Mostrar mensagens com a etiqueta Domingo Ramos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Domingo Ramos. Mostrar todas as mensagens

29 de março de 2026

DOMINGO DE RAMOS

 


Vencer o mal, deixando-se derrotar pelo mal

Um pedaço de barro onde é soprado um hálito de vida para que se faça um interlocutor, digno corresponsável, feito assim para que assim, na sua imensa fragilidade, se disponha a acolher a fragilidade do outro. Quanto mais acolhe, mais toda essa fragilidade é transformadora da condição de servo em amigo. É assim que somos tratados, quando ajoelhados aos pés dos irmãos, não servos, mas amigos que sabem tudo e sabem a única coisa que é precisa para se viver já pleno. Ajoelhados, vivemos por antecipação, a grande condição de vencer o mal. Este exige um salário altíssimo, até toda a nossa liberdade nos faz escravos de um apetite qualquer. Só quem vive para servir é que serve para viver, é que é livre, por que é capaz de dispor totalmente de si para amar o outro naquilo em que ele nada tem que se ame. E quando todos dizem que se morre, apenas se derrota o mal.

ParóquiaEspinho- Dinâmica Quaresma

24 de março de 2024

Domingo de Ramos

 

Evangelho (Mc 15, 1-39) 

Naquele tempo, os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho, logo de manhã, com os anciãos e os escribas, isto é, todo o Sinédrio. Depois de terem manietado Jesus, foram entregá-l’O a Pilatos. Pilatos perguntou-Lhe: Ele, respondendo-lhe, disse: «Tu o dizes». Os chefes dos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas te acusam!». Mas Jesus nada mais respondeu, de tal forma que Pilatos ficou admirado. Ora, pela festa libertava-lhes sempre um preso, aquele que pedissem. Havia um, chamado Barrabás, que estava preso com os revoltosos que tinham cometido um assassínio durante a revolta. Então a multidão, tendo subido, começou a pedir que lhes fizesse como sempre se fizera. Pilatos respondeu-lhes, dizendo: «Quereis que vos liberte o rei dos judeus?», pois sabia que os chefes dos sacerdotes o tinham entregado por inveja. Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão para que ele lhes libertasse antes Barrabás. De novo Pilatos, em resposta, dizia-lhes: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais o rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Crucifica-o!».Pilatos dizia-lhes: «Mas que mal fez?». Eles, porém, gritaram ainda mais: «Crucifica-o!». Então Pilatos, querendo contentar a multidão, libertou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de o mandar flagelar, para ser crucificado. Os soldados ridicularizam Jesus. Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a coorte. Revestiram-no de púrpura, puseram-lhe uma coroa de espinhos que tinham entrelaçado e começaram a saudá-lo: «Salve, ó rei dos judeus!».Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-lhe e, pondo-se de joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de terem escarnecido dele, despiram-lhe a púrpura e vestiram-lhe as suas vestes. E levaram-no para fora, para o crucificarem. Obrigaram, então, um homem que passava, um certo Simão de Cirene que vinha do campo, o pai de Alexandre e de Rufo, a levar-lhe a cruz.Levaram Jesus ao lugar do Gólgota, que quer dizer «Lugar da Caveira», e davam-lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não o tomou. Crucificaram-no, então, e dividiram entre si as suas vestes, lançando sortes sobre elas, para verem o que levaria cada um. Era a hora tércia quando o crucificaram. O letreiro da causa da sua condenação tinha escrito: «O rei dos judeus». E com Ele crucificaram dois salteadores, um à sua direita e outro à sua esquerda. Os que passavam blasfemavam contra Ele, abanando as suas cabeças e dizendo: «Eh! Tu, que destróis o templo e o edificas em três dias, salva-te a ti mesmo descendo da cruz!». Da mesma forma, também os chefes dos sacerdotes, escarnecendo entre si juntamente com os doutores da lei, diziam: «Salvou outros, mas a si mesmo não se pode salvar! O Cristo, o rei de Israel, que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!». Até os que estavam crucificados com Ele o insultavam. À hora sexta fez-se trevas sobre toda a terra até à hora nona. E à hora nona, Jesus bradou com voz forte: «Eloí, Eloí, lemá sabakhtáni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?». Alguns dos que estavam perto, ao ouvirem isto, diziam: «Vede, está a chamar por Elias!». Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber dizendo: «Deixai! Vejamos se Elias o vem tirar dali». Então Jesus, soltando um forte grito, expirou. O véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo. O centurião que estava diante dele, ao vê-lo expirar daquele modo, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!». 

