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15 de maio de 2016

Pentecostes




A descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos permitiu-lhes falar "outras línguas" (Act.2.4), um fenómeno testemunhado pelos "judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu" que se encontravam em Jerusalém. Tratou-se de um milagre de dicção (os Apóstolos a falarem línguas estrangeiras) ou de audição (eles falavam em aramaico, mas cada um compreendia no seu próprio dialecto)? Este fenómeno tem feito correr muita tinta. De todas as formas o que Lucas pretende fazer-nos compreender é: a confusão de línguas, em Babel (Gn.11), tornara os homens incapazes de se entenderem; o Espírito Santo concede agora à sua Igreja o poder de se fazerem compreender por todos os povos.
Em Babel não se compreendiam uns aos outros (Gn,11,7); no Pentecostes, «cada um os ouvia falar na sua língua» (Act.2,6).
O discurso de Pedro é a explicação para o que estava a acontecer. Ele faz referência aos desígnios de Deus tal como foi revelado ao Seu povo.  Pois tudo o que estava a acontecer já tinha sido anunciado por meio do profeta Joel, e das Escrituras. Pedro anuncia-lhes Jesus Cristo, a sua missão, concentrando o seu discurso no mistério da Sua Morte e Ressurreição. Muitos naquele dia acreditaram em Jesus e receberam o baptismo.

Neste capítulo pode-se notar a força e a coragem que o Espírito Santo infundiu nos Apóstolos. Aqueles que antes estavam fechados no Cenáculo, com medo dos judeus, agora anunciam com entusiasmo Jesus Cristo e o Evangelho. Por outro lado o Espírito Santo permite que muitos compreendam e aceitem a pregação dos Apóstolos.

13 de maio de 2016

O primeiro Pentecostes


Os apóstolos recebem o Espírito Santo (Act:2,1-41)

A primeira tarefa dos discípulos foi, simplesmente aguardar, assim lhes tinha ordenado Jesus, pois receberiam o Espírito Santo que lhes daria a força e a coragem para os ajudar na missão que lhes confiara.
Na manhã do primeiro Pentecostes após a Ressurreição, estavam os discípulos reunidos com Maria, mãe de Jesus, subitamente todos ficaram repletos do Espírito Santo. Cada um deles escutou o som de um  vento forte, viu línguas de fogo poisarem sobre si. Começaram a falar várias línguas, de forma que grande parte da multidão que tinha vindo a Jerusalém para celebrar o Pentecostes acorreu para os escutar, e todos eles os entendiam. Por fim, Pedro tomou a palavra e pronunciou o seu primeiro discurso. Nesse dia, Pedro conseguiu converter cerca de 3 000 pessoas que se fizeram baptizar. (conf. Act.2, 1-41)
O dom do Espírito Santo tem uma importância fundamental para o autor dos Actos , porque é a força motivadora de toda a história dos primeiros cristãos.
È o Espírito Santo que:
- faz novos convertidos
- permite que haja milagres
- dá coragem e sabedoria aos chefes da nova Igreja
-  os orienta para iniciativas importantes.


O dom do Espírito Santo ter acontecido na Festa de Pentecostes, festa judaica das semanas (Ex.23,16; Dt.16,10), talvez tenha um significado especial. Esta festa começou por ser uma celebração agrícola, que assinalava o fim da colheita do trigo e a oferta dos primeiros frutos. Mais tarde passou a comemorar a entrega da Tábuas da Lei a Moisés, no Sinai, e a descrição do dia de Pentecostes poderá ser interpretada como o momento em que a Antiga Lei judaica foi substituída pela Nova Aliança em Jesus Cristo, revelada a toda a humanidade pelo dom do Espírito Santo. É a Nova Aliança com o Novo Israel.

10 de maio de 2008

Pentecostes


Pentecostes significa cinquenta dias depois da Páscoa. Páscoa que já era para os judeus a festa da libertação e o Pentecostes a festa do término da colheita, e por isso tinha um sentido de agradecimento, de alegria pela abundância dos celeiros.

Com o decorrer do tempo a Festa de Pentecostes passou a comemorar a promulgação da Lei de Moisés. Por isso, a esta festa acorriam a Jerusalém muitos peregrinos, para agradecer nesse dia a aliança de Deus com a humanidade, com o povo eleito, era um dia de abundância de frutos.

