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31 de janeiro de 2016

Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios


Nestes primeiros domingos do Tempo Comum, desde o Baptismo do Senhor até ao I Domingo da Quaresma, a 2ª Leitura centra-se na Primeira Epistola de S.Paulo aos Coríntios, capítulos 12, 13 e 15.


Paulo não a escreveu esta carta durante a primeira estadia em Corinto. Escreveu-a depois, quando estava em Éfeso. Quando recebeu más noticias de Corinto, da comunidade em Corinto. Más notícias que falavam de divisões e de escândalos.
Paulo preocupou-se e escreveu uma 1ª carta, carta essa que se perdeu, sabemos isso através da 1ª carta aos Coríntios em que ele fala que “ na 1ª carta que eu vos escrevi disse-vos isto, aquilo e aqueloutro”, está na 1ª carta aos Coríntios 5, 9.
Não chegou até hoje essa carta porque perdeu-se no tempo certamente.
Depois sabemos que essa carta não produziu o efeito desejado nos Coríntios e Paulo, ao saber isso, resolveu escrever uma 2ª carta. Essa carta vem na resposta daquela 1ª. Os seguidores de Paulo chamam a atenção para a divisão e os escândalos que não pararam, e colocam-lhe algumas perguntas sobre a moral, o culto, a ética. Então S. Paulo decide escrever esta carta que nós chamamos de 1ª aos Coríntios, mas na verdade seria 2ª aos Coríntios.

Esta carta baseia-se em 2 temas fundamentais:
Um, Jesus Cristo, a sabedoria de Deus, Jesus Cristo é a Palavra definitiva de Deus; outro, a liberdade, o amor cristão, como os fundamentos da vida cristã e a divisão.
Podemos ver que do 1º ao 4º capítulos Paulo fala dessas divisões existente naquela comunidade; fala da importância do símbolo da cruz e dos ministros;
No capítulo 5 fala-se de um caso de incesto, este era um dos escândalos, de um marido que convivia com a sogra;
No capítulo 6 fala-nos de rixas entre os cristãos e fala também do escândalo da fornicação;
No capítulo 7 fala do matrimónio e do celibato, porque colocaram-lhe a questão do que devemos escolher: o matrimónio ou o celibato? O que é que é mais agradável aos olhos de Deus? O que é que é mais elevado?
No capítulo 8 a 10 fala das vítimas sacrificadas, isto é da idolatria. Portanto sabemos que na cidade de Corinto estava ainda muito vivo o culto pagão e o culto pagão matava animais, sacrificava-os aos deuses e depois essas carnes imoladas eram comidas em grandes banquetes;
No capítulo 11 fala do véu das mulheres, a necessidade das mulheres usarem o véu como sinal de respeito, mas também da eleição, da ágape, isto é da confraternização entre os cristãos e da eucaristia;
No capítulo 12 e 13, estes que estamos a analisar, fala dos carismas e dos dons;
No capítulo 14 fala das profecias e línguas misteriosas;
No capítulo 15 da ressurreição
E por fim no último capítulo 16 fala da colecta para Jerusalém.

8 de fevereiro de 2009

Ai de mim se não evangelizar!


"Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória,é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Se o fizesse por minha iniciativa,teria direito a recompensa.Mas, como não o faço por minha iniciativa,desempenho apenas um cargo que me está confiado.Em que consiste, então, a minha recompensa?Em anunciar gratuitamente o Evangelho,sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere." (1Cor.9,16-18)


No ano dedicado ao Apóstolo dos gentios, temos de redescobrir a urgência da missão, a qual não se identifica com o proselitismo, constrangendo os outros a adoptar o nosso modo de pensar e de ver, nem se reduz a uma mera inculturação do Evangelho, mas que antes é uma encarnação da Palavra de Deus na multiplicidade de condições humanas, línguas e costumes das pessoas que se vão encontrando.

A exclamação Paulina «Ai de mim se eu não anunciar o evangelho», é igualmente válida para todo aquele que, sendo leigo, presbítero ou bispo, recebeu das mãos da Igreja o Evangelho, esse mesmo Evangelho que deve propagar como se difunde «o perfume de Cristo» (2Cor 2,15) entre aqueles que estão perto e os que estão longe. Façamos nossa também a interpelação endereçada por Paulo à Igreja no que respeita ao mistério audaz e difícil da missão: «como hão-de invocar o Senhor, se antes não tiverem acreditado nele? E como hão-de acreditar, se dele não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, sem haver alguém que o anuncie? E como hão-de anunciar, sem primeiro terem sido ouvidos? Tal como está escrito: Quão belos são os pés dos que anunciam a boa-nova»(Rm 10,14-15). Se «a fé nasce da escuta, e a escuta nasce da Palavra de Cristo» (Ro 10,17), então a nossa responsabilidade perante o Evangelho que nos foi confiado no início do nosso apostolado é grande; uma responsabilidade de que seremos chamados a prestar contas no termo da nossa existência.

