É aqui que
somos salvos de morrer sem ter vivido.