Com a Ressurreição do Cristo, a Páscoa, a Ascensão e Pentecostes são três tempos de um mesmo mistério: o mistério do Cristo Ressuscitado, que acontece historicamente na Páscoa, se confirma na glória da Ascensão e chega à plenitude na descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, constituindo-os em novo povo de Deus, a comunidade cristã.

Pentecostes é a festa do Divino Espírito Santo. Pentecostes é a festa da Igreja divina e humana, santa e pecadora, eterna e temporal, corpo místico do Cristo, formado e vivificado pelo Espírito de Deus.

Que Deus nos ajude a pedir os dons do Espírito Santo. Que Deus nos ajude a assimilar os dons da SABEDORIA, da INTELIGÊNCIA, do CONSELHO, da FORTALEZA, da CIÊNCIA, PIEDADE e do TEMOR de DEUS.
O ESPÍRITO SANTO, fez os apóstolos compreenderem o mistério de Jesus e de sua missão. E deu-lhes a coragem e a lucidez de serem as testemunhas da Ressurreição e do Reino de Deus na terra. O Espírito Santo é o advogado da Igreja, tendo Jesus como cabeça, e como corpo, os discípulos do Senhor. A Igreja celebra a festa de Pentecostes como a data de sua instituição solene.

Em cada solenidade de Pentecostes, a Santa Igreja reaviva o Espírito que nos foi dado como dom de Deus. Assim, reanimados e fortalecidos, seremos a semente germinadora do Reino de Deus, levando à plenitude a vida nova recebida pela fé e pelo Baptismo.


“Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra!”

30 de maio de 2007

Os dons do Espírito Santo


O Espírito Santo confirma-nos com os seus sete dons. Os sete dons exprimem o simbolismo da plenitude do Espírito Santo e também a plenitude da experiência espiritual. O Espírito Santo confirma-nos com os seus dons para nos configurar a Cristo, ao seu mistério, em ordem a acolher e a testemunhar a salvação pascal e em ordem a inserir-nos de um modo mais profundo também no mistério da pertença à Igreja e da participação nela. É nesta perspectiva que devem ser vistos os chamados “dons do Espírito Santo”: não enquanto “exclusivos” da Confirmação, porque o Espírito Santo age mesmo fora deste sacramento, mas devem ser vistos dentro da perspectiva do mistério da nossa iniciação e inserção em Cristo e na Igreja.Vejamos cada um dos sete dons:

SABEDORIA (SAPIÊNCIA): é o dom de experimentar o sabor, o gosto “conatural” da vida de Deus, da sua vontade (bondade) amorosa, das realidades divinas e a alegria de servir o seu Espírito. A sabedoria das coisas vividas em Deus não resulta de nenhum esforço cerebral mas é dom do Espírito. Os simples «sabem» mais de Deus que os inteligentes...

ENTENDIMENTO (INTELIGÊNCIA): é o dom de compreender e penetrar a Palavra de Deus e alcançar o mistério do amor proclamado, que é Jesus Cristo, e ainda o dom de o actualizar. Trata-se do conhecimento íntimo de Jesus Cristo como mistério de Deus, Não só o conhecimento do Cristo histórico mas trata-se do “ser com Cristo” e da nossa vocação baptismal cristã. Este dom permite o descernimento da presença de Deus...Entender os apelos de Deus não é uma questão de superioridade intelectual, mas dom do Espírito àqueles que humildemente procuram a Deus...

CONSELHO: é o dom do discernimento da vontade amorosa de Deus na vida concreta, dos seus apelos nas várias situações e acontecimentos da vida e do mundo, da descoberta dos valores evangélicos, de modo a viver uma vida santa e agradável a Deus. É o dom da lucidez da fé para interpretar os acontecimentos.

FORTALEZA: Anima a nossa fidelidade quotidiana. Trata-se do dom da firmeza na opção por Cristo, da fidelidade à identidade cristã, da força para o “confessar” e anunciar, para crescer na comunhão com Ele e na esperança nEle. Trata-se também de um dinamismo de crescimento e de esperança em Jesus Cristo. Perserverar no caminho da fé não é uma questão de temperamento forte mas um dom àqueles que procuram e encontram em Deus a sua força...

