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25 de dezembro de 2025
24 de dezembro de 2008
Feliz Natal
Senhor Jesus Cristo,
Vós sois o Menino que nasceu para nós,
Sois o Filho que nos foi dado por Deus-Pai.
Nesta noite de alegria, queremos proclamar
Que Vós sois o nosso Deus,
Sois o nosso Conselheiro admirável,
Sois o Príncipe da Paz!
Vós sois a Luz para todos os povos em trevas,
Sois o salvador de toda a Humanidade!
Glória a Deus nas alturas
E paz na terra aos homens por Ele amados.
"Feliz Natal para todos Vós"
Vós sois o Menino que nasceu para nós,
Sois o Filho que nos foi dado por Deus-Pai.
Nesta noite de alegria, queremos proclamar
Que Vós sois o nosso Deus,
Sois o nosso Conselheiro admirável,
Sois o Príncipe da Paz!
Vós sois a Luz para todos os povos em trevas,
Sois o salvador de toda a Humanidade!
Glória a Deus nas alturas
E paz na terra aos homens por Ele amados.
"Feliz Natal para todos Vós"
5 de janeiro de 2008
Três Reis Magos

Segundo o evangelho, três reis magos saíram do Oriente para visitar o filho de Deus. Seguiram a Estrela guia até Belém, aonde chegaram, de acordo com a tradição no dia 6 de Janeiro. Por isso nesta data, é comemorado em todo mundo o dia de reis. Liturgicamente a referida data é chamada Epifania, palavra de origem grega que significa manifestação. No caso da Epifania do Senhor, manifestação do Messias também aos povos pagãos, isto é, para além das fronteiras judaicas.
A Solenidade da Epifania do Senhor, que tinha começado em Alexandria, difundiu-se cada vez mais na liturgia de toda Igreja. Já a partir do século IV, passou a ser celebrada no dia 06 de Janeiro. Somente na liturgia romana, sob o pontificado do Papa São Leão Magno ( 440 - 461), chegou a tornar-se uma festividade singular, ou seja, a Adoração dos Magos. "esta solenidade é celebrada no domingo entre 2 e 8 de Janeiro, depois da Festa da Sagrada Família"
A breve exposição evangélica de Mateus (Mt 2,1-12) segunda a qual os Sábios do Oriente, guiados por uma estrela, chegaram a Belém para adorar o Menino recém-nascido, era bem conhecida já nos alvores da Igreja. Em conformidade com Mateus, chegaram ao presépio de Jesus três Sábios, pessoas de alta categoria, vindos do Oriente, de longe, seguindo uma estrela. MAGÓI: este era o nome grego daqueles que ele chamou astrólogos. Em italiano, eles denominam-se como Reis Magos e em alemão são popularmente conhecidos como os Três Reis. Lembrando que "MAGO" na língua persa significa poderoso.
A sua proveniência do Oriente fez pensar na Pérsia, onde os sacerdotes persas de Zoroastro promoviam a interpretação e a edificação das estrelas. Sem dúvida, eles eram astrólogos, dado que se puseram a seguir uma estrela específica. É nos escritos da Patrística que podemos encontrar mais informações destes misteriosos visitantes, cuja a tradição, datada do século VIII, identificou como Melchior, Baltazar e Gaspar. Melchior, em hebreu quer dizer rei da luz; Baltazar em aramaico, pode ser traduzido por judeus e Gaspar era um rei persa, vencedor de tudo. Segundo os exegetas, os três reis simbolizam as três raças descritas na Bíblia: os semitas, os jafetitas e os camitas. Os Magos presentearam Jesus com oferendas carregadas de significados. O Ouro é símbolo da realeza. O Incenso representa a divindade e a Mirra que era usada nos sepultamentos, representa imortalidade.
