22 de dezembro de 2008



Recebi este selo do blog Ecclesiae Dei . E como não devo deixa-lo ficar por aqui, vou escolher mais 3 blogs para entregar este selo "Este blog Caiu do Céu", e eles são:

Aos que entrego este selo, sigam as regras deste prémio:
- copiar o prémio e colocar no seu blog;
- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog;
- presentear 3 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam um prémio.


5 de dezembro de 2008

Blog de ouro

Recebi em duplicado este selo das amigas Ana Paula do blog Pequeno Gigante e Sandra do blog Teologar.
Obrigada amigas por esta lembrança, e que este Advento nos ajude a levar a luz de Jesus a todos aqueles que esperam a Sua vinda.
É minha tarefa escolher outros 5 blogs para entregar este selo de Ouro, e eles são:

Ecclesiae Dei ....Ecclesiae Dei
Sofia ...Via Cristo
Mari ...Gratidão
Paulo Costa ...Nos passos de Jesus
Paulo ...Confessio XXI

Estes foram os escolhidos por mim, porque eles são ouro sobre blog!!!
Aos ganhadores, sigam as regras deste prémio:

- copiar o prémio e colocar no seu blog;
- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog;
- presentear 5 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam um prémio.

As regras são só para quem as quiser seguir. Um abraço para todos!

22 de novembro de 2008

Cristo Rei do Universo


“Quando fizeram isso a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim” (Mateus 25, 31-46)

Celebramos hoje Jesus como “Rei do Universo”. Mas, Ele torna-se rei da nossa vida somente na medida em que fazemos essa opção real pelos oprimidos, e vivenciamos “a justiça do Reino do Céu”, tema central do Evangelho de Mateus. Num mundo que nos apresenta tantas outras opções “régias” - ou seja, opções que regem a nossa vida e manifestam o que são os nossos valores últimos, o texto  leva-nos a verificar se realmente Jesus é o Rei da nossa vida - se é o Evangelho d’Ele que as rege, ou se o título não passa de mais um dos rótulos vazios, sem consequências práticas, tão queridos dos arautos de uma religião intimista, sentimentalista e individual. Será que a utopia do Reino de Deus, o seguimento de Jesus até a Cruz, a prática da Justiça do Reino são os elementos que norteiam as nossas práticas, individuais e comunitárias? Se não, então Jesus Cristo ainda não se tornou Rei do nosso universo pessoal e eclesial. É o que nos questio o texto de hoje, que nos lembra que Jesus não é Rei conforme os padrões deste mundo, mas o Rei pobre e justo, tão esperado pelos oprimidos de todos os tempos. A sua proposta para a sociedade não é a confirmação de uma estrutura piramidal, conforme os modelos históricos, mas a sua mudança radical para que o mundo seja regido por princípios de solidariedade e justiça, de partilha e fraternidade. Ele é Rei, no sentido da esperança dos “pobres de Javé” do Antigo Testamento, tão bem retratada pelo profeta Segundo Zacarias: “O seu Rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento. Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, quebrará o arco de guerra. Anunciará paz a todas as nações, e o seu domínio irá de mar ao mar, do Rio Eufrates até os confins da terra” (Zc 9, 9s). Jesus será o nosso rei na medida em que vivemos esses valores da verdadeira Shalom, que inclui a paz, a não violência, a partilha e a justiça.

A crise actual no sistema financeiro mundial, com as suas cifras astronómicas de apoio aos bancos e banqueiros falidos - enquanto somente migalhas são destinadas aos bilhões e famintos e sofridos do mundo - demonstra bem como a sociedade actual é dominada pelos interesses do lucro e do capital, mesmo em países que se dizem cristãos. Estamos longe de um mundo onde Jesus Cristo seja realmente o Rei - regido pelos valores que Jesus encarnou na sua pessoa, projecto, ensinamento e opções, e que nós herdamos como discípulos d’Ele.

Fonte: Pe. Tomaz Hughes, SVD (adaptado)

9 de novembro de 2008

Basílica de São João de Latrão


Uma solenidade litúrgica especial, no dia 9 de Novembro, comemora a dedicação da Basílica de Latrão. Esta é considerada a igreja-mãe de todas as igrejas católicas, por ser a catedral do bispo de Roma, isto é o Papa patriarca do Ocidente. A igreja originária foi construída pelo imperador Constantino, durante o pontificado de papa Melquíades no séc. IV, no terreno doado por Fausta, esposa do Imperador. Nela foram realizados os quatro primeiros Concílios Ecuménicos realizados no Ocidente: em 1123 para resolver a questão das Investiduras, ou seja, provimento em algum cargo eclesiástico por parte do poder civil: em 1139, sobre questões disciplinares; em 1179 para tratar da forma de eleição do Papa; em 1215, sobre várias heresias e a reforma eclesial. Esta comemoração, lembra a importância de Roma onde se encontra o Chefe visível da Igreja de Jesus.