O Senhor não quer que acabemos por desvalorizar o Evangelho que foi depositado em nós como «um tesouro, em vasos de barro» (2Cor 4,7), mas quer antes que arrisquemos tudo para o fazer comercializável e vendível. Jesus Cristo em pessoa é o tesouro, achado no meio do campo, pelo qual vale a pena vender quanto possuímos e somos, a fim de o adquirir. Por ele somos chamados a considerar tudo como «lixo, a fim de ganhar Cristo e nele achados» (Fl 3,8-9). O Evangelho completa a sua carreira com os pés cansados, cobertos de pó e não raro feridos, com os pés de quem, como Paulo, «nada mais quis saber, a não ser Jesus Cristo e este crucificado» (1Cor2,2)Tal é a mensagem, da mais desconcertante actualidade, que Paulo transmite à Igreja missionária dos nossos dias.

(D.José Card. Saraiva Martins)

25 de janeiro de 2009

Conversão de São Paulo


A festa litúrgica de 25 de Janeiro foi instituída pela Igreja para dar graças a Deus pelos imensos benefícios que ela recebeu de Deus através de São Paulo. O seu martírio é celebrado junto com São Pedro no dia 29 de Junho. Em primeiro lugar a Igreja quer agradecer a Deus a sua conversão, depois, a sua vocação e a missão de pregar o Evangelho aos Gentios.

São Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso (Município de Roma) na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, de família israelita, da tribo de Benjamim; muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprara a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente.
Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (Act 22,3; 26,4; 5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro.

Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, mas se converteu espectacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi baptizado por Ananias. Em seguida permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia.
São Paulo esteve no apedrejamento de Santo Estêvão, e sem dúvida as orações desse Santo na hora da morte foram fundamentais para a graça da conversão de São Paulo.
No ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gal 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) acabrunhado pelo fracasso do seu trabalho em Jerusalém. Ali ficou por cerca de 5 anos, até o ano 43. Nesta época, Barnabé, seu primo, que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por S.Pedro, o levou para lá.

Em 44 Paulo e Barnabé foram encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (Act 13,1-3).

A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) percorrendo a ilha de Chipre e parte da Ásia Menor. No ano de 49 Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja, para resolver a questão da circuncisão, surgida em Antioquia. Esta presença de São Paulo em Jerusalém foi fundamental para que o Cristianismo não ficasse dependente do antigo judaísmo, como uma “seita” a mais. Graças a ele os pagãos ficaram livres da circuncisão e o Cristianismo surgiu com nova força.

A segunda viagem apostólica de São Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (Act 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo.
A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por acção dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia. Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegou em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta.

Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até a Espanha, “os confins do mundo” (Rom 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66.

Foi novamente preso no ano 66, no oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 14 Cartas.

A festa litúrgica da conversão de são Paulo apareceu no século VI e é própria da Igreja latina. O martírio do Apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de junho. A celebração do dia 25 de janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: “Eu trabalhei mais que todos os apóstolos…”, mas também: “Eu sou o menor dos apóstolos… não sou digno de ser chamado apóstolo”.
Apresenta, ele mesmo, as credenciais: viu o Senhor, Cristo ressuscitado lhe apareceu, ele é testemunho da Ressurreição de Cristo, foi enviado directamente por Cristo. É como um dos Doze. Pertence a Jesus desde aquela hora em que, no caminho de Damasco, vencido por Cristo e prostrado em terra perguntou-lhe: “Senhor, que queres que eu faça?” Paulo então passou a pregar e propagar a fé que desejava exterminar. Em poucos segundos Jesus o transformou de um ferrenho perseguidor no maior Apóstolo do seu Evangelho em todos os tempos.