CIÊNCIA (CONHECIMENTO): Trata-se do conhecimento da verdade e do erro. O Espírito de Deus dá-nos aquilo que a linguagem teológica se chama «sensus fidei», uma espécie de «sexto sentido» da fé. Trata-se da ciência comum da vida cristã em ordem a «ler» a vida e a valorá-la à luz da Palavra de Deus. Faz a ligação entre a fé e a Vida.

PIEDADE: É o dom da relação confidente e de confiança alegre com Deus e de uma relação fraterna com os irmãos. O Espírito é Aquele que reza em nós, Aquele que nos dá a experiência da filiação divina. Ele testemunha interiormente em nós e cria em nós aquela «co-naturalidade» (à vontade) da relação filial com Deus e ao mesmo tempo é Aquele que realiza a comunhão entre nós.

TEMOR DE DEUS: Trata-se da nossa dependência criatural, da nossa adoração de Deus e também das nossas limitações e das nossas fraquezas perante a santidade e a transcendência de Deus. Isto suscita no crente o desejo de uma conversão constante e permanente.

27 de maio de 2007

Sacramento da Confirmação


Oremos por todos os que hoje recebem o Sacramento da Confirmação, em especial da nossa Diocese do Porto e de forma particular, os cerca de trinta jovens da nossa paróquia que ao longo de doze anos se foram preparando, para que saibam acolher os dons do Espírito Santo e possam pôr ao serviço da comunidade os carismas que o Espírito Santo lhes confia.

26 de maio de 2007

Os apóstolos recebem o Espírito Santo



A primeira tarefa dos discípulos foi, simplesmente aguardar, assim lhes tinha ordenado Jesus, pois receberiam o Espírito Santo que lhes daria a força e a coragem para os ajudar na missão que lhes confiara. Na manhã do primeiro Pentecostes após a Ressurreição, estavam os discípulos reunidos com Maria, mãe de Jesus, subitamente todos ficaram repletos do Espírito Santo. Cada um deles escutou o som de um vento forte, viu línguas de fogo poisarem sobre si. Começaram a falar várias línguas, de forma que grande parte da multidão que tinha vindo a Jerusalém para celebrar o Pentecostes acorreu para os escutar, e todos eles os entendiam.


A descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos permitiu-lhes falar "outras línguas" (Act.2.4), um fenómeno testemunhado pelos "judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu" que se encontravam em Jerusalém. Tratou-se de um milagre de dicção (os Apóstolos a falarem línguas estrangeiras) ou de audição (eles falavam em aramaico, mas cada um compreendia no seu próprio dialecto)? Este fenómeno tem feito correr muita tinta. De todas as formas o que Lucas pretende fazer-nos compreender é: a confusão de línguas, em Babel (Gn.11), tornara os homens incapazes de se entenderem; o Espírito Santo concede agora à sua Igreja o poder de se fazerem compreender por todos os povos.

Em Babel não se compreendiam uns aos outros (Gn,11,7); no Pentecostes, «cada um os ouvia falar na sua língua»(Act.2,6).

13 de maio de 2006

Dons do Espírito Santo


A pensar na solenidade do Pentecostes, para a qual estamos a caminhar neste período pascal, vamos reflectir sobre os dons do Espírito Santo.
Os sete dons do Espírito Santo são-nos propostos pela Tradição da Igreja com base no texto de Isaías (Is.11,12).
Podemos comparar os dons do Espírito Santo à variedade de frutos que é possível colocar num cesto. Aí podemos colocar maçãs, peras, laranjas, uvas, morangos, …
Se nos dessem uma dessas qualidades de fruta, seria muito agradável, mas não teríamos o gosto de saborear as outras. Se nos oferecerem o cesto completo, poderemos aprecia-las todas.
Assim, para saborear, em pleno, o Espírito Santo, não basta um dos dons, temos que possuir os dons todos.
Os dons do Espírito Santo são disposições indicadoras da presença permanente e actuante do Espírito Santo, na vida e comportamento dos cristãos. São eles: a sabedoria, o entendimento, o conselho, a fortaleza, a ciência, a piedade e o temor de Deus.

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