Espiritualmente a Solenidade da Epifania representa a universalidade da Salvação que recebemos de Jesus que se revela fora de seu povo. Nele e com Ele a Igreja supera os limites de uma nação e assume todos os povos da terra. No entanto, sabemos que ainda precisamos superar muitas barreiras pessoais e comunitárias neste sentido, devidos aos nossos pontos de vistas e atitudes. Neste aspecto é fundamental a disposição de cada um de colocar-se a caminho como os Reis Magos, pois é com nossas pernas que podemos encontrar o Senhor no rosto peculiar de cada um. " Não se puseram a caminho porque viram a estrela, mas viram a estrela porque se puseram a caminho" ( São João Crisóstomo, século V).
Epifania do Senhor

Epifania significa MANIFESTAÇÃO DE DEUS: É o que proclama o PREFÁCIO DA EPIFANIA: “Revelastes hoje o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação”. A salvação é UNIVERSAL: É o teor das 3 leituras bíblicas de hoje.
A PRIMEIRA LEITURA: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz...Os povos caminham à tua luz...todos se reuniram e vieram a ti...será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro, incenso e proclamando a glória do Senhor”.
E SÃO PAULO conclui na 2ª. LEITURA: “Os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do evangelho”.
É o que nos narra o evangelho de hoje: Os REIS MAGOS perguntaram a Herodes: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua ESTRELA no oriente e viemos adorá-lo”.
O PADRE ANTÓNIO VIEIRA PERGUNTA (ANTÓNIO VIEIRA no SERMÃO DA EPIFANIA, capela Real 1662, pregado à Rainha Regente na minoridade de El Rei, quando Vieira e os jesuítas foram expulsos do maranhão por defenderem os escravos ): POR QUE RAZÃO MANDOU DEUS AOS REIS MAGOS UMA ESTRELA E NÃO UM PROFETA OU UM ANJO? Os Profetas são os embaixadores ordinários de Deus; os Anjos são embaixadores extraordinários de Deus. Por que uma ESTRELA? O mesmo António Vieira responde: porque a estrela era a LINGUAGEM que eles entendiam, pois eram astrólogos. Exemplo de que quando queremos buscar alguém para Cristo é preciso USAR A LINGUAGEM DELE: da criança, do jovem, do orgulhoso, do humilde, do pecador, do triste, do enfermo, do carente, do necessitado, do desesperado. Quantas vezes as pessoas chegam até nós e perguntam sobre DEUS, sobre JESUS CRISTO. QUE RESPOSTA COSTUMAMOS DAR? Não podemos nos contentar com respostas conceituais, programáticas. Dizemos como os conselheiros de Herodes: VOU PROCURAR NOS LIVROS? A nossa resposta vai depender da vivência que temos de Cristo, vai depender da nossa ida a Belém, adorar aquela criança nos braços de uma humilde mulher, e da nossa oferta do Ouro da nossa fé, do Incenso das nossas virtudes e da mirra do nosso amor!
O papel da Estrela era de ILUMINAR, guiar os homens até Cristo, porque ela era A ESTRELA DE CRISTO:“Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”( EVANGELHO )...Se nós queremos ser Estrelas Guias para Cristo, também temos que ser ESTRELAS DE CRISTO. Porque há muitas estrelas por aí, e nenhuma é DE CRISTO e por isso conduzem para o anti-Cristo, para os vícios, as drogas, para o sexo, para a mentira, para a desobediência, para o roubo, para a injustiça, para a corrupção.
Interessante notar que quando os Reis Magos chegaram à cidade Jerusalém, a estrela desapareceu. POR QUE? Porque numa cidade prevalecem outros valores e se adoram os deuses do dinheiro, do poder e do prazer. Foi só os Reis Magos voltarem a respirar o AR PURO, que voltaram a ver a ESTRELA e reencontrarem o caminho da gruta de Belém: “Depois que ouviram o Rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles até para no lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.”
