22 de março de 2008

Sábado Santo


O Sábado Santo é dia alitúrgico: a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor. A única celebração primitiva parece ter sido o jejum. É um dia de reflexão.
Para os judeus, já naquela época, era um dia de descanso e todos ficaram em casa reflectindo sobre o acontecido na tarde de Sexta-Feira.
Em algumas aldeias de Portugal, no Sábado Santo costuma-se fazer a queima de Judas.. Bonecos de palha são pendurados em postes de iluminação pública e galhos de árvores na noite da Sexta-Feira Santa, e depois são rasgados e queimados ao meio dia do Sábado de Aleluia. É costume antigo fazer-se o julgamento de Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o "testamento" de Judas, em versos, colocado especialmente no bolso do boneco. O testamento é uma sátira das pessoas e coisas locais.
Judas era chamado de Iscariotes por ser de Carioth, uma cidade ao Sul de Judá. Obcecado pelo dinheiro, antes de se afastar de Cristo, resolveu entender-se com membros do Sinédrio, conselho supremo dos judeus. Mesmo tendo ouvido Jesus predizer sua tradição durante a última ceia, Judas não deixou de entregar Jesus aos inimigos e receber 30 dinheiros. Depois, arrependido, quis devolver o dinheiro, mas, foi expulso pelos sacerdotes, e acabou por se enforcar numa árvore.

21 de março de 2008

Sexta-Feira Santa






Na Sexta-feira Santa revivemos o sofrimento e a morte de Cristo no Calvário.
Agora, traído por Judas que O entrega aos soldados romanos por 30 moedas de prata, sob a acusação de subversão e de perturbação da ordem, Jesus é abandonado, por seus discípulos e três vezes negado por Pedro.
Então se seguem uma série de humilhações e maus tratos até o Seu julgamento por Pilatos e depois por Herodes, que acaba por condena-Lo à morte, atendendo ao clamor do povo que exige que soltem Barrabás, um ladrão, e crucifiquem Jesus.
Conforme relata a Bíblia, mais ou menos ao meio dia da sexta-feira, o sol pára de brilhar, a escuridão cobre a terra até às três horas da tarde. Então, Jesus grita – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso Jesus morreu. (Mc 15. 33-41, Mt 26. 44-75 e 27. 1-66, Lc 22 e 23, Jô 18 e 19)
O corpo de Jesus foi pedido à Pilatos por José, da cidade de Arimatéia, um senhor influente na região. José de Arimatéia enrolou Jesus num lençol de linho e sepultou-O num túmulo, cavado numa rocha, que nunca tinha sido usado por ninguém. Maria Madalena e Maria mãe de Jesus assistiram a tudo isto.
Na sexta-feira não há missa em nenhum lugar do mundo. O altar da Igreja fica iluminado sem toalha, sem cruz, sem velas nem adornos.

20 de março de 2008

Ceia do Senhor


Com a Missa vespertina da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

É comemorada a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem e o mandamento do Amor (o gesto do lava-pés).

A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos "o pão" e "o vinho". Esse evento do mistério de Jesus também se tornou manifesto no gesto do lava-pés. Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória.

No final da Missa, o Santíssimo Sacramento é trasladado para um outro local, desnudando-se então os altares.


A transladação do Santíssimo
A transladação do Santíssimo, na quinta-feira santa, tem notícias históricas desde o século II.
Irineu de Lião (+ 200) escreve que muitos fiéis jejuavam 40 horas antes de participar da Vigília Pascal, em comemoração das 40 horas que Jesus teria ficado no sepulcro. Algumas citações bíblicas, como Lc 5,35, serviam de argumento para explicar que este jejum tinha a finalidade de homenagear o esposo que havia sido tirado do meio da Igreja. Outro costume litúrgico diz que, na antiguidade, as sagradas espécies que sobravam da missa de quinta-feira santa, eram guardadas na sacristia, em uma teca. Depois, o pão e o vinho consagrados eram apresentados ao presidente da celebração que o misturava com o vinho consagrado da missa da Vigília Pascal. Era um rito muito simples e não contemplava uma adoração como continuação da Missa da Ceia do Senhor.