São Paulo tirou da sua experiência esta consoladora conclusão: “Jesus veio a esta mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Precisamente por isso encontrei misericórdia. Em mim especialmente Jesus Cristo quis mostrar toda a sua longanimidade, para que eu sirva de exemplo a todos aqueles que pela fé nele alcançarão a vida eterna.” “Conheço um homem em Cristo que foi arrebatado até ao terceiro céu. Se no corpo ou fora do corpo, não sei. Deus o sabe. Só sei que esse homem ouviu palavras inefáveis…” (2Cor 12,2).

São Paulo foi um Apóstolos de “fogo”; apaixonado por Jesus Cristo até a última fibra do seu corpo. Cristo era tudo para ele: “Para mim no viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fil 1, 21). “Tudo posso Naquele que me dá forças” (Fil 4,13). “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gal 2, 19-20).

Terminou a vida dizendo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (1Tm 4,7) São Pedro e São Paulo foram as grandes colunas da Igreja em Roma; martirizados pelo mesmo Nero derramaram o seu sangue em Roma. Desde então a Sede da Igreja está em Roma.

(Prof. Felipe Aquino)

3 de agosto de 2008

As práticas características do Jubileu III



*Indulgência
“A Indulgência é a remissão, perante Deus da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada (=perdoados quanto à culpa); remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela acção da Igreja que, enquanto dispensadora (=ministra) da redenção distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”
“A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberte em parte ou totalmente da pena temporal devida pelos pecados. Todo o fiel pode obter para si mesmo ou aplicar pelos defuntos, à maneira de sufrágio, as indulgências tanto parciais como plenárias”
A indulgência é assim definida no Código de Direito Canónico (Cf.cân.992) e no Catecismo da igreja Católica (n.1471).


A indulgência é um dos sinais que caracterizam o Ano Jubilar. Nela se manifesta a plenitude da misericórdia do Pai, que vem ao encontro dos filhos, com o Seu amor feito perdão, não só das culpas, como dos danos (=penas), causados por elas. (cf.IM9).
A indulgência é a misericórdia do Pai, administrada pela Igreja, através sobretudo do Sacramento da Reconciliação.
A Igreja, que recebeu de Jesus Cristo o poder de perdoar em Seu nome (Mt.16,19; Jo.20,23) é, no mundo, a presença viva do amor de Deus.
Pelo pecado, os fiéis auto-«excomungam-se», afastando-se da comunhão com Cristo e com a Igreja, que é «Comunhão de Santos».
Obter (=ganhar) a indulgência significa entrar, ou aprofundar, ou regressar a esta «Comunhão de Santos», que é a Igreja; ou seja, abrir-se totalmente ou abrir-se de novo aos outros.

Para entender esta doutrina e esta prática da Igreja no que respeita às «indulgências» é necessário lembrar que o pecado tem uma dupla consequência.
O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus (=graça de Deus), e por isso torna-nos incapazes da vida eterna, a esta privação chama-se “pena eterna” do pecado.
Todo o pecado, mesmo o venial, provoca uma perturbação como que uma transgressão da lei divina e um desprezo da amizade de Deus, oferecida em Cristo a todos os homens, que precisa de purificação seja nesta vida, seja depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama a “pena temporal” do pecado.

O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus (através do Sacramento da Reconciliação e Penitência) implicam a abolição das penas eternas do pecado.
Mas o processo não acaba aqui, pois, subsistem as penas temporais as quais provocam uma desordem quer a nível pessoal que a nível social (=danos), o homem precisa de ser curado dos efeitos negativos do pecado (restos e penas do pecado). Para uma cura completa o pecador precisa de percorrer uma caminhada de purificação. Neste percurso o homem é interpelado em ordem à sua conversão profunda, a uma real mudança de vida, que diminui progressivamente o mal interior.

A indulgência só tem sentido nesta total renovação interior e conversão do coração. Pois a indulgência é concedida ao pecador arrependido para remissão da pena temporal devida pelos seus pecados já perdoados quanto à culpa.

29 de julho de 2008

As práticas características do Jubileu II


*Peregrinação

O homem é por natureza um «ser caminhante», interrogando-se constantemente de onde vem e para onde vai. Na história da Salvação, a peregrinação é uma experiência privilegiada, tanto para o pode de Israel como para a Igreja.