Santo Inácio de Antioquia, discípulo dos apóstolos, chama a Igreja de Roma de "cabeça da caridade", revelando a posição primacial, da sede romana e, portanto, também a de seu Bispo. E de Santo Ireneu o mais eloquente testemunho da antiguidade a favor da importância da sede romana. Assim ele se expressou no ano de 180: "A esta Igreja (romana) por sua preeminência mais poderosa, é necessário que se unam todas as Igrejas, isto é, os fiéis de todas as partes, pois nela se conservou sempre a tradição recebida dos apóstolos pelos cristãos de todas as partes". Recorda ainda a referida festa que em todas as sedes episcopais há Igreja Catedral onde se encontra a cátedra episcopal.

A Catedral por excelência é a do Papa em Roma, a Basílica de Latrão "Mãe e Mestra de todas as Igrejas", da urbe romana e do orbe católico. Tudo isto lembra,  a importância do Templo, lugar sagrado no qual se cultua de modo especial a Deus. É nele que se recebem os maiores favores divinos.

No Antigo Testamento o templo de Jerusalém era o sinal da presença do Ser Supremo entre os homens. Centro do culto a Javé para ele convergiam peregrinações de todas as partes para contemplar a face do Todo-Poderoso (Sl. 42,3). A Bíblia ensina que Deus está no céu (Sl 2,4; 103,19; 115,3), mas o templo é como que uma cópia fiel do palácio celeste, que o Omnipotente torna presente aqui na terra. Nele se desenrola o culto oficial. No Novo Testamento se tornou viva a doutrina de que cada baptizado é o templo vivo da Trindade de acordo com o ensinamento de Jesus: "Se alguém me ama, meu Pai o amará, viremos a ele e faremos nele nossa morada" (Jo 14,23). Paulo de Tarso firmaria esta verdade aos Coríntios: "Vós sois edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto, coloquei o alicerce e outro levanta o edifício….Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? " (1Co3,9-11.16-17).

O verdadeiro católico preza a Catedral do Papa, a Basílica de Latrão; tem carinho especial para com a Catedral de sua Diocese e para com a Igreja Paroquial, Matriz de todas as outras; lembrando sempre  que, sendo o templo vivo de Deus, deve ornamentar esta Casa Santa com as virtudes, cuidando de seu corpo e respeitando a dignidade de cada ser humano, criado à imagem e semelhança do Criador, estimando sobretudo o baptizado templo consagrado ao Espírito Santo

28 de outubro de 2008

Bispos encerram o Sínodo com uma mensagem poética sobre a Palavra de Deus



Durante a vigésimo primeira Congregação Geral celebrada nesta sexta-feira os pais sinodais votaram a favor da Mensagem final do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, no que, com uma linguagem evocadora e poética, ressaltam a centralidade da Palavra de Deus na vida do Cristão. 

“Os pontos cardeais do horizonte que queremos convidar a conhecer o povo de Deus e que expressaremos por meio de imagens, são quatro: A Voz divina, o Rosto, a Casa e o Caminho”, diz a mensagem, que utilizou um estilo inusualmente sugestivo e figurativo.
“A Voz divina ressona nas origens da criação", diz o texto, "dando origem às maravilhas do universo. É uma Voz que penetra depois na história, ferida pelo pecado humano e atormentada pela dor e pela morte". "É uma Voz que descende depois às páginas das Sagradas Escrituras que agora lemos na Igreja com a guia do Espírito Santo".
“O Rosto: É Jesus Cristo, que é Filho de Deus, eterno e infinito, mas também homem mortal, ligado a uma época histórica, a um povo e a uma terra”.
“É Ele quem desvela o 'sentido pleno' e unitário das Sagradas Escrituras, de modo que o cristianismo é uma religião cujo centro é uma pessoa, Jesus Cristo, revelador do Pai. Ele nos faz entender que também as Escrituras são 'carne', quer dizer palavras humanas que se devem compreender e estudar em seu modo de expressar-se, mas que custodiam a luz da verdade divina que solo com o Espírito Santo podemos viver e contemplar”.
O terceiro ponto cardeal é "a Casa da palavra divina, quer dizer a Igreja", que "assenta-se em quatro colunas ideais: O ensino, quer dizer ler e compreender aBíblia no anúncio efetuado a todos... a fração do pão, ou seja a Eucaristia, fonte e culminação da vida e da missão da Igreja", já que "os fiéis estão convidados a nutrir-se na liturgia na mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo"; asorações... a Lectio divina, a leitura orante das Sagradas Escrituras capazes de levar, na meditação, na oração, na contemplação, ao encontro com Cristo, palavra de Deus vivo; a comunhão fraternal, porque para ser verdadeiros cristãos não basta ser 'os que escutam a palavra de Deus', mas também 'os que a cumprem'".
A última imagem do mapa espiritual é "o caminho pelo que se dirige a palavra de Deus". 
"A palavra de Deus –dizem os pais sinodais- deve rodar pelos caminhos do mundo que hoje são também os da comunicação informática, televisiva e virtual. A Bíblia deve entrar nas famílias, nas escolas e nos ambientes culturais".
"Sua riqueza simbólica, poética e narrativa faz dela um baluarte de beleza tanto para a fé como para a cultura, em um mundo freqüentemente destroçado pela fealdade e a maldade", adiciona a mensagem final.
"A Bíblia também apresenta o hálito de dor que sobe da terra, sai ao encontro dos oprimidos e do lamento dos infelizes. Tem como cume a cruz onde Cristo, só e abandonado vive a tragédia do sofrimento mais atroz e da morte. Precisamente por essa presença do Filho de Deus, a escuridão do mal e da morte se ilumina com a luz pascal e a esperança da glória". 
Finalmente, dirigindo-se aos fiéis do mundo, os pais sinodais dizem: "Vos confiamos a Deus e à palavra de sua graça. Com a mesma expressão de São Paulo em seu discurso de adeus aos chefes da Igreja de Efeso, também nós, os pais sinodais, confiamos aos fiéis das comunidades pulverizadas por toda a face da terra à palavra divina, que é julgamento mas sobre tudo graça". (fonte:ACI)