Actualmente, o Santíssimo é transladado solenemente em procissão para uma capela lateral ou para um dos altares laterais da igreja, devidamente preparado para receber o santíssimo.
Antes da transladação, o sacerdote prepara o turíbulo e incensa o Santíssimo três vezes. Depois, realiza-se uma pequena procissão dentro da igreja, que é precedida pelo cruciferário (pessoa que leva a cruz processional), velas e incenso. Durante a procissão, canta-se o "Pange Lingua", traduzido em português, "Vamos todos...", exceto as duas últimas estrofes, "tantum ergo" (tão sublime sacramento...) que são cantadas depois da chegada do procissão na capela lateral, onde ficará o Santíssimo.
Após a transladação, a comunidade é convidada a permanecer em adoração solene até meia noite; após este horário, a adoração é simples e silenciosa. O significado é de ação de graças pela eucaristia e pela salvação que celebramos nestes dias do Tríduo Pascal.

Desnudação do altar
A desnudação do altar (denudatio altaris), ou despojamento, é um rito antigo, já mencionado por Santo Isidoro no século VII, que fala da desnudação como um gesto que acontecia na quinta-feira santa.
O sacerdote, ajudado por dois ministros, remove as toalhas e os demais ornamentos e enfeites dos altares que ficam assim desnudados até a Vigilia Pascal. No antigo rito, durante a desnudação recitava-se um trecho de um salmo. O gesto da desnudação do altar tinha o significado alegórico da nudez com a qual Cristo foi crucificado.

O rito atual é realizado de modo muito simples, após a missa. Feito em silêncio e sem a participação da assembléia. As orientações do Missal Romano pedem que sejam retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. Caso isso não seja possível, orienta o Missal que convém velar as cruzes e as imagens que não possam ser retiradas.(Cf. Missal Romano, p. 253, n. 19).
O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte de Jesus, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.

Rito do Lava-pés



O lava-pés é um rito litúrgico, realizado na Quinta Feira Santa, na missa da Ceia do Senhor. Este rito, repete o gesto de Jesus que, na última ceia lavou os pés de seus discípulos em sinal de serviço e de amor.

O lava-pés era muito usado no tempo de Jesus e até mesmo antes do seu nascimento. Era um trabalho humilde, feito por escravos, que consistia em lavar os pés dos patrões da casa e de daqueles que chegavam de viagem. Não raro, esse trabalho era considerado humilhante a ponto de ser designado como castigo a algumas pessoas que cometiam algum delito legal.

Jesus, ao realizar este gesto, coloca-se como escravo, o que fez Pedro reagir diante de Jesus não querendo admitir, de modo algum, que o Mestre se rebaixasse como escravo diante dele. Olhando o conceito que as pessoas, do tempo de Jesus, tinham desse gesto do lava-pés, compreendemos o alcance e o significado do gesto de Jesus.

O antigo nome do rito do lava-pés era "mandatum", tirada da palavra inicial da antífona que acompanhava o rito, cantada em latim: "mandatum novum do vobis..." ("Dou-vos um novo mandamento), quase que como decorrência do gesto que Jesus acabara de realizar.

O rito do lava-pés, na liturgia, é conhecido desde a mais remota antiguidade e foi pratica por Papas, bispos e sacerdotes de todas as épocas. Também imperadores e reis praticaram o lava-pés como sinal de serviço aos seus súbditos. Os monges, que recebiam peregrinos em seus mosteiros, acolhiam-lhes com ósculo da paz e lavando-lhes os pés, para demonstrar que estavam a serviço do hóspede. Desde o século IV conhece-se o rito do lava-pés no Ocidente, com excepção de Roma.
O 17º Concílio de Toledo, na Espanha, no ano de 694, prescreveu que o lava-pés deveria ser realizado em todas as igrejas do mundo inteiro, na quinta-feira santa para imitar o gesto de Jesus. Para aqueles padres que se recusavam realizar o rito havia severas penas eclesiásticas. Contudo, o rito estava reservado para as catedrais e basílicas e, mais tarde é que foi permitido ser realizado em todas as igrejas.
Em Roma, o gesto do lava-pés na quinta-feira santa generalizou-se a partir do Séc. XI. O Missal de Pio V (1563) coloca o lava-pés no final da missa. A rubrica assim orientava: "Post desnudationem altarium, hora competenti facto signo cum tabula, conveniunt clerici ad faciendum mandatum (...)" Foi em 1955, com a reforma da Semana Santa, que o rito do lava-pés passou ser feito depois da homilia, como é feito actualmente.