E quando entraram na casa o que viram? O MENINO SENTADO NUM TRONO. E O TRONO DA CRIANÇA QUE ENCONTRARAM ERAM OS BRAÇOS DA VIRGEM MÃE. Então “ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes; ouro, incenso e mirra”. Ofereceram OURO a Cristo como REI. INCENSO a Cristo como DEUS. MIRRA a Cristo como HOMEM. Então voltaram para suas terras anunciando o que tinham visto.
UMA ESTRELA APONTOU O CAMINHO PARA CRISTO. HOJE, SOMOS NÓS ESTA ESTRELA QUE DEVE INDICAR O CAMINHO PARA CRISTO ÀS CRIANÇAS, AOS JOVENS, AOS FILHOS, AOS PARENTES, A TODOS!
De repente, NAQUELA NOITE DA EPIFANIA, daquela casa de Belém começaram a espoucar miríades de estrelas, como os fogos de artifício na noite do reveillon! Estas estrelas coloridas seremos nós a anunciar ao mundo, UM ANO NOVO, UMA ESPERANÇA NOVA, UMA ALEGRIA NOVA, UMA PAZ NOVA, UMA VIDA NOVA, UMA CIVILIZAÇÃO NOVA: A CIVILIZAÇÃO DO AMOR!
Interessante notar que quando os Reis Magos chegaram à cidade Jerusalém, a estrela desapareceu. POR QUE? Porque numa cidade prevalecem outros valores e se adoram os deuses do dinheiro, do poder e do prazer. Foi só os Reis Magos voltarem a respirar o AR PURO, que voltaram a ver a ESTRELA e reencontrarem o caminho da gruta de Belém: “Depois que ouviram o Rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles até para no lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.”
E quando entraram na casa o que viram? O MENINO SENTADO NUM TRONO. E O TRONO DA CRIANÇA QUE ENCONTRARAM ERAM OS BRAÇOS DA VIRGEM MÃE. Então “ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes; ouro, incenso e mirra”. Ofereceram OURO a Cristo como REI. INCENSO a Cristo como DEUS. MIRRA a Cristo como HOMEM. Então voltaram para suas terras anunciando o que tinham visto.
UMA ESTRELA APONTOU O CAMINHO PARA CRISTO. HOJE, SOMOS NÓS ESTA ESTRELA QUE DEVE INDICAR O CAMINHO PARA CRISTO ÀS CRIANÇAS, AOS JOVENS, AOS FILHOS, AOS PARENTES, A TODOS!
De repente, NAQUELA NOITE DA EPIFANIA, daquela casa de Belém começaram a espoucar miríades de estrelas, como os fogos de artifício na noite do reveillon! Estas estrelas coloridas seremos nós a anunciar ao mundo, UM ANO NOVO, UMA ESPERANÇA NOVA, UMA ALEGRIA NOVA, UMA PAZ NOVA, UMA VIDA NOVA, UMA CIVILIZAÇÃO NOVA: A CIVILIZAÇÃO DO AMOR!
(Homilia Pe.Melchert)
29 de dezembro de 2007
Tempo de Natal - Epifania

Ignoramos em que dia Jesus nasceu. Os cristãos do século III escolheram, para comemorar esse evento, uma data particularmente significativa: o dia 25 de dezembro, a noite mais longa do ano. O motivo dessa escolha é simples: no tempo de nova luz na natureza, novo ano solar, festeja-se a festa da Luz nova que jamais se apagará: "Jesus, verdadeiro sol de justiça", repetindo as palavras do profeta Malaquias 3,20. Desde então, a Igreja começou a celebrar as duas grandes festas que indicam as etapas da vinda de Deus entre os homens: a Natividade e a Epifania.
No dia da Natividade ou Natal, festejamos a presença humilde de Deus no meio dos homens; no dia da Epifania, a manifestação dessa presença aos gentios e ao mundo.
A Epifania é para o Natal o que Pentecostes é para a Páscoa, ou seja, o seu desenvolvimento e a sua proclamação no mundo, e prolonga-se na festa do Batismo do Senhor, como manifestação ao povo eleito.