26 de outubro de 2008

«Amarás o teu próximo como a ti mesmo»


O estudo da Lei de Moisés tinha levado a um número indeterminável de normas, somavam um total de 613 as prescrições, mandamentos e proibições que os escribas observavam do Antigo Testamento. Por isso, não é de estranhar que alguns fariseus tenham tentado confundir Jesus, questionando-o e assim encontrarem um pretexto para o acusar, demonstrando que Jesus não sabe interpretar a Lei e por tal não é digno de crédito. Dirigindo-se ao “Mestre” perguntaram-lhe qual é o mandamento mais importante dentre tantos.


Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; e o segundo que Jesus relaciona intimamente a este primeiro é: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.


Não interessa qual deles é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles. E a origem está no Amor.

Mas talvez  seja bom determo-nos num detalhe que muitas vezes nós nem nos apercebemos e que sem uma boa compreensão deste detalhe, inclusive a sua prática, ficamos impedidos de praticar o mandamento que o próprio Jesus nos pediu.


Já paramos para pensar se nos amamos a nós mesmo? Nos dias que correm mais do que nunca, vemos tantas pessoas magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, tristes, amargas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente. Na  sociedade em que vivemos, um grande número de pessoas não se ama, não gostam delas mesmas, não se sentem satisfeitas com elas mesmas; Odeiam seu jeito de ser, odeiam seu corpo, etc. E estas pessoas  todas nem sabem que isto é com certeza a raiz de muitos dos problemas das suas vidas: é falta de amor-próprio.

Ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim, nós só podemos dar amor ao nosso próximo se aceitarmos esse amor de Deus na nossa vida e consequentemente nos amarmos.

Que todos nós saibamos acolher o amor imenso que Deus tem por cada um de nós, para que assim possamos amá-lo, amar a nós mesmos e assim, cheios de amor, amar de coração sincero o nosso próximo.

Não interessa qual dos mandamentos é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles.

E a origem de todos eles está no Amor.

11 de outubro de 2008

Somos chamados ao banquete


Mt 22,1-14

A liturgia deste domingo utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim, que Deus quer oferecer a todos os seus filhos e filhas.Na nossa vida corrente, quando queremos homenagear alguém ou celebrar um grande acontecimento, fazemos um banquete. Porque o comer e o beber juntos, em ambiente fraterno, é fonte de muita alegria e felicidade, é que o povo bíblico deu ao banquete um valor sagrado. Ele é símbolo da Aliança e entra nos grandes acontecimentos dos povos e da relação de Israel com Deus. A própria eucaristia foi instituída no interior de um banquete. À eucaristia chamamos “sagrado banquete”.

          Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus, na sua própria casa, vai oferecer a todos os povos. Isto significa que Deus tem, para nós, um projecto de vida, de amor e de festa, porque somos pessoas amadas por Ele, com um amor eterno e incondicional. É importante que tomemos consciência desta realidade, para que ela projecte luz, serenidade e confiança na nossa vida quotidiana. A nós, basta-nos aceitar o convite de Deus para participar neste “banquete”, isto é, basta-nos aceitar viver em comunhão com Ele, para que, na nossa vida, saibamos dar prioridade ao amor, testemunhar os valores do Reino e construir, aqui e agora, um mundo novo, onde brote a justiça, a solidariedade, o amor e a partilha, a todos os níveis.
          O evangelho utiliza também a imagem do “banquete” como exemplo, para designar a felicidade escatológica, isto é, aquele felicidade eterna, a que somos chamados no fim da nossa vida sobre a terra, e que começa desde agora e aqui. Esta felicidade advém-nos da participação no “banquete” celeste oferecido a todos, mulheres e homens, pobres e ricos, cristãos e pagãos, pecadores e fiéis. É um banquete universal! Não há nenhuma condição humana, que nos possa impedir de ter acesso a este “banquete”, se nós quisermos “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus. A opção pela participação no “banquete”, que fizemos no dia do nosso baptismo, é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.
(reflexão: irmã Deolinda Serralheiro)