Uma vez partida a vida, nunca mais esta se pode voltar a ter se não for num partir-se e repartir-se constante. É uma ferida aberta, por onde se continua a dar, a repartir, para que todos a possam tocar. Esta é a missão de todos aqueles que tocaram a vida e ela se repartiu por eles. E foi assim para que assim também fosse nas mãos de todos aqueles que a receberam, quando se sentaram à mesa da vida. A sua vez é fazer mesa, para que a vida seja colocada à disposição de todos. Quem não está disponível para repartir a vida, a sua, claro, mas a sua naquela que lhe foi dada pelo Senhor da vida, é porque ainda não tomou devidamente o seu lugar à mesa. É bem mais fácil se nos unirmos à roda da mesa para tocar a vida e deixar que ela nos dê a comungar a mesma vida partilhando a nossa com todos os que não têm vida. Porque quem se senta a esta mesa fica em dívida ao ver as suas dívidas pagas pelo amor.
Paróquia de Espinho - Dinâmica Páscoa