A oitava de Natal, 1º de janeiro, glorifica o nome de Jesus, que significa "o Senhor salva", e resume o sentido da encarnação acontecida em Maria, Mãe de Deus.
Assim, através dessas quatro festas, o tempo de Natal nos faz passar do mistério da encarnação ao início do ministério de Jesus. Também a reforma litúrgica do concílio Vaticano II confirma a estrutura desse tempo, que vai das primeiras Vésperas do Natal até o domingo que se segue à Epifania. Enriqueceram-se os textos litúrgicos das celebrações e inseriu-se a missa vespertina da vigília; solenizou-se a maternidade divina de Maria, bem como o batismo de Jesus.
A festa da Sagrada Família foi deslocada para o domingo que segue o Natal. As celebrações do tempo natalino não param nos fatos históricos, mas remontam a seu verdadeiro fundamento, que é o mistério da encarnação
21 de dezembro de 2007
6 de janeiro de 2007
EPIFANIA
Neste domingo, a Igreja celebra a Epifania do Senhor, solenidade em que se festeja a manifestação da divindade de Jesus Cristo e a adoração dos reis magos ao Deus Menino, em Belém de Judá.
A palavra “epifania”, tem origem no verbo grego “epiphaino”, que tem o significado de “mostrar”. O substantivo “epifania”, do grego “epiphaneia” quer dizer: aparição, manifestação.
“A epifania é a festa, como a entendemos hoje, com a qual se celebram tanto a manifestação da divindade de Jesus Cristo como a visita e a adoração a Jesus, em Belém, dos três reis magos vindos do Oriente, fixada na liturgia para o dia 6 de Janeiro”. A solenidade é celebrada no domingo seguinte à data da festa litúrgica.
A origem da festa da Epifania remonta ao tempo dos gnósticos basilidianos (pensadores cristãos da região da Basílide, no Oriente Médio), no século II, que celebravam a manifestação do Cristo de origem divina no mundo terrestre ocorrida no momento do seu baptismo. “Portanto, originalmente comemorava-se, no dia 6 de Janeiro, a festa do baptismo de Jesus Cristo.
A partir do século IV, celebravam-se simultaneamente, no dia 6 de Janeiro e com o nome de Epifania, tanto a festividade do baptismo como a do Natal. “Porém, no mesmo século IV começou a surgir o costume de se festejar o Natal no dia 25 de Dezembro, o baptismo de Jesus foi passando para segundo plano e a adoração dos magos foi-se impondo como a festa principal.
Segundo a tradição da Igreja do século I, os magos seriam possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, sábios e poderosos, que cultivavam o conhecimento do homem e da natureza buscando contacto com Deus. Naquele tempo, os persas chamavam “magos” aos sacerdotes. Mais tarde, a tradição os chamou de “reis” lembrando o salmo 72,10-11: ‘Os reis do Ocidente e das ilhas lhe pagarão tributo. Os reis da Arábia e da Etiópia lhe oferecerão presentes. Diante dele se prostrarão todos os reis e o servirão todas as nações. Os reis vieram do Oriente, isto é, da Arábia, Pérsia ou Caldeia.
Os nomes dos magos, Melchior, Gaspar e Baltazar, vêm da tradição e não da Bíblia”.
Tradicionalmente, Melchior é representado como um ancião branco com barbas, traz como presente o ouro que representa a realeza de Cristo;
Gaspar, jovem de pele morena, traz o incenso, representando a divindade de Jesus Cristo;
Baltazar, de raça negra, oferece ao Menino Jesus a mirra, substância para embalsamar cadáveres, representando sua humanidade, o sofrimento e a morte do Senhor.
Gaspar, jovem de pele morena, traz o incenso, representando a divindade de Jesus Cristo;
Baltazar, de raça negra, oferece ao Menino Jesus a mirra, substância para embalsamar cadáveres, representando sua humanidade, o sofrimento e a morte do Senhor.