No Antigo Testamento encontramos muitas experiências de peregrinação: Abraão deixa a sua terra, Ur, para ir para outra que o Senhor lhe havia de indicar; a caminhada que o povo de Israel faz através do deserto, depois da saída do Egipto em direcção à Terra Prometida; o regresso do exílio na Babilónia.
Desde sempre os israelitas deram grande sentido às peregrinações, e sempre deram privilégio à peregrinação na celebração das três festas principais do ano judaico. A Lei prescrevia aos judeus três peregrinações por ano; a festa do ázimos (Páscoa), a festa das colheitas (Pentecostes) e a festa das tendas (Outono), conforme encontramos no Deuteronómio 16,16.
Também Jesus se fez peregrino desde muito cedo, acompanhando Maria e José, à cidade santa de Jerusalém. (Lc.2,41). Esta cidade era o lugar santo por excelência no tempo de Jesus, para onde Ele peregrinou muitas vezes. Jesus sabia que viera do Pai e caminhava para o Pai, era «peregrino de Deus». Jesus apresenta-se como o CAMINHO para o Pai: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (Jo.14,6). Ele é ao mesmo tempo Caminhante e Caminho: caminhante do Pai e caminho para o Pai.


Cada cristão e a Igreja, tendo como exemplo Jesus, devem procurar ser: caminhantes do Pai e caminho ara o Pai; «templos» visíveis de Deus, a caminho do templo invisível , que é Deus-Pai. «nós somos o templo de Deus vivo»(2Cor.6,16).

A peregrinação é um exercício de ascese(=penitência) activa, de arrependimento pelas faltas humanas, de vigilância constante sobre a própria fragilidade, de preparação interior para a conversão do coração.
Através da vigilância, do jejum, da oração, o peregrino avança pelo caminho da perfeição cristã, esforçando-se por chegar, com a ajuda e a graça de Deus, «ao estado de homem perfeito, à medida da estatura perfeita de Cristo»(Ef.4,13;IM7)

A peregrinação tem um ritual próprio, que se desenvolve em diversas etapas, com quatro momentos principais: a partida, o caminho, a visita e o regresso.
- a partida, torna manifesta a decisão de avançar até à meta e conseguir
os objectivos espirituais da vocação baptismal.
- o caminho, conduz à solidariedade com os irmãos e à preparação para
o encontro com o Senhor
- a visita ao Santuário convida à escuta da Palavra de Deus e à
celebração sacramental.
- o regresso, recorda a missão no mundo, como testemunha da salvação
e construtor da paz.


Deve ser feito todo o esforço para que a peregrinação não perca o significado fundamental e ao mesmo tempo a sua meta:
o encontro com Deus, o encontro com a Palavra de Deus, o encontro com a Igreja, o encontro na reconciliação, o encontro eucarístico com Cristo, o encontro com a caridade, o encontro com a humanidade, o encontro connosco mesmo, o encontro cósmico com Deus, o encontro com Maria, a Mãe do Senhor.


Todo o cristão se deve pôr a caminho, seguindo os passos de Jesus Cristo para o encontro com Deus. E sempre que não possa ser feita esta peregrinação fisicamente, deslocando-se aos santuários jubilares designados pelo Papa e pelos Bispos, é dever de todo cristão fazer a sua caminhada numa peregrinação interior

22 de julho de 2008

As práticas caracteristicas do Jubileu I


O ser humano usa símbolos, procura sinais, faz gestos, para dar sentido àquilo que não pode explicar por palavras, que não pode tocar ou que não pode ver. Quando queremos transmitir uma experiência interior, servimo-nos da linguagem simbólica. O homem não pode viver sem símbolos. Também na celebração do Ano Jubilar há sinais e símbolos que nos ajudam a ter presentes a reconciliação, o perdão e a partilha, imperativos deste ano de misericórdia. Entre esses sinais destacam-se:

*a Porta Santa
*a Peregrinação
*a Indulgência


*Porta Santa

A Porta Santa evoca a passagem do pecado à graça, que cada cristão é chamado a realizar, Jesus disse: «Eu sou a porta»(Jo.10,7), para nos dizer que ninguém chega ao Pai senão por Ele. Jesus é a Porta pela qual o Pai veio Ter com os homens para que os homens passem por Ele para se encontrarem com o Pai. A necessidade e a urgência de “passarmos” permanentemente do que vamos sendo, àquilo que o Senhor quer e espera de nós.
«Portas Santas» são as basílicas patriarcais romanas: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo.
As portas das catedrais e as igrejas, não sendo «santas» no sentido das tradições, são-no, simbolicamente para aqueles que as atravessam: sendo portas vulgares dão para a «Porta» verdadeira que é Jesus Cristo.