Paróquia de Espinho

20 de março de 2016

Domingo da Paixão

Sinais, gestos e expressões do Domingo da Paixão


 Procissão: caracteriza-se a procissão por alegria, alegria que antecipa a da Páscoa. A caminhada é a imagem perfeita da vida do povo: todos caminhando para a casa do Pai, construindo o Reino de paz, justiça, fraternidade...

 Ramos: Sinais de vida, de esperança e de vitória, "com os quais prestamos nossa homenagem a Cristo, nosso Rei". Conservados nas casas, os ramos trazem à mente dos fiéis a vitória de Cristo celebrada na procissão.

 Cânticos: Por natureza, o canto litúrgico é repetição, memória, costume e, por sua vez, novidade, atualização. É algo vivo, dinâmico e criativo, expressando a fé comum e impulsionando-nos para a conversão. Durante a procissão de ramos cantar os Salmos 23 e o 46 e outros cantos apropriados, em honra de Cristo Rei. Será através do canto que iremos auxiliar no sentido de que todos fiquem harmonizados com o mistério que celebramos


 Leitura da Paixão: depois de ter comemorado a triunfo do Senhor pela celebração dos ramos se comemora também a paixão do Senhor. A memória é feita através das três leituras que falam disso diretamente. A leitura poderá ser feita por leitores leigos e leigas, reservando-se a parte de Cristo ao presidente da assembleia. As leituras do anoC: 
LEITURA I – Is 50,4-7; SALMO RESPONSORIAL – Salmo 21 (22); LEITURA II – Filip 2,6-11; EVANGELHO – Lc 22,14-23,56

19 de março de 2016

Domingo de Ramos


Com o Domingo da Paixão ou Domingo de Ramos, abre A Semana Santa, abre com o Domingo de Ramos ou Domingo da Paixão . É a última etapa em que a preparação para celebrar a Páscoa torna-se mais intensa. No fim do longo itinerário quaresmal rumo à Páscoa, a semana santa começa a detalhar a riqueza do mistério pascal em vários dias, conforme  a história evangélica.

"Neste dia, a Igreja celebra a entrada de Cristo em Jerusalém, para cumprir seu mistério pascal", o Cristo é reconhecido pelo povo como Messias, que vem realizar todas as promessas dos profetas.

Todos os 4 evangelistas registam este evento e sublinham-lhe a importância. Assim, cumpre a profecia de Zacarias (Zc 9,9): " Dance de alegria, cidade de Sião; grite de alegria, cidade de Jerusalém, pois agora o seu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento."


A origem do Domingo da paixão "in palmis" seria um costume popular do século V, em Jerusalém, que na tarde do Domingo fazia uma procissão solene para comemorar a entrada de Jesus na cidade. A procissão de palmas iniciava-se no Monte das Oliveiras na direção da cidade, imitando assim a chegada do Senhor a Jerusalém. O sucesso e a popularidade desta evocação comemorativa dá-se porque a comunidade revive, dramatizando-a, a cena evangélica da entrada de Jesus em Jerusalém lida no início, refazendo depois o percurso feito por Cristo. A procissão não estava ligada a uma celebração eucarística.

No início do século VII esses costumes passarão do Oriente para a Espanha e a Gália.
Somente no século XII que será aceita em Roma.

Desde os tempos primitivos, começa em algum lugar fora da Igreja principal. No início da Idade Média, o centro da atenção era o livro do Evangelho, mais tarde suplantado por relíquias e, finalmente, pela própria Hóstia.



A única procissão recordada pelo NT é a entrada de Jesus em Jerusalém ( Mt 21,1-11; Mc 11,1-11; Lc 19, 29-40; Jo 12,12-19). O AT descreve quatro procissões extraordinárias: a tomada de Jericó (Js 6,1-16), o transporte da arca para Jerusalém ( 2Sm 6,12-19; 1Cr 15,25-16,3), a procissão de Neemias ( Ne 12,27-43), e a de Judite ( Jt 15,12-16,18). Todas tem como meta Jerusalém, onde termina com a oferta dos dons e dos holocaustos.

A entrada de Jesus em Jerusalém é a conclusão do ritual de uma peregrinação e como preâmbulo do sacrifício da cruz. ( cf Lc 19,45).