O significado da Epifania, na Igreja Ortodoxa (Oriente), é a festa da manifestação do Senhor Jesus, ou seja, a celebração de seu nascimento como verdadeiro homem (mistério da Encarnação).
Já no tempo de São João Crisóstomo, em Antioquia e no Egipto, acrescentou-se também a comemoração do baptismo de Jesus no Rio Jordão. No Ocidente, a festa da Epifania tem um significado diferente. O que se celebra é a revelação de Jesus ao mundo pagão, que é simbolizado pela vinda dos reis magos para adorar o Redentor recém-nascido em Belém.
Actualmente, na nossa liturgia, a Epifania celebra a vinda dos magos, vistos como primícias dos pagãos que acolhem Jesus como o Senhor. No prefácio da liturgia da Epifania, encontramos o significado da festa: ‘Revelastes, hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. ‘Cristo é a Luz, estrela, dos povos”.
...Conto de Natal

...Tinha acabado de guardar as ovelhas. Dirigiu-se ao seu quarto onde um pão e um cântaro de vinho o esperavam pousados na mesa de madeira escura. Não tinha fome, a curiosidade era tão forte que lhe tirava o apetite e o enchia de ansiedade. Agarrou o velho casaco e saiu pela propriedade fora, no meio da noite. As suas passadas fortes e decididas rasgavam o silêncio da noite. Dirigia-se para o velho estábulo. Não era difícil encontra-lo no meio da noite, pois por coincidência, pensava ele, uma estrela brilhante indicava o caminho a tomar. Quando lá chegou abrandou o passo e aproximou-se cautelosamente da entrada. Uma luz fraca cintilava de dentro do estábulo.
Espreitou lá para dentro. Os seus olhos percorreram todo o espaço do estábulo. Viu um casal que dormia profundamente deitados em cima da palha seca e um burro deitado perto de uma manjedoura. Entrou. Caminhava em bicos de pés para não acordar ninguém. Aproximou-se do casal e foi então que o seu olhar foi desviado para a manjedoura, qualquer coisa se tinha movido. Olhou melhor e viu um bebé. Dormia inquieto e tremia muito. Perto da manjedoura estavam as tais três caixas, debruçou-se e abriu-as uma a uma. Na primeira encontrou incenso, na segunda encontrou mirra e na terceira encontrou...ouro. Estava rico, pensou ele. Foi quando o bebé lançou um gemido. Estava demasiado frio, e até o próprio burro que tinha sido ali colocado para aquecer o bebé estava a tremer. Olhou novamente para as caixas e percebeu que o bebé não se podia aquecer com o incenso, nem se cobrir com a mirra, nem se agasalhar com o ouro. Por isso tirou o velho casaco de pele de ovelha e cobriu o bebé, que logo se aninhou. Ao ver aquela imagem sentiu um enorme calor no peito e um conforto único. Olhou de novo para as caixas e apercebeu-se como eram inúteis e materiais. Eram demasiado terrenas, não podiam dar-lhe a felicidade que perseguia. Por isso voltou costas e como tinha entrado, saiu.
Enquanto se afastava do estábulo pensava como era feliz por chegar àquela idade e ter um coração cheio.
Espreitou lá para dentro. Os seus olhos percorreram todo o espaço do estábulo. Viu um casal que dormia profundamente deitados em cima da palha seca e um burro deitado perto de uma manjedoura. Entrou. Caminhava em bicos de pés para não acordar ninguém. Aproximou-se do casal e foi então que o seu olhar foi desviado para a manjedoura, qualquer coisa se tinha movido. Olhou melhor e viu um bebé. Dormia inquieto e tremia muito. Perto da manjedoura estavam as tais três caixas, debruçou-se e abriu-as uma a uma. Na primeira encontrou incenso, na segunda encontrou mirra e na terceira encontrou...ouro. Estava rico, pensou ele. Foi quando o bebé lançou um gemido. Estava demasiado frio, e até o próprio burro que tinha sido ali colocado para aquecer o bebé estava a tremer. Olhou novamente para as caixas e percebeu que o bebé não se podia aquecer com o incenso, nem se cobrir com a mirra, nem se agasalhar com o ouro. Por isso tirou o velho casaco de pele de ovelha e cobriu o bebé, que logo se aninhou. Ao ver aquela imagem sentiu um enorme calor no peito e um conforto único. Olhou de novo para as caixas e apercebeu-se como eram inúteis e materiais. Eram demasiado terrenas, não podiam dar-lhe a felicidade que perseguia. Por isso voltou costas e como tinha entrado, saiu.