Era costume que aqueles aos quais eram lavados os pés deveriam ser pobres. Em alguns países eram 12 homens que representavam os 12 apóstolos de Jesus Cristo. Em outros países eram 13, como acontecia em Roma, e como perdurou até a Reforma da Semana Santa, em 1955. O número de 13 pessoas tinha duas explicações: antigamente, realizavam-se dois lava-pés; um em comemoração do lava-pés que fez Madalena, quando lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e o outro, recordando o gesto de Jesus, ao lavar os pés dos seus apóstolos. Como o primeiro gesto foi suprimido, aquele que representava Jesus passou a tomar parte do lava-pés dos apóstolos, totalizando 13 pessoas. A segunda explicação é atribuída ao Papa Bento XIV que contava que um dia o Papa Gregório Magno, ao lavar os pés de 12 pobres, ao chegar no 12º notou que tinha mais um; era um anjo e, para recordar este fato, desde então conservou-se o número 13 até o século XX.

Actualmente, o rito do lava-pés, como é chamado, é muito simples. Não existe a obrigatoriedade, que havia antigamente, de que somente homens representem a comunidade ou os apóstolos. Também mulheres e crianças, hoje, tomam parte desse rito. Outra característica, é que este rito não é uma encenação dentro da missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou padre que lava os pés de algumas pessoas da comunidade está imitando Jesus no gesto, mas não como teatro; ao contrário, como compromisso de estar ao serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação, como fez Jesus. Não há necessidade, pois, que as pessoas venham vestidos de apóstolos, mesmo porque, o missal não determina quantas pessoas deverão ter os pés lavados ao dizer: "viri selecti deducuntur..." ("os homens escolhidos são levados...").

Actualmente o rito acontece, depois da homilia quando o sacerdote, retirando a casúla, cinge-se com um avental e lava os pés daqueles representantes da comunidade.

19 de março de 2008

Bênção dos Santos Óleos


Na Quinta-feira da Semana Santa, de manhã, o Bispo, procede à bênção dos santos óleos e consagra o crisma.
Óleo é uma palavra de origem latina, "oleum", derivada do grego "élaion", que designa o óleo extraído dos olivais (élaia).
Entre os símbolos sacramentais usados pela Liturgia da Igreja, óleo simboliza a alegria e o perfume do Espírito Santo em nós. Assim como o óleo penetra no ungido, assim penetra a graça divina naquele que foi ungido sacramentalmente.
O seu uso, que já vem do AT, baseia-se no seu rico simbolismo (penetra no corpo, perfuma-o, fá-lo brilhar, dá-lhe força e agilidade…). O óleo tem a finalidade de fazer brilhar o rosto (Sl 104,15) e é símbolo da alegria (Sl 45,8). Penetrante, sua unção significa a consagração de um ser a Deus (Ex 29,7). Mesmo edifícios e objectos são consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo é também o unguento que alivia as dores e que fortalece os lutadores, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
A Liturgia da Igreja privilegia três óleos, chamando-os de "Santos Óleos": Óleo dos enfermos, Óleo dos catecúmenos e Óleo do Santo Crisma.


Os dois primeiros Santos Óleos são abençoados e o terceiro, o Óleo Crismal, é consagrado na missa crismal que o Bispo celebra com todo o seu presbitério na Quinta-Feira Santa pela manhã.
O Óleo dos Catecúmenos concede a força do Espírito Santo aqueles que serão baptizados para que possam ser lutadores de Deus, ao lado de Cristo, contra o Espírito do mal. Este óleo poderá ser abençoado pelo padre, antes de ser usado. O baptizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.
O Óleo dos Enfermos é um sinal visível, utilizado pelo sacramento da Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.
O Santo Crisma é um óleo perfumado utilizado nas unções dos seguintes sacramentos: Baptismo, o baptizado é ungido na fronte;
Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte;
Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo;
Ordenação sacerdotal, na palma das mãos do néo-sacerdote.
Também é usado em outros ritos de consagração, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas). Em todos estes casos, o Santo Crisma recorda a vinda do Espírito Santo que penetra as pessoas como o óleo impregna a cada um deles que o toca. Ele faz com que pessoas sejam ungidas com a unção real, sacerdotal e profética de Jesus Cristo.



Bênção dos Santos Óleos - rito antigo


As notícias históricas apontam que a Bênção dos Santos Óleos era realizada já no século V.
A Bênção dos Santos Óleos era feita na Quinta-Feira Santa pelo Bispo, assistido por 12 sacerdotes, 7 diáconos e 7 subdiáconos, na missa solene, numa mesa colocada na frente do altar. A bênção do Óleo dos Enfermos era a mais simples, feita no final da Oração Eucarística, antes das palavras "per quem haec, omnia, Domine, sempre bona creas..." Depois da comunhão, fazia-se a bênção do Santo Crisma, de modo muito solene e, por fim, a bênção do Óleo dos Catecúmenos.
O Bispo, antes de abençoar os Santos Óleos, rezava uma oração de exorcismo sobre os óleos. Para a bênção do Santo Crisma, o Bispo e os 12 sacerdotes sopravam três vezes, em forma de cruz, sobre o Óleo Crismal, simbolizando a santificação do Espírito Santo. Depois da bênção, o Bispo e os sacerdotes faziam três reverências para os vasos que continham os Santos Óleos.