O Messias apresenta-se com o aparato dos conquistadores, mas é montado em um burrinho ( como no cortejo que consagrará Salomão, 1Rs 1,33). As aclamações da multidão são extraídas do Sl 117,25s; a palma, que na mentalidade helenista tem significado de vitória ( 1Mc 13,51; Jo12,13; Ap 7,9), lembra as celebrações da festa dos tabernáculos, em cujos dias Israel imitava a caminhada pelo deserto. Durante esta procissão, Jesus chora sobre Jerusalém e dois dias depois pronunciará o seu discurso escatológico ( cf. Lc 19,41-44).

27 de março de 2010

Domingo de Ramos


O Domingo de Ramos dá inicio à Semana Santa, Semana Maior. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de David”, “Salve o Messias”...

Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder.

O povo aclama-O cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e económica imposta cruelmente pelos romanos, e também pelos sacerdotes que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, é chicoteado. Só depois de tudo isso é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia relembra e convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

31 de março de 2007

Domingo de Ramos


Com o Domingo da Paixão ou Domingo de Ramos, dá-se início à Semana Santa. É nesta semana que a preparação para celebrar a Páscoa se torna mais intensa. No fim do longo itinerário quaresmal rumo à Páscoa, a semana santa começa a mostrar a riqueza do mistério pascal em vários dias, de conformidade com a história evangélica."Neste dia, a Igreja celebra a entrada de Cristo em Jerusalém, para cumprir seu mistério pascal", o Cristo é reconhecido pelo povo como Messias, que vem realizar todas as promessas dos profetas. Todos os 4 evangelistas registram este evento e sublinham-lhe a importância. Assim, cumpre a profecia de Zacarias (Zc 9,9): " Dance de alegria, cidade de Sião; grite de alegria, cidade de Jerusalém, pois agora o seu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento."

A origem do Domingo da paixão "in palmis" seria um costume popular do século V, em Jerusalém, que na tarde do Domingo fazia uma procissão solene para comemorar a entrada de Jesus na cidade. A procissão de palmas iniciava-se no Monte das Oliveiras em direcção à cidade, imitando assim a entrada do Senhor em Jerusalém. O sucesso e a popularidade desta evocação comemorativa dá-se porque a comunidade revive, dramatiza, a cena evangélica da entrada de Jesus em Jerusalém lida no início, refazendo depois o percurso feito por Cristo. A procissão não estava ligada a uma celebração eucarística. No início do século VII esses costumes passaram do Oriente para a Espanha e a Gália. Somente no século XII que será aceita em Roma.

A única procissão recordada pelo NT é a entrada de Jesus em Jerusalém ( Mt 21,1-11; Mc 11,1-11; Lc 19, 29-40; Jo 12,12-19). O AT descreve quatro procissões extraordinárias: a tomada de Jericó (Js 6,1-16), o transporte da arca para Jerusalém ( 2Sm 6,12-19; 1Cr 15,25-16,3), a procissão de Neemias ( Ne 12,27-43), e a de Judite ( Jt 15,12-16,18). Todas tem como meta Jerusalém, onde termina com a oferta dos dons e dos holocaustos.·A entrada de Jesus em Jerusalém é a conclusão do ritual de uma peregrinação e como preâmbulo do sacrifício da cruz. ( cf Lc 19,45).

O Messias apresenta-se com o aparato dos conquistadores, mas é montado num burrinho ( como no cortejo que consagrará Salomão, 1Rs 1,33). As aclamações da multidão são extraídas do Sl 117,25s; a palma, que na mentalidade helenista tem significado de vitória ( 1Mc 13,51; Jo12,13; Ap 7,9), lembra as celebrações da festa dos tabernáculos, em cujos dias Israel imitava a caminhada pelo deserto. Durante esta procissão, Jesus chora sobre Jerusalém e dois dias depois pronunciará o seu discurso escatológico ( cf. Lc 19,41-44).


O Domingo de Ramos é o 6o Domingo da Quaresma e ocupa um lugar de destaque no conjunto de 40 dias. Tem como finalidade: preparar imediatamente a Páscoa.Não faz parte do Tríduo Pascal, mas tem uma grande importância para a celebração da morte e ressurreição do Senhor, de modo especial pela comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém. Esta celebração dá a tónica para toda a semana santa, especialmente para os últimos dias dela. Durante as 5 semanas da Quaresma, a Igreja se preparou: pela oração, pela penitência, pela caridade, pelos encontros de estudo e reflexão da Palavra, para a Semana Santa.
Com este Domingo inicia-se a "Semana Grande”


Na liturgia, revivem e se revelam os dois aspectos fundamentais da Páscoa: a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém e a memória da sua paixão. Este é o único Domingo no qual se faz tal memória da paixão do Senhor.



Assim, abrimos as portas para a Semana Santa.