Enquanto se afastava do estábulo pensava como era feliz por chegar àquela idade e ter um coração cheio.
5 de janeiro de 2007
...Conto de Natal...

...Ao terceiro dia, o homem guiava as ovelhas para o local do costume, era muito cedo, as estrelas ainda brilhavam com intensidade. O barulho do cajado a bater no chão era seco e compassado. Conforme se ia aproximando do local habitual, ia passeando os olhos grandes e pretos pelo velho estábulo. Não havia vento naquela madrugada, mas o ar era frio. Sentia o peito a queimar por dentro e o nariz dormente só pingava. O velho casaco era constantemente apertado contra o corpo pela mão livre, que ia ficando cada vez mais fria. Quando finalmente parou já o sol tinha nascido, ia estar mais um bonito dia, foi quando ouviu o choro de uma criança. Esticou o pescoço e olhou em volta. Não viu ninguém. Ficou intrigado, de onde viria aquele choro. A manhã passou.
A meio da tarde, depois de um almoço fugaz, um pouco de pão da ceia anterior, começou a ver ao longe uma nuvem de poeira. Dirigia-se na sua direcção. Não tardou nada até começar a ouvir um ritmo bem marcado de fortes passadas. A imagem começou a ficar nítida. Um homem de capa clara montado num majestoso cavalo castanho de crina branca liderava todos os outros, que alinhavam atrás dele empunhando lanças e bandeiras vermelhas. Ao ver tudo isto não se inquietou, numa outra situação já se tinha escondido atrás de um arbusto, ou corrido em pânico até à aldeia. Mas tal como tinha desconfiado, eles dirigiam-se para o velho estábulo. O homem desceu do cavalo e foi-lhe entregue uma caixa. Segurou a caixa e entrou dentro do estábulo. Começava agora a anoitecer. A curiosidade ia roendo-o por dentro. Queria saber o que se estava a passar, e o que seria assim tão importante e interessante para motivar toda aquele frenesim. Começou a agrupar as ovelhas, e encaminhou-as de volta. Começou a pensar como em toda a sua vida tinha deixado as suas acções pela metade, nunca tinha ido até ao fim, talvez por isso tivesse chegado aquela idade só com um velho casaco de pele de ovelha...
A meio da tarde, depois de um almoço fugaz, um pouco de pão da ceia anterior, começou a ver ao longe uma nuvem de poeira. Dirigia-se na sua direcção. Não tardou nada até começar a ouvir um ritmo bem marcado de fortes passadas. A imagem começou a ficar nítida. Um homem de capa clara montado num majestoso cavalo castanho de crina branca liderava todos os outros, que alinhavam atrás dele empunhando lanças e bandeiras vermelhas. Ao ver tudo isto não se inquietou, numa outra situação já se tinha escondido atrás de um arbusto, ou corrido em pânico até à aldeia. Mas tal como tinha desconfiado, eles dirigiam-se para o velho estábulo. O homem desceu do cavalo e foi-lhe entregue uma caixa. Segurou a caixa e entrou dentro do estábulo. Começava agora a anoitecer. A curiosidade ia roendo-o por dentro. Queria saber o que se estava a passar, e o que seria assim tão importante e interessante para motivar toda aquele frenesim. Começou a agrupar as ovelhas, e encaminhou-as de volta. Começou a pensar como em toda a sua vida tinha deixado as suas acções pela metade, nunca tinha ido até ao fim, talvez por isso tivesse chegado aquela idade só com um velho casaco de pele de ovelha...