Bênção dos Santos Óleos - rito actual


A Bênção dos Santos Óleos, no actual rito da Liturgia Romana, é realizada de forma simples e obedece a seguinte ordem: o Óleo dos Enfermos acontece antes do término da Oração Eucarística, a bênção do Óleo dos Catecúmenos e a Consagração do Santo Crisma são feitos depois da comunhão. Por motivos pastorais, existe a possibilidade de que as Bênçãos sejam realizadas após a Liturgia da Palavra, depois da homilia.
No rito realizado dentro da missa, no momento da apresentação dos dons, os diáconos e, na falta deles, os presbíteros ou mesmo leigos, levam os óleos ao presbitério com a seguinte ordem: primeiro, o ministro leva o vaso com perfumes. Em seguida vem o ministro com o óleo dos catecúmenos, seguido do ministro com o óleo dos enfermos e, por fim, o ministro que traz o óleo do crisma. É costume que o vaso que contém estes óleos venha coberto com véus de cor roxa (óleo dos enfermos), verde (óleo dos catecúmenos) branco (óleo do crisma). Cada um dos ministros que traz os vasos com óleos, apresenta-os ao bispo e diz em alta voz: "eis o óleo do crisma" e assim procedem os demais ministros, cada qual nomeando o respectivo óleo.

18 de março de 2008

Semana Santa


Entre todas as semanas do ano, a mais importante para os cristãos é a Semana Maior, que foi santificada pelos acontecimentos que a liturgia celebra, da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor – o Mistério Pascal. Esta semana é o coração e o centro de toda a liturgia anual, nela se celebra o mistério da redenção, o grande sinal do amor de Deus salvador.

A Páscoa é o cume desta caminhada, o vértice para onde converge todo o Mistério de Jesus Cristo.

As principais celebrações desta semana que concluem a quaresma e o dão inicio ao Tríduo Pascal são:

· O domingo de ramos, 'de passione Domine (ou da paixão do Senhor) - Nesse dia, como diz o Missal Romano, a Igreja comemorou no passado Domingo, o Cristo Senhor, que entra em Jerusalém para cumprir plenamente o seu mistério pascal.

· A quinta-feira santa: conclusão da quaresma - Antigamente, na manhã da quinta-feira santa, celebrava-se o rito da reconciliação dos penitentes que já tinham percorrido todo o caminho penitencial segundo rígida disciplina para os pecados graves que os excluíam da participação na eucaristia.
Na quarta-feira de cinzas era imposta pelo bispo a penitencia, depois permaneciam excluídos até quinta-feira santa, dia em que eram absolvidos para poderem participar na eucaristia na noite de Páscoa. Hoje não existe essa disciplina penitencial antiga e rígida. No entanto, a comunidade cristã é chamada, no fim da quaresma, para celebrar o sacramento pascal da reconciliação nas formas estabelecidas pelo novo Rito da Penitência e segundo a necessidade de cada comunidade.

· A missa crismal- Parece que até fins do séc. VII a bênção dos óleos era feita durante a quaresma e não na quinta-feira santa. A fixação dela nesse dia não se deve ao facto de ser a quinta-feira santa o dia da instituição da eucaristia, mas sim e principalmente a uma razão de ordem prática: poder dispor dos óleos santos, sobretudo do óleo dos catecúmenos e do sagrado crisma, para a celebração dos sacramentos da iniciação cristã durante a vigília pascal.
Esta solene liturgia transformou-se em oportunidade para reunir todo o presbitério em torno do seu bispo e para fazer da celebração uma festa do sacerdócio. Assim aparece, juntamente com o compromisso de fidelidade dos presbíteros à sua missão sacerdotal, a natureza profética do sacerdócio ministerial do Novo Testamento chamado, como Cristo, "para evangelizar os pobres, para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor"
(Lc 4,18). Se o ministério presbiteral está essencialmente ligado à eucaristia, é igualmente verdade que esse ministério converge para a eucaristia antes de tudo com o anúncio do evangelho e nela encontra toda a amplitude e profundidade da sua dimensão profética.