
28 de outubro de 2008
Bispos encerram o Sínodo com uma mensagem poética sobre a Palavra de Deus

26 de outubro de 2008
«Amarás o teu próximo como a ti mesmo»

O estudo da Lei de Moisés tinha levado a um número indeterminável de normas, somavam um total de 613 as prescrições, mandamentos e proibições que os escribas observavam do Antigo Testamento. Por isso, não é de estranhar que alguns fariseus tenham tentado confundir Jesus, questionando-o e assim encontrarem um pretexto para o acusar, demonstrando que Jesus não sabe interpretar a Lei e por tal não é digno de crédito. Dirigindo-se ao “Mestre” perguntaram-lhe qual é o mandamento mais importante dentre tantos.
Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; e o segundo que Jesus relaciona intimamente a este primeiro é: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Não interessa qual deles é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles. E a origem está no Amor.
Mas talvez seja bom determo-nos num detalhe que muitas vezes nós nem nos apercebemos e que sem uma boa compreensão deste detalhe, inclusive a sua prática, ficamos impedidos de praticar o mandamento que o próprio Jesus nos pediu.
Já paramos para pensar se nos amamos a nós mesmo? Nos dias que correm mais do que nunca, vemos tantas pessoas magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, tristes, amargas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente. Na sociedade em que vivemos, um grande número de pessoas não se ama, não gostam delas mesmas, não se sentem satisfeitas com elas mesmas; Odeiam seu jeito de ser, odeiam seu corpo, etc. E estas pessoas todas nem sabem que isto é com certeza a raiz de muitos dos problemas das suas vidas: é falta de amor-próprio.
Ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim, nós só podemos dar amor ao nosso próximo se aceitarmos esse amor de Deus na nossa vida e consequentemente nos amarmos.
Que todos nós saibamos acolher o amor imenso que Deus tem por cada um de nós, para que assim possamos amá-lo, amar a nós mesmos e assim, cheios de amor, amar de coração sincero o nosso próximo.
Não interessa qual dos mandamentos é o mais importante, mas sim onde está a origem de todos eles.
E a origem de todos eles está no Amor.
11 de outubro de 2008
Somos chamados ao banquete
Mt 22,1-14
A liturgia deste domingo utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim, que Deus quer oferecer a todos os seus filhos e filhas.Na nossa vida corrente, quando queremos homenagear alguém ou celebrar um grande acontecimento, fazemos um banquete. Porque o comer e o beber juntos, em ambiente fraterno, é fonte de muita alegria e felicidade, é que o povo bíblico deu ao banquete um valor sagrado. Ele é símbolo da Aliança e entra nos grandes acontecimentos dos povos e da relação de Israel com Deus. A própria eucaristia foi instituída no interior de um banquete. À eucaristia chamamos “sagrado banquete”.