
A perfeição não justifica nem salva o homem. É Jesus que no diz na parábola do fariseu e do publicano que vão ao templo para rezar. Esta pequena parábola teve o efeito demolidor para a sociedade religiosa judaica, porque nela Jesus coloca tudo de pernas para o ar, inverte toda a concepção de justificação e salvação tranquilamente aceita por todos, em todos os segmentos sociais. Todos estavam convictos de que as pessoas agradáveis a Deus, que estavam justificadas, eram os fariseus, fanáticos cumpridores da lei. Jesus afirma o oposto, esse homem não saiu do templo justificado. Sua pretensa perfeição no cumprimento da lei, o leva a um grande orgulho "não sou como os demais homens", ao desprezo dos outros, ao fechamento do coração para o amor, a prescindir de Deus, a pensar que se salva pelo próprio esforço, a exigir recompensa de Deus, Jesus afirma sem rodeios, tal homem não está justificado, a perfeição não justifica o homem.
O publicano sim, sai do templo justificado, está a caminho da salvação. O publicano capitula diante de Deus: reconheceu seu pecado e sua condição de pecador, reconhece sua incapacidade de salvar-se por si mesmo, abre-se para um outro, abre-se para Deus de quem espera o perdão e a salvação.
O publicano sim, sai do templo justificado, está a caminho da salvação. O publicano capitula diante de Deus: reconheceu seu pecado e sua condição de pecador, reconhece sua incapacidade de salvar-se por si mesmo, abre-se para um outro, abre-se para Deus de quem espera o perdão e a salvação.
Esta humildade é a porta de abertura para sair de um mundo enclausurado em si mesmo, um mundo auto-suficiente e tenebroso, onde tudo gira em torno do próprio eu, onde não há lugar para o Outro e os outros, onde não há salvação possível.