
Maio mês de Maria, por isso foi escolhido para ser das noivas e das mães, também. E concluímos o mês com a solenidade da Visitação que de maneira particular nos oferece, um motivo de meditação bastante significativo: o reconhecimento de Maria o modelo da Igreja que, com as obras de misericórdia e de caridade, traz ao mundo a paz de Cristo Salvador.Este dia nos reporta ao que a Santa Virgem que, trazendo em si mesma o Verbo que se fez homem, vai ajudar a idosa prima, que está prestes a dar à luz. Dia este, que se passou há mais de dois milénios e que se perpetuou pelos séculos. Da Anunciação do Arcanjo Gabriel e da Visitação de Maria a sua prima Isabel, nasceu a oração mais popular entre os cristãos depois do Pai Nosso, a Ave Maria. Essa oração tornou-se expressão de saudação e louvor nas horas de alegria, além de pedido de socorro e graça nas horas de aflição e angustia, para todos os católicos do mundo que são acolhidos indistintamente pela Virgem Mãe.
Maria, que acabara de ser informada de forma extraordinária de que daria à luz o Filho de Deus, ficou sabendo também que a prima enfim engravidara, após muitos anos de pedidos e espera, e para sua casa se dirigiu, para lhe contar a novidade. Ao chegar lá, foi homenageada por Isabel.
Seguindo provavelmente uma caravana de peregrinos Maria saiu de Nazaré e andou cerca de cem quilómetros pela região rochosa do centro da Palestina, até chegar a Judá, a quinze quilómetros de Jerusalém, onde vivia Isabel. Lá chegando, a prima viu-se tomada pelo Espírito Santo depois que a criança estremeceu dentro de si, e pronunciou as conhecidas palavras: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre".Maria ficou com a prima por três meses e o resto é uma história que faz parte da vida e do coração de cada um de nós. Na Visitação de Maria manifesta-se a paterna bondade de Deus, que não abandona o seu povo; pelo contrário, cuida dos mais pequeninos e dos excluídos. Na sua grande misericórdia, Deus visitou e redimiu o seu povo!
A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo Papa Urbano VI para propiciar com a intercessão de Maria a paz e a unidade dos cristãos divididos pelo grande cisma do Ocidente. O actual calendário litúrgico deixou de lado a sequência cronológica dos acontecimentos bíblicos e escolheu o último dia do mês de Maio, justamente porque que ele foi especialmente consagrado pela devoção popular como o mês de Maria.