No Jubileu do ano 2000, a Porta Santa na Basílica de S. Pedro em Roma, foi aberta na noite de Natal de 1999. À hora em que os cristãos recordavam o nascimento histórico de Jesus em Belém da Judeia, o Papa João Paulo II, à frente de todos, «passou» a porta santa. Ao atravessar a porta, mostrou à Igreja e ao Mundo o Santo Evangelho, fonte de vida e de esperança para o 3º milénio.

Também como em todo o Ano Jubilar, há neste Ano Paulino sinais e símbolos que atestam a fé e favorecem a devoção dos fiéis. O Papa Bento XVI, no dia 28 de Junho de 2008, abriu uma “Porta Paulina” (simétrica à Porta Santa) na Basílica papal de S. Paulo na Via Ostiense, dando assim início às peregrinações a locais escolhidos (12 em Roma) e foi acesa a "Chama Paulina" que arderá ao longo de todo o ano.

17 de julho de 2008

Os Anos Santos na vida da Igreja


O jubileu chama-se vulgarmente Ano Santo; não só porque começa, decorre e termina com ritos sagrados solenes, mas também porque se destina a promover a santidade dos costumes e tempo durante o qual se pode lucrar a indulgência jubilar.
Sobre a origem e a história dos jubileus existem alguns documentos. O papa Paulo VI sintetizou o seu nascimento e a sua institucionalização do seguinte modo: «A partir do Sec. II, peregrinos vinham a Roma ver e venerar os “troféus” dos dois Apóstolos Pedro e Paulo e peregrinavam até à Igreja Romana. No Sec. IV, a vinda a Roma torna-se a principal forma de peregrinação no Ocidente, paralela e convergente, na sua ideia religiosa que se fazia a Jerusalém, no Oriente, onde se guardava o sepulcro do Senhor. Na Idade Média, Roma é a meta dos peregrinos piedosos que vêm das diversas partes da Europa, e também peregrinos que chegam do Oriente. Esta ideia de peregrinação desenvolveu-se nos Sec. XII e XIII, enriquecida com novos motivos de religiosidade e de piedade popular, imprimindo um conteúdo mais profundo à antiga ideia que a Igreja recebera da tradição, “da peregrinação por amor de Deus”.
Deste modo, nasce o jubileu, fruto de uma maturação doutrinal, bíblica e teológica, que tem a sua manifestação pública no jubileu proclamado no ano de 1220, pelo papa Honório III para peregrinação ao túmulo de São Tomás Becket, que depois converge para Roma, para as basílicas de S. Pedro e S. Paulo, no grande movimento popular e penitencial do ano de 1300, proclamado pelo papa Bonifácio VIII.»
O jubileu romano de 1300 representou o início e o modelo dos jubileus que, mais tarde se seguiram. A partir do séc. XV a celebração do jubileu passa a fixar-se de vinte e cinco em vinte e cinco anos, exceptuando-se algumas interrupções.
É no Jubileu de 1500 que se inicia a prática da abertura das portas santas das quatro basílicas romanas. Desde então várias inovações se têm feito na forma de celebrar o jubileu., sendo as mais importantes aquelas que tinham que ver com a pregação do perdão dos pecados, com o modo de lucrar as indulgências e com a assistência aos peregrinos.
No século XX, os papas Leão XIII celebra o de 1 900, Pio XI o de 1925 ( no final surge a Festa de Cristo Rei).
Pio XII o de 1950 e faz a solene proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora).
No jubileu de 1975 o Papa Paulo VI proclama que o revigorar a Igreja nos caminhos da renovação e a reconciliação entre todos os cristãos são uns dos objectivos centrais do Ano Santo.
O Papa João Paulo II proclama que o Jubileu de 2000, se celebrará não só em Roma, mas também fora de Roma, para que todos os fiéis possam beneficiar deste ano santo para assinalar o aniversário do nascimento de Jesus Cristo e a passagem do Milénio.
E foi a 28 de Junho de 2007 que Bento XVI anunciou a celebração de um ano jubilar dedicado ao Apóstolo São Paulo: "É para mim uma felicidade anunciar oficialmente que ao Apóstolo Paulo dedicaremos um especial Ano jubilar, desde 28 de Junho de 2008 até 29 de Junho de 2009, por ocasião do bimilenário do seu nascimento, inserido pelos historiadores entre os anos 7 e 10 d.C."