JorgeBelinha1998
4 de janeiro de 2007
...Conto de Natal...

...No dia seguinte, de novo sentado numa pedra a guardar as ovelhas, pensava ainda na noite anterior. Tinha escolhido aquele sítio para se sentar pois dali conseguia ver o estábulo. Não havia sinais do homem do cavalo, já devia ter ido embora. Tinha uma pedra na mão, que rolava entre os dedos. Volta e meia lá tinha de chamar por alguma ovelha que tentava afastar-se mais. Os seus pensamentos iam longe, pensava na sua vida e nas voltas que ela já tinha dado.
Lembrava-se que quando era criança queria ser alguém importante. Alguém que fizesse a diferença. Agora já era tarde, estava velho e cansado. O seu tempo já tinha passado. De súbito foi acordado por um barulho que vinha de lá longe. Pareciam tambores. Levantou-se, olhou em todas as direcções e não viu ninguém. O sol já estava a avermelhar. Começou a chamar as ovelhas, que também estavam alarmadas com o barulho dos tambores que ia ficando cada vez mais forte. Reuniu as ovelhas todas, e encaminhou-as de regresso a casa. Agora já se via de onde vinha o barulho dos tambores.
Tal como no dia anterior, um homem montado num camelo, esguio e vestido com um manto de pele de tigre, tomava a direcção do velho estábulo. Atrás dele seguiam homens com tambores e à sua frente iam dançarinas. Este desceu do camelo. Calaram-se os tambores e pararam as dançarinas. O homem parecia muito alto e de cor escura, levava também uma caixa para dentro do estábulo. A curiosidade estava-o a roer, mas o frio apertava e as ovelhas queixavam-se com o medo que o escuro lhes provocava. Teve de prosseguir caminho. Enquanto caminhava lamentava-se de novo como era triste chegar aquela idade e só ter um velho casaco de pele de ovelha...
JorgeBelinha 1998
3 de janeiro de 2007
Conto de Natal
Já se sentia o sol a enfraquecer, o céu ia ficando vermelho. Com o fim do dia chegava a escuridão e o frio. Uma brisa leve e gélida levantou-se, passou-lhe pela face, entranhando-se nos longos e espessos pêlos da barba grisalha. Chegou a altura de reunir o rebanho. Pegou no cajado seco e torcido com as suas mãos rudes e ásperas. Mãos quadradas, de dedos grossos, com cicatrizes aqui e ali, que mostravam muitos ofícios e muitas profissões. Fazia muito frio naquela altura do ano. Com a mão, num gesto curto, apertou o velho casaco de pele de ovelha contra o corpo. Com o cajado guiou uma ovelha mais pequena para grupo. Trabalhava de sol a sol a troco de um naco de pão, um pouco de vinho e uma cama dura para passar a noite. Não tinha nada.
Enquanto guiava o rebanho até à casa do proprietário, reparou que algo de estranho se passava num estábulo abandonado, perdido no meio do campo. Parou. Viu então um homem com vestes púrpuras e um turbante da mesma cor montado num elegante cavalo preto. Outros o seguiam, segurando palmas e tocando flautas. O homem do cavalo, que levava uma caixa nas mãos, entrou dentro do estábulo, que estava iluminado por uma luz trémula. A noite tinha entretanto caído. Mas ele não podia perder mais tempo. As ovelhas tinham de ser guardadas sem demora.
Não pensou no que faria um homem assim, aparentemente, tão rico num estábulo quase a cair. Pensou antes na sua riqueza, como devia ser rico para ter tantos servos e tão nobre cavalo. Olhou para o chão e pensou como era triste chegar aquela idade e só ter um velho casaco de pele de ovelha...
JAB 1998