11 de julho de 2008

A tradição do"Jubileu"no Antigo Testamento II


Ano Jubilar
O ano jubilar era idêntico ao “ano sabático”, cuja celebração tinha lugar de cinquenta em cinquenta anos.
Esta celebração judaica toma o seu nome do instrumento musical utilizado para anunciar o início do ano jubilar através das cidades e aldeias. O instrumento musical era o yôbel, que em hebraico significa chifre de carneiro, que servia de trombeta para anunciar.
Não se sabe com segurança porque é que se fixava o jubileu de cinquenta em cinquenta anos, talvez relacionado com o ano sabático que ocorria de sete em sete anos. No fim de sete anos sabáticos (7x7) (Lev.25,8), ao quinquagésimo ano (Lev.25,11), celebrava-se o jubileu, o qual se considerava o complemento ou até a sua realização mais perfeita.
A celebração do ano do jubileu anunciava-se ao toque solene do yôbel no décimo dia do sétimo mês (de 15 de Setembro a 15 de Outubro), isto é, no dia 25 de Setembro, em que todos os anos os judeus celebram o Yom Kippur «dia da expiação».
Era para realçar o sentido religioso do ano jubilar que a sua abertura coincidia com a abertura do Yom Kippur, o grande dia da expiação(Lv.16), o único momento em que o sumo sacerdote entrava na parte mais secreta do Templo para pedir a Deus a remissão das culpas cometidas durante o ano por toda a comunidade.
Há três grandes prescrições relativas à celebração do jubileu hebraico.
*A primeira era comum ao ano sabático: obrigava os hebreus a não trabalhar nem cultivar, devia-se deixar o terreno inculto, vivendo-se apenas dos proventos espontâneos do solo. O problema era grave porque o jubileu vinha depois de um ano sabático, o que perfazia dois anos sem colheitas, mas aqui a providência divina é relacionada com o ano anterior, o sexto, que «produzirá uma colheita para os três anos». Lv.25, 20-21«Se disserdes: `Que comeremos no sétimo ano, pois não podemos semear nem colher as nossas colheitas? ´ Então, Eu vos concederei a minha bênção no sexto ano, de tal forma que produzirá a colheita de três anos.»
*Segunda prescrição, obrigava a libertação dos escravos hebreus, todo aquele que se tivesse tornado escravo por insolubilidade, deveria de ser libertado, ao sétimo ano ficavam livres das suas dívidas e entravam na posse das suas terras no Ano Jubilar.
*A terceira prescrevia o regresso dos bens da terra à posse do seu antigo dono, o qual anteriormente tivesse sido obrigado a vender por necessidade.
Estas prescrições além de um valor social também tinham um profundo significado religioso e moral. A libertação dos escravos, recordava que o Senhor os tinha libertado da escravatura do Egipto, quanto à entrega das terras, também, o Senhor os tinha conduzido até à terra prometida.
Parece que nunca se chegou a pôr em prática plenamente (Jer.34,8-16), porque criava sem dúvida problemas de transacções comerciais. De facto, a instituição do jubileu hebraico foi mais o desejo de um regresso às origens, em que entre os hebreus não existiam latifundiários e pessoas sem nada, em que todos eram livres e independentes. Era um regresso à sua dignidade original de propriedade exclusiva do Senhor.
Antes de tudo, as prescrições do ano jubilar concentram-se nos direitos da pessoa humana, a quem ninguém pode impor o peso da usura e da escravidão; pois, diante do Senhor, todos são iguais e devem ser respeitados pela sua dignidade.

8 de julho de 2008

A tradição do "Jubileu" no Antigo Testamento


“Ano de graça do Senhor”
É necessário partir da perspectiva do Antigo Testamento para compreender melhor a mensagem de Jesus e o que nos quis dizer ao referir-se ao “ano de graça do Senhor”.
É Jesus que nos diz: “Investigai as Escrituras, são elas que dão testemunho a meu favor” (Jo.5,39) e exemplificou como é necessário explicar os factos e as palavras por Ele protagonizados indo «à Lei de Moisés, aos profetas e aos salmos» (Lc.24,46 ; 24,27).
Nas palavras de Jesus que anunciam o «ano da graça do Senhor» (Lc.4, 16-21) podemos entender como que um convite para aprofundar o sentido que possui o Jubileu bíblico que conhecemos pelo Antigo Testamento. A isto também nos convida a Carta Apostólica Tertio Millennio Adveniente quando nos diz: «..torna-se compreensível o uso dos jubileus que começou no Antigo Testamento e continua na história da Igreja» (TMA11) e ainda: «as palavras e as obras de Jesus são por isso o cumprimento de toda a tradição dos jubileus do Antigo Testamento»(TMA 12)
Vamos, então, procurar descobrir o Jubileu bíblico e o seu significado na tradição do Antigo Testamento.

­Ano sabático
Falemos em primeiro lugar do «ano sabático» e depois do «ano jubilar», o Jubileu propriamente dito, para o qual passaram os principais valores do «ano sabático»

É sabido que o jubileu era um tempo dedicado de modo particular a Deus. Tinha lugar de sete em sete anos, segundo a Lei de Moisés: o sétimo era o “ano sabático”, durante o qual se deixava descansar a terra, eram libertados os escravos e se perdoava todas as dívidas. E tudo deveria ser feito em honra de Deus. Nos livros do Êxodo (23, 10-11), do Levítico (25, 1-28) e do Deuteronómio (15,1-18) encontramos as prescrições pormenorizadas para o cumprimento do «ano sabático».
O ano sabático servia para lembrar àquele povo que o Senhor velava para que os bens da terra estivessem bem distribuídos entre os filhos de Israel, tal como o Senhor tinha ordenado à entrada da terra prometida. (Jos.13).
Na origem deste ano sabático está o próprio Sábado, a principal instituição religiosa hebraica.
O Sábado está relacionado com a criação do mundo, é com o Sábado que termina o hino a Deus criador (Gn. 2,1-3), toda a obra que Deus havia feito é abençoada e santificada no sétimo dia, é consagrada a Deus na oração de um povo que se reúne neste dia, para louvar o Criador de todas as coisas.
Recordemos o terceiro mandamento da lei de Deus. “Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar... o sétimo é o Sábado consagrado ao Senhor”(Ex.20,8-10)
“O sétimo dia é de descanso completo, consagrado ao Senhor”(Ex.31,17)
“O Senhor teu Deus te mandou guardar o dia de Sábado” (Dt.5,15)
Mas a esta interpretação meramente legalista do Sábado, foi-lhe dada uma dimensão libertadora por Jesus.
“O Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado” (Mc.2,27)
“é permitido no Sábado fazer o bem em vez do mal, salvar uma vida em vez de destruí-la” (cf.Mc.3,4)
“prefiro a misericórdia ao sacrifício.. o Filho do Homem até do Sábado é Senhor” (Mt.12,7-8)
Jesus dá um sentido humano ao Sábado, alivia a pessoa de um peso desumano e liberta o Sábado de embaraços e acrescentos que o impedem de ser um dia do serviço fraterno e do louvor ao Senhor da Criação.
Assim a autentica liberdade do homem para amar a Deus, permite-lhe tomar consciência da sua condição humana, como ser criado por Deus “à Sua imagem e semelhança”.
Nós cristãos deveremos reconhecer que não temos dado grande atenção a este dia santificado por Deus e destinado a prestar-lhe culto na Antiga Aliança.
Para o Domingo cristão passaram as prerrogativas do Sábado hebreu, mas necessitamos de conhecer melhor o alcance do Sábado hebreu para valorizar os nossos tempos festivos e, em concreto, o Jubileu.

Ano sabático
Um ano sabático não é senão um ano inteiro dotado das prescrições do Sábado e vivido como ele. O ano sabático era celebrado em cada sétimo ano, contando os anos como se contavam os dias da semana.

30 de junho de 2008

Ano Paulino


Faz dois mil anos nasceu, em Tarso, o último apóstolo: São Paulo.
Em qualquer lugar no mundo, os cristãos comemoram seu nascimento, comemoraram a sua vida, a sua criação epistolar e nós cristãos somos chamados para continuar o seu trabalho de missionário em cada espaço de nossas vidas, em cada gesto, em cada palavra.
Este Jubileu, a começar a 28 de Junho de 2008 dará lugar a uma série de celebrações litúrgicas, de eventos culturais e ecuménicos em honra dos dois mil anos do nascimento de São Paulo. Haverá iniciativas pastorais e sociais, a nível mundial, todas elas inspiradas na espiritualidade paulina.
A celebração deste Ano Santo terá uma dimensão ecuménica sem igual, fazendo uma chamada urgente à comunhão de todos os cristãos para que por meio da reflexão e do estudo das cartas de São Paulo, nós sejamos um povo unido.
Por ocasião da união da igreja irmã Ortodoxa nesta Celebração Paulina, o Papa Bento XVI, disse: “Estes encontros e estas iniciativas não constituem somente um intercâmbio de cortesia entre igrejas, querem expressar o compromisso delas para fazer todo o possível para apressar o tempo de comunhão total entre o Oriente e o Ocidente cristão.”
Assim como o Apóstolo das Gentes, se dedicou a partilhar e a espalhar a Boa Nova, nós temos que estar conscientes da necessidade de nos empenharmos, sem descanso, a seguir os passos do Apóstolo São Paulo, levando o Evangelho de Jesus Cristo a toda a parte.
Nós pedimos para que ele nos proteja e nos guie durante este Ano Jubilar que festejamos em sua honra e que, tal como ele, sejamos cegamente apaixonados por Jesus Cristo e nos comprometamos a partilhar de Sua Palavra com todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.

6 de fevereiro de 2007

I Carta aos Coríntios



Nestes primeiros domingos do Tempo Comum, desde o Baptismo do Senhor até ao I Domingo da Quaresma, a 2ª Leitura centra-se na Primeira Epistola de S.Paulo aos Coríntios, capítulos 12, 13 e 15.

Esta carta baseia-se em 2 temas fundamentais: Um, Jesus Cristo, a sabedoria de Deus, Jesus Cristo é a Palavra definitiva de Deus; outro, a liberdade, o amor cristão, como os fundamentos da vida cristã e a divisão.

Esta epístola, caracteristicamente, uma epístola de repreensão. A doutrina nela contida é de repreensão e correcção. (1Cor.15,12) - É intensamente prática, (até o capítulo da ressurreição é usado, ali, como incentivo ao serviço) reprovando e corrigindo abusos da vida social e eclesiástica do povo; e, posto que, foi primeiramente aplicada aos crentes de Corinto, os princípios, ali expostos, a fazem apropriada e aplicável ao povo de Deus, em todos os tempos.

Os capítulos 12-14 da primeira Carta de Paulo aos Coríntios constituem uma secção consagrada ao bom uso dos “carismas”. “Carisma” é uma palavra tipicamente paulina (aparece 14 vezes nas cartas de Paulo e só uma vez no resto do Novo Testamento) que, num sentido amplo, designa qualquer graça (“kharis”) ou dom concedido por Deus, independentemente do posto que a pessoa ocupa dentro da hierarquia eclesial. O testemunho dos escritos neo-testamentários é que as primeiras comunidades cristãs conheciam de forma especial estes dons do Espírito.
Isso também acontecia, segundo parece, em Corinto.Apesar de se destinarem ao bem da comunidade, os “carismas” podiam ser mal usados. Por um lado, podiam conduzir a uma espécie de divinização do indivíduo que os possuía colocando-o, com frequência, em confronto com a comunidade; por outro lado, nem todos possuíam carismas extraordinários e era fácil, neste contexto, serem considerados “cristãos de segunda”.
Depreende-se ainda deste texto que haveria alguma discussão acerca da importância de cada “carisma” e, portanto, da posição que cada um destes “carismáticos” devia ocupar na hierarquia comunitária.Ora, a comunidade de Corinto estava preocupada com esta questão. Estamos diante de uma comunidade com graves problemas de conflitos e de desarmonias onde, facilmente, as experiências “carismáticas” eram sobrevalorizadas em benefício próprio. Criavam, pois, com frequência, individualismo e divisão no seio da comunidade.É a este problema que Paulo procura responder.
Paulo enumera diferentes tipos de “carismas”; no entanto, deixa bem claro que, apesar da diversidade, todos eles se reportam ao mesmo Deus, ao mesmo Senhor e ao mesmo Espírito.Cada um dos crentes possui o Espírito e, portanto, de diverso modo e medida, recebe “carismas”. O que é fundamental é que esses “carismas” não sejam usados de forma egoísta, mas estejam sempre ao serviço do bem comum.Não faz qualquer sentido, pois, discutir qual é o “carisma” mais importante. Também não faz sentido que os possuidores de “carismas” se considerem “iluminados” e se confrontem com o resto da comunidade. Faz ainda menos sentido considerar que há cristãos de primeira e cristãos de segunda…
É o mesmo Deus uno e trino que a todos une; a comunidade tem de ser o espelho dessa comunidade divina, da comunidade